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Max Bense

Author of Estetica

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Works by Max Bense

Estetica (1965) 15 copies, 1 review
Estética 3 copies
Plakatwelt 2 copies
Max Bill 1 copy

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3 reviews
A Estética de Bense é tão complexa que beira o ilegível. Sim, o jargão especializado é um dos maiores entraves à apresentação de uma matéria técnica para pessoas comuns. Mas por que fundir necessariamente as humanidades com a ciência e a técnica em quase tudo e por tudo? Quem foi Max Bense, afinal? Um tecnicista, um racionalista, um neo-positivista com o sonho de substituir a metafísica escolástica e a poesia tradicional pela Teoria da Informação e as artes computadorizadas. show more Ele foi o enfant terrible da era Adenauer, no contexto da intelligentsia alemã, contrário à restauração espiritual e chamando seus adversários de amadores sem rigor metodológico, sem base crítica científica. Sua arma era brandir a sua formação de físico e matemático. Quis exportar a precisão técnica das ciências exatas para as humanidades e as artes, baseando-se em Descartes: no método cartesiano (le Doute), e não nos resultados. Esforçou-se para remoer quase toda a tradição filosófica, inclusive o pensamento metafísico teológico: "Defendo o ateísmo como uma forma necessária e natural da inteligência humana", disse, "todos os registros sobre Deus não passam de pseudo-declarações sem sentido". Ora, não é que o "novo ateísmo", hoje associado sobretudo ao biólogo Richard Dawkins, foi antecipado, 40 anos antes. por Bense no ensaio "Por que Deves Ser Ateu"? show less
½
May 21, 2016Portuguese
Bense possuía uma certa aura de visionário - sonhou o sonho do artista-cyborg como a novíssima antena da raça humana futura. Tentou colocar o valor estético de objetos estéticos dentro de uma estrutura metafísica da ontologia e da semiótica. Quando surgiram as abordagens estruturalistas a sistemas , Bense combinou a teoria da informação de Shannon, especialmente sua análise do idioma Inglês, com a análise matemática de Birkhoff de medida estética e com a gramática generativa show more de Noam Chomsky (a idéia de que uma gramática geral programada em cérebros humanos serve de base para todas as línguas naturais). Formou uma teoria que permitiria analisar um objeto de arte em nível micro-estético e forjar um modelo de valor macro-estético para ele. Na arte, Bense viu um processo que se move na direção oposta do processo físico típico. Em suma: o mundo físico ruma para o caos (entropia), enquanto o mundo da arte ruma em direção à ordem (neguentropia). A teoria é brilhante. O teórico, um visionário. show less
May 21, 2016Portuguese
Publicado em 1965, o ensaio observa com simpatia alguns destaques da cultura brasileira. Mistura de diário de viagem e interpretação racionalista, Bense relata sua experiência com artistas e intelectuais como Guimarães Rosa, Clarice Lispector, Bruno Giorgi, Alfredo Volpi, Lygia Clark, Lúcio Costa, Affonso Eduardo, Décio Pignatari, Haroldo e Augusto de Campos. Chama o Rio de Janeiro de Espírito Tropical; Brasília de espírito cartesiano; e Guimarães Rosa, para ele a melhor show more expressão de uma fusão de ambos os espíritos, de cartesiano-tropical. A avaliação de Bense é amplamente favorável à cultura brasileira, que, a seus olhos, era então capaz de contribuições originais para o mundo contemporâneo. Eu gostaria de crer que esses tempos não terminaram... "É ruim!..." show less
May 21, 2016Portuguese

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