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Works by David Soares

Os Ossos do Arco-Íris (2006) 4 copies
Lisboa 24h00 (2000) — Illustrator — 4 copies, 1 review
Mr. Burroughs (2000) 3 copies
É de Noite que Faço as Perguntas (2011) 2 copies, 1 review
Sobre BD 2 copies
Palmas para o Esquilo (2013) 2 copies
As trevas fantticas (2005) 1 copy

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Common Knowledge

Canonical name
Soares, David
Birthdate
1976
Gender
male
Nationality
Portugal
Birthplace
Lisbon, Portugal
Map Location
Portugal

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Reviews

4 reviews
Manda a tradição, quando há boas e más notícias para contar, que se contem primeiro as más, de modo a que se possa terminar de forma positiva. Primeiro (e único) aspecto negativo deste livro: saiu mais tarde do que era suposto. Primeiro aspecto positivo: ainda bem que saiu. Há mais.

"É de Noite que Faço as Perguntas" é um livro que eu aguardava com ansiedade desde o momento em que David Soares o anunciou no seu blog. Não só porque aprecio as suas obras, mas também porque esta show more obra em particular era-me, e é-me, muito próxima.

Tenho 32 anos e, tal como o autor (presumo eu!), não vivi os anos da Primeira República - nem sequer vivi os anos de Estado Novo, quanto mais!- mas conheci bem a História e as histórias do fim da Monarquia e do início da Ditadura Militar de 1926. Isto porque durante cerca de um ano percorri o país inteiro num projecto itinerante, falando da República, dos seus principais acontecimentos, e não só, e dos seus intervenientes. Foi uma experiência incrível e extremamente enriquecedora, pois quando comecei não sabia tanto do Portugal profundo e da sua História como sei hoje. A República hoje é uma realidade, mas essa realidade ainda demorou algum tempo a chegar a certas zonas. Em algumas zonas até chegou a conviver com a Monarquia sem problema. Em Alfândega da Fé, por exemplo, quem não era republicano não era obrigado a sê-lo.

Voltemos ao livro.

"É de Noite que Faço as Perguntas" conta a história desses dezasseis anos tumultuosos em que muita coisa se fez, e em que muito ficou por fazer. Foi um projecto encomendado pela CNCCR (Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República), entidade para a qual eu também trabalhava nesse projecto de exposição itinerante, e não podia ter sido encomendado a mãos mais hábeis. Havia, portanto, uma grande expectativa da minha parte, mas não só, em relação a esta obra.
Expectativa que foi mais que compensada.

Este é um livro muito agradável de se ler e também de se ver. Os cinco artistas foram realmente bem escolhidos; cada um com o seu estilo e uma parte da história para contar, mas todos muito bons. Para quem conhece esta parcela da História de Portugal, está lá praticamente tudo. O equilíbrio entre a ficção e os acontecimentos históricos é tanto que quase não se percebe onde acaba um e começa a outro.

Por vontade do(s) autore(s), este livro teria saído durante o período das Comemorações do Centenário da República. Não foi o caso. Burocracias e burocratas e outros empecilhos, privaram este título de ter o impacto que merecia. No meio de tanto canhenho que foi publicado nessa altura, este seria uma verdadeira lufada de ar fresco. Ainda assim, como o que interessa é a intemporalidade, daqui por muitos anos comparemos este livro com alguns dos muuuuuitos que saíram então e veremos qual das histórias resistiu melhor à passagem do tempo.
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3.5 estrelas

Um livro que desmitifica alguns factos e mitos, conhecidos ou não. Nota-se a enorme quantidade de pesquisa feita pelo autor enriquecendo o livro.
Pessoalmente, achei alguns temas interessantes e outros nem tanto mas no geral recomendo o livro a quem gosta desta temática.

Regressei há minutos da Biblioteca Municipal da Moita, onde passei uma hora de volta deste livro (cinquenta cinco minutos à procura dele e cinco a lê-lo) e terminei agora mesmo de inseri-lo na base de dados do Goodreads. Volume 6 de uma coleção editada pela Bedeteca no início dos anos 2000, surpreendeu-me não ter encontrado mais nenhum livro desta colecção aqui.

Lisboa 24h00 é um livro que se lê bem, perdão, que se VÊ bem. É um livro sem diálogos mas com imagens que contam, por show more vezes, bem mais do que mil palavras. O primeiro trecho horário, das 8h00 às 12h00 é inagurado pelo então pouco conhecido (pelo menos, não como é hoje) David Soares, que dali por uns tempos viria a criar a sua Círculo de Abuso.

Foi uma hora bem investida. Os restantes volumes da colecção estão também disponíveis nesta Biblioteca e já me certifiquei da sua localização. A seu tempo serão lidos e comentados aqui. Aguardem.
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Se um bom livro é aquele que nos ensina alguma coisa, que dizer deste que me ensinou tanto?

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