Luiz Gê
Author of O Guarani
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Works by Luiz Gê
Quadrinhos em Fúria 1 copy
O Caçador de Crocodilos 1 copy
Chiclete com Banana, nº 1 — Contributor — 1 copy
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- Canonical name
- Gê, Luiz
- Legal name
- Martins, Luiz Geraldo Ferrari
- Other names
- Ge, Luiz
- Nationality
- Brazil
- Map Location
- Brazil
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Fui consultar meu review de Iracema pra poder me embasar melhor no que eu senti lendo Alencar antes. O Guarani é anterior, mas guarda parte do projeto literário de criar uma literatura genuinamente brasileira (com os matizes românticos da época). Tal qual Iracema, parece que há uma tentativa de não só estabelecer a literatura, mas construir um mito fundador: o brasileiro como junção do indígena ingênuo e nobre com o valente português cristão. Os gêneros aqui são trocados, mas show more posto que Iracema vem depois, me arrisco a dizer que era mais fácil para a visão de mundo de Alencar encaixar o heroísmo português em Martim do que a ingenuidade de Cecília, a coprotagonista de O Guarani.
O que não senti nesse livro como pareço ter sentido em Iracema, é a distinção entre o brasileiro verdadeiro e o indígena. Aliás, pelo contrário, o livro todo é calcado na natureza local como sendo o ponto de pureza da terra, que por exemplo revigorou o fidalgo D. Antônio. Peri, o protagonista indígena, é chamado de nobre, de rei, muito antes da sua conversão ao cristianismo. Ele é o exemplo de um abnegado extremamente virtuoso, inclusive mais até que alguns dos portugueses. O vilão, aliás, é um frade que larga a batina impromptu, nem chega a ser um falso frade ou coisa do tipo, o que parece que seria polêmico na época mas ninguém menciona. Talvez ele metaforicamente largar a batina não tornou isso uma crítica velada à Igreja, mas isso que pareceu legal, o índio tem mais virtude que o frade! Talvez por ter sido anterior à sua época política/conservadora, aqui Alencar está menos marcado por alguns vícios?
É óbvio que a colonização feita por D. Antônio é extremamente romantizada, e claramente Peri é uma exceção: os aimorés são representados como bárbaros canibais. Ainda assim, o papel mais relevante dado à natureza brasileira como originária do arquétipo do brasileiro original, ao invés da noção de Iracema onde o brasileiro só surge da mistura de povos e portanto a natureza originária não é protagonista nacional, é mais legal. E de verdade, todo mundo fala que esse livro é um porre, achei que ia ser um peso, e né não, só não devia ser empurrado goela abaixo de uma criança de 12 anos que não lê usualmente. show less
O que não senti nesse livro como pareço ter sentido em Iracema, é a distinção entre o brasileiro verdadeiro e o indígena. Aliás, pelo contrário, o livro todo é calcado na natureza local como sendo o ponto de pureza da terra, que por exemplo revigorou o fidalgo D. Antônio. Peri, o protagonista indígena, é chamado de nobre, de rei, muito antes da sua conversão ao cristianismo. Ele é o exemplo de um abnegado extremamente virtuoso, inclusive mais até que alguns dos portugueses. O vilão, aliás, é um frade que larga a batina impromptu, nem chega a ser um falso frade ou coisa do tipo, o que parece que seria polêmico na época mas ninguém menciona. Talvez ele metaforicamente largar a batina não tornou isso uma crítica velada à Igreja, mas isso que pareceu legal, o índio tem mais virtude que o frade! Talvez por ter sido anterior à sua época política/conservadora, aqui Alencar está menos marcado por alguns vícios?
É óbvio que a colonização feita por D. Antônio é extremamente romantizada, e claramente Peri é uma exceção: os aimorés são representados como bárbaros canibais. Ainda assim, o papel mais relevante dado à natureza brasileira como originária do arquétipo do brasileiro original, ao invés da noção de Iracema onde o brasileiro só surge da mistura de povos e portanto a natureza originária não é protagonista nacional, é mais legal. E de verdade, todo mundo fala que esse livro é um porre, achei que ia ser um peso, e né não, só não devia ser empurrado goela abaixo de uma criança de 12 anos que não lê usualmente. show less
Esta história de amor e de aventura se passa há quatrocentos anos, quando o Brasil ainda era uma colônia de Portugal. Num cenário que é um verdadeiro paraíso, próximo a matas verdejantes, vive Cecília, a linda heroína do romance, loira de olhos azuis. Filha de um fidalgo português, ela leva uma existência quase de princesa, protegida pela família. O herói do livro é Peri, um índio guarani alto, forte e bom. Ele tem adoração pela moça, e os dois são muito amigos. Mas uma show more série de acontecimentos coloca em perigo a vida de Cecília e de Peri. show less
“Em Peri, o sentimento era um culto, espécie de idolatria fanática, na qual não entrava um só pensamento de egoísmo, amava Cecília não para sentir um prazer ou ter uma satisfação, mas para dedicar-se inteiramente a ela.”
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