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Maria Firmina dos Reis (1822–1917)

Author of Úrsula

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Works by Maria Firmina dos Reis

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Canonical name
Reis, Maria Firmina dos
Birthdate
1822-03-11
Date of death
1917-11-11
Gender
female
Occupations
teacher, writer
Short biography
Em 1859, publicou o romance “Úrsula” considerado o primeiro romance de uma autora do Brasil.[7] Em 1887, publicou na Revista Maranhense o conto "A Escrava", no qual se descreve uma participante ativa da causa abolicionista.[8]

Aos 54 anos de idade e 34 de magistério oficial, anos antes de se aposentar, Maria Firmina fundou, em Maçaricó, a poucos quilômetros de Guimarães, uma aula mista e gratuita para alunos que não podiam pagar: conduzia as aulas num barracão em propriedade de um senhor de engenho, à qual se dirigia toda manhã subindo num carro de boi.[9] Lá, lecionava às filhas deste, aos alunos que levava consigo e a outros que se juntavam.[9] A acadêmica Norma Telles classificou a iniciativa de Maria Firmina como "um experimento ousado para a época".[9] Essa ação inovadora vai ao encontro das lutas das feministas brasileiras do final do século XIX que desejam a igualdade de ensino para meninas.[6]

Maria Firmina dos Reis participou da vida intelectual maranhense: colaborou na imprensa local, publicou livros, participou de antologias, e, além disso, também foi musicista e compositora.[10] A autora era abolicionista:[8] ao ser admitida no magistério, aos 22 anos de idade, sua mãe queria que fosse de palanquim receber a nomeação, mas a autora optou por ir a pé, dizendo a sua mãe: "Negro não é animal para se andar montado nele."[11] Chegou também a escrever um "Hino da Abolição dos Escravos"[11]

Descreveu-se, em 1863, como tendo "uma compleição débil, e acanhada" e, por conta disso, "não poderia deixar de ser uma criatura frágil, tímida, e por consequência, melancólica."[10] Os que a conheceram, quando tinha cerca de 85 anos, descreveram-na como sendo pequena, parda, de rosto arredondado, olhos escuros, cabelos crespos e grisalhos presos na altura da nuca.[10] Uma antiga aluna caracterizou-a como uma professora enérgica, que falava baixo, não aplicava castigos corporais, nem ralhava, preferindo aconselhar.[10] Era reservada, mas acessível, sendo estimada pelos alunos e pela população da vila: toda passeata de moradores de Guimarães parava em sua porta, ao que davam vivas e ela agradecia com um discurso improvisado.[1
Nationality
Brazil
Birthplace
São Luís, Maranhão, Brasilien
Place of death
Guimarães, Maranhão, Brazil
Map Location
Brazil

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3 reviews
Olha, não vou mentir, foi difícil pegar no tranco desse porque sou bem seletiva com a prosa do romantismo, seja do brasileiro ou do europeu, mas assim que peguei o estilo da autora a leitura finalmente fluiu.
É bem cria do romantismo mesmo, altamente fatalista, mas o pulo do gato recai em sua diferença: o teor abolicionista. Por ser escrito por uma mulher negra essa questão da violência da escravatura fica bem pronunciado, como também uma grande crítica de classe conjurando o poderoso show more comendador como o aspecto mais vil da riqueza. Gosto também como sobra um pouco para a Igreja, lugar de refúgio de psicopatas desde tempos imemoriais.
Dá pra dizer que é incontornável sim, como documento histórico e como peça do romantismo.
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