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Charles Boer (1939–2014)

Author of Freud's Own Cookbook

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About the Author

Includes the name: Editor Charles Boer

Image credit: Charles Boer at Eranos 1996 Photo by Jay Livernois

Works by Charles Boer

Associated Works

The Homeric Hymns (0700) — Translator, some editions; Translator, some editions — 2,046 copies, 17 reviews
The Rag and Bone Shop of the Heart: A Poetry Anthology (1992) — Contributor — 439 copies, 4 reviews

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Brilhante, nada mais que isso. E faz com que se pese ainda mais a morte do Hillman no fim do ano passado, já que ele era o último grande junguiano vivo, ao menos dentre os grandes bambambans do movimento. O livro praticamente transforma Freud num personagem do Wodehouse, ele é ao mesmo tempo um Jeeves e um Wooster ao contar as peripécias dos seus coleguinhas da mesma forma pateta de Wooster, mas com o espírito crítico de um Jeeves – isso tudo acaba sobrando para o Jung que se parece show more com um daqueles amigos igualmente patetas do Wooster, é claro. Confesso que a parte do Jung Food deu uma pontada no meu peito, ver tio Sigmund tratando-o como um Glossop da vida partiu meu coração.
Particularmente o trecho em que discorre sobre Otto Gross é o mais digno de deleite, em especial a constatação que deve-se dar um desconto à dissidência teórica do Jung porque ele andou conversando demais com o matusquela viciado em ópio.
É uma das coisas mais engraçadas que li em muito tempo e de certa forma reflete um mundo prático que personifica um freudiano ortodoxo com chapéu de cozinha e qualquer tentativa social de se parecer remotamente junguiano comendo biscoitinhos da sorte é rapidamente ridicularizada, não no sentido do bom humor apresentado neste livro, mas no de sentido primário de destruição por destruição sem pensar no outro, como se fosse uma velha cozinheira fofoqueira como o nosso Freud comicamente apresentado aqui. Ou nas palavras do próprio Hillman: uma sociedade sem alma.

Adendo: O livro é semi-ilustrado e nas ilustrações há outra pista de que foi escrito por um junguiano, enquanto o Freud foi desenhado todo desmilinguido, o Jung foi desenhado no melhor estilo “eu sou gato, hein!” Se meu scanner não tivesse quebrado, colocaria a ilustração em questão aqui, embora não tão sexy quanto o display de A Dangerous Method nos halls de cinema que me faz ter vontade de lamber o bigode do Jung. Rá!
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Eat your way to sanity the Freudian way, with recipes from Sigmund Freud's long-suppressed private cookbook. Here is the definitive work Freud would have given us had he not been distracted by his patients, anxieties, and professional articles. As the master himself writes, “Enough has been recorded of what we said; yet not one word of what we ate.” These are the authentic dishes which not only delighted those pioneers of the pleasure principle, but nourished them as well. With these show more recipes come Freud’s intimate revelations about his colleagues and patients, their gastronomical peculiarities—and some of his own—and previously unpublished reflections on his theories, including “Civilization and Its Indigestion,” “Moses and Matzoballism,” and “Luncheon Interruptus.” The truth comes out about Jung’s fainting spells and Freud’s lifelong dislike of chicken. Replete with source notes, editors’ comments, index, tips on technique, and delightful illustrations of the Vienna circle at the table, Freud’s Own Cookbook is essential for those who only know oral eroticism as a theory. Now everyone can try it, as Freud did, in the privacy of the kitchen. Source: Amazon show less
A model of a short biography; accurate with emotion and not too many changes from fact to protect the guilty.
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