HomeGroupsTalkExploreZeitgeist
Search Site
This site uses cookies to deliver our services, improve performance, for analytics, and (if not signed in) for advertising. By using LibraryThing you acknowledge that you have read and understand our Terms of Service and Privacy Policy. Your use of the site and services is subject to these policies and terms.
Hide this

Results from Google Books

Click on a thumbnail to go to Google Books.

Loading...

Discourse on the Origin of Inequality (1754)

by Jean-Jacques Rousseau

Other authors: See the other authors section.

MembersReviewsPopularityAverage ratingMentions
1,809237,895 (3.55)17
In his Discourses (1755), Rousseau argues that inequalities of rank, wealth, and power are the inevitable result of the civilizing process. If inequality is intolerable - and Rousseau shows with unparalledled eloquence how it robs us not only of our material but also of our psychological independence - then how can we recover the peaceful self-sufficiency of life in the state of nature? We cannot return to a simpler time, but measuring the costs of progress may help us to imagine alternatives to the corruption and oppressive conformity of modern society. Rousseau's sweeping account of humanity's social and political development epitomizes the innovative boldness of the Englightment, and it is one of the most provocative and influential works of the eighteenth century. This new translation includes all Rousseau's own notes, and Patrick Coleman's introduction builds on recent key scholarship, considering particularly the relationship between political and aesthetic thought.… (more)
Loading...

Sign up for LibraryThing to find out whether you'll like this book.

No current Talk conversations about this book.

» See also 17 mentions

English (16)  Dutch (2)  Portuguese (Brazil) (2)  French (2)  Spanish (1)  Catalan (1)  All languages (24)
Showing 1-5 of 16 (next | show all)
É interessante pensar o problema todo como uma simulação. O que acontece se definirmos o estado natural como X e seguirmos as consequências? No caso de Rousseau, o estado natural é de abundância, onde o humano selvagem circula e sacia seus desejos e necessidades; mas, contra Hobbes, ele repugna a violência, ainda mais contra aqueles que se parecem com ele, e as lágrimas nos mostram que a natureza nos deu a mais branda das artes, a da compaixão. De modo que as disputas são simples e poucas, a vida é nômade, e não há nem sociedade, nem família, de modo que o ciúme, a inveja, o pecado, nada disso existe. O selvagem talvez nem reconheça os outros e não está, pelas tensões diversas da vida social, imerso em confusão e falsidade quanto às suas necessidades. É decerto um modelo adâmico. Nem linguagem seria necessária no começo, tendo primeiro, o que é sensato, desenvolvido-se frases-urros, para somente depois, com uma maior analiticidade, surgirem as palavras, primeiro instâncias únicas, só depois classes e adjetivos. E o preço da desagregação social nem existiria- fugir para a floresta: taí algo fácil, e lá haverá comida e abrigo sempre disponíveis.

Rosseau então critica a atribuição do adjetivo "natural" a escolhas de partida arbitrárias, feitas com o auxílio de conceitos filosóficos, e também a atribuições de valor típicas da sociedade. O todos contra todos do Hobbes, por exemplo, embora uma tentativa um pouco melhor do que as naturalizações do social dos aristotélicos, está imbuído demais na situação de desconfiança e guerra constante da europa moderna do século XVII. Porque, sendo o selvagem o bom selvagem, a sociedade corrompe, e os valores da sociedade, corrompidos, distorcem nossa visão do que seria o natural, se não atentamos antes a esse fato. A filosofia de um povo não é adequada a outro, pois leva com ela valores, moldados pela sua sociedade própria. Essa visada viciada não deve ser aplicada à naturalização do estado atual dela mesma. No começo a natureza é boa e provedora, e o humano a melhor compleição orgânica, um animal não tem instinto próprio mas se apropria dos instintos dos outros, e por isso vive a boa vida. A indústria e técnia nos tira a força orgânica que tínhamos.

Mas com problemas e circunstâncias onde seriam obrigados a se juntar para lutar contra certas intempéries e desastres, os humanos se juntariam. E disso, uma vez formada uma sociedade, as já existentes diferenças de habilidades e hábitos se potencializariam. Como na sociedade sempre olhamos aos outros, acabamos nos guiar pelo outro para sabermos o que somos - tudo fica sujeito à frivolidade do exterior, que no limite leva ao artificial e falso, honra sem virtude, razão sem sabedoria, prazer sem alegria. E disso a diferença é potencializada, e quem sai na frente pode se aproveitar de tal para ampliar ainda mais sua vantagem, usando, dado que há vantagens a serem ganhas agora. Até chegarmos ao déspota, que leva justiça pois a rouba, e misericórdia, pois ameaça a todos constantemente. Seu poder é arbitrário e garantido pela força, que se falha, leva consigo o contrato, e ele deve ficar à merce da violência dos seus opositores, sem apelação possível a nada.

O direito à propriedade legitima a oposição rico e pobre, o magistrado a entre poderosos e fracos, a transformação do poder legítimo em arbitrário legitima a relação senhor - escravo, o nível final da desigualdade. Nessa situação de desigualdade, o direito a oprimir parece algo a ser conquistado, e até confiar em políticos passa a ser justificado. As artes tornam-se lucrativas no sentido inverso da sua utilidade, pois as mais necessárias são comuns e acessíveis, e por apego à diferenciação, tornam-se as mais negligenciadas.

Ademais, Rousseau, nas interessantes notas ao final do livro, fornece, na medida do possível, relatos e citações de biólogos, historiadores e (precursores da) antropólogos, a corroborar sua hipótese e dedução, ou ao menos a combater visões diferentes. A predileta da moçada é a tirada mortal de que, apesar da obsessão dos europeus de converterem à vida civilizada os inúmeros selvagens que encontraram, nunca tinham sucesso, enquanto que aqui e ali exploradores resolviam virar selvagens.


( )
  henrique_iwao | Aug 30, 2022 |
2/28/22
  laplantelibrary | Feb 28, 2022 |
Lately many of the ills of liberalism have been ascribed to Rousseau: "man being born free but everywhere is found in chains" and the myth of the noble savage. Reading Rousseau made me realize how distorted are some of the claims about his philosophy. He is definitely not the caricature which others make of him and his thought is original and well developed. Of course, some times is difficult to agree with what he says and others he is totally off. ( )
  Adrianmb | Mar 23, 2021 |
Everyone should read this one. ( )
  rjcrunden | Feb 2, 2021 |
classiques Larousse
  kortep | Nov 21, 2020 |
Showing 1-5 of 16 (next | show all)
no reviews | add a review

» Add other authors (34 possible)

Author nameRoleType of authorWork?Status
Rousseau, Jean-Jacquesprimary authorall editionsconfirmed
Keynäs, VilleTranslatorsecondary authorsome editionsconfirmed
You must log in to edit Common Knowledge data.
For more help see the Common Knowledge help page.
Canonical title
Original title
Alternative titles
Original publication date
People/Characters
Important places
Important events
Related movies
Awards and honors
Epigraph
Dedication
First words
'Tis of man I am to speak;  and the very question, in answer to which I am to speak of him, sufficiently informs me that I am going to speak to men, for to those alone, who are not afraid of honouring truth, it belongs to propose discussions of this kind.
Quotations
Last words
(Click to show. Warning: May contain spoilers.)
Disambiguation notice
Publisher's editors
Blurbers
Original language
Information from the Finnish Common Knowledge. Edit to localize it to your language.
Canonical DDC/MDS
Canonical LCC

References to this work on external resources.

Wikipedia in English (1)

In his Discourses (1755), Rousseau argues that inequalities of rank, wealth, and power are the inevitable result of the civilizing process. If inequality is intolerable - and Rousseau shows with unparalledled eloquence how it robs us not only of our material but also of our psychological independence - then how can we recover the peaceful self-sufficiency of life in the state of nature? We cannot return to a simpler time, but measuring the costs of progress may help us to imagine alternatives to the corruption and oppressive conformity of modern society. Rousseau's sweeping account of humanity's social and political development epitomizes the innovative boldness of the Englightment, and it is one of the most provocative and influential works of the eighteenth century. This new translation includes all Rousseau's own notes, and Patrick Coleman's introduction builds on recent key scholarship, considering particularly the relationship between political and aesthetic thought.

No library descriptions found.

Book description
Haiku summary

Popular covers

Quick Links

Rating

Average: (3.55)
0.5 1
1 5
1.5 2
2 12
2.5 4
3 55
3.5 11
4 55
4.5 4
5 31

Is this you?

Become a LibraryThing Author.

Penguin Australia

An edition of this book was published by Penguin Australia.

» Publisher information page

 

About | Contact | Privacy/Terms | Help/FAQs | Blog | Store | APIs | TinyCat | Legacy Libraries | Early Reviewers | Common Knowledge | 176,918,597 books! | Top bar: Always visible