Matter and Consciousness: A Contemporary Introduction to the Philosophy of Mind
by Paul M. Churchland
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Description
In Matter and Consciousness, Paul Churchland presents a concise and contemporary overview of the philosophical issues surrounding the mind and explains the main theories and philosophical positions that have been proposed to solve them. Making the case for the relevance of theoretical and experimental results in neuroscience, cognitive science, and artificial intelligence for the philosophy of mind, Churchland reviews current developments in the cognitive sciences and offers a clear and show more accessible account of the connections to philosophy of mind. For this third edition, the text has been updated and revised throughout. The changes range from references to the iPhone's "Siri" to expanded discussions of the work of such contemporary philosophers as David Chalmers, John Searle, and Thomas Nagel. Churchland describes new research in evolution, genetics, and visual neuroscience, among other areas, arguing that the philosophical significance of these new findings lies in the support they tend to give to the reductive and eliminative versions of materialism. Matter and Consciousness, written by the most distinguished theorist and commentator in the field, offers an authoritative summary and sourcebook for issues in philosophy of mind. -- Provided by publisher. show lessTags
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Escrevi um comentário pra minha própria nota e por algum motivo o GR, bugado como é, simplesmente o apagou e cá que apenas noto isso agora. Escrevo então agora em review o que mais ou menos disse nesse comentário, de maneira pouco sistemática.
Eu não li esse livro inteiro. Apesar de ter lido antes os capÃtulos sobre IA e neurociência, eu não consegui passar do sexto capÃtulo, e isso se deve a uma insatisfação com o que estava lendo. Eu tenho algumas razões para isso.
Chuchland caracteriza seu livro como um "textbook" e um livro-fonte para iniciantes de filosofia da mente começarem a se familiarizar com a tradição desta disciplina, e eu vou avaliar esse livro enquanto livro didático de filosofia da mente (e, portanto, show more não darei atenção aos capÃtulos de neurociência). Se o propósito do livro é realmente servir de introdução à filosofia da mente, o resultado é um pouco pior que medÃocre.
Que o livro seja enviesado a favor da teoria defendida pelo próprio autor não é nenhuma surpresa e é até algo que posso esperar especialmente de um livro de filosofia. O problema com Churchland, no entanto, é que ele é enviesado a ponto de prejudicar propósito introdutório do livro. Toda a discussão sobre dualismo chega a ser quase uma perda de tempo pois a exposição de Churchland é anti-caridosa: ao invés de seriamente tratar de pressupostos e argumentos utilizados na história da favor de dualismo substancial ou de propriedades, o que nos é exposto como argumento é o "apelo a fenômenos paranormais". Eu duvido seriamente que qualquer filósofo sério tenha realmente utilizado qualquer argumento do tipo para realmente defender uma tese bastante complexa (especialmente nas formulações recentes dos últimos anos, com Nagel e Chalmers).
Mesmo se o leitor tentar ignorar isso, eu acho que ele não vai muito longe. A escolha de Churchland de utilizar uma linguagem simplificada não é por si só uma má escolha. Mas para um assunto complexo como a filosofia da mente (especificamente, os seus recentes debates e teorias) deixa muito a desejar na exposição de certas posições. O que agrava esse problema é o fato de que Churchland aparentemente escolhe de maneira seletiva as posições à s quais ele apresentará argumentos a favor e contra, e não parece se esforçar muito para esclarecer tendências as quais ele não parece ser muito aprofundado (cf. capÃtulo V, sobre fenomenologia).
Apesar de Churchland decentemente apresentar alguns problemas centrais da filosofia da mente (p. ex. o problema de outras mentes) assim como algumas noções também centrais (p. ex. atitudes proposicionais), não demorou para eu sentir que eu simplesmente poderia pegar uma outra obra mais atualizada (outra fraqueza do livro de Churchland, que nem sequer toca na tese de sobreveniência e sua relação com teses fisicalistas) e mais detalhada (Churchland não trata de vários assuntos importantes para a área, como o problema de causação mental e a natureza de conteúdos mentais) para apresentar em termos satisfatórios para um estudante de graduação os básicos da tradição analÃtica da filosofia da mente.
O único ponto realmente positivo que posso atribuir a esse livro é que a escolha de Churchland em dividir os problemas em facetas ontológica, semântica, epistemológica e metodológica foi bem interessante, e eu consigo me ver fazendo proveito dela para propósitos didáticos. O que eu com certeza não utilizarei para esses fins será o resto desse livro. Insatisfatório e não recomendo. show less
Eu não li esse livro inteiro. Apesar de ter lido antes os capÃtulos sobre IA e neurociência, eu não consegui passar do sexto capÃtulo, e isso se deve a uma insatisfação com o que estava lendo. Eu tenho algumas razões para isso.
Chuchland caracteriza seu livro como um "textbook" e um livro-fonte para iniciantes de filosofia da mente começarem a se familiarizar com a tradição desta disciplina, e eu vou avaliar esse livro enquanto livro didático de filosofia da mente (e, portanto, show more não darei atenção aos capÃtulos de neurociência). Se o propósito do livro é realmente servir de introdução à filosofia da mente, o resultado é um pouco pior que medÃocre.
Que o livro seja enviesado a favor da teoria defendida pelo próprio autor não é nenhuma surpresa e é até algo que posso esperar especialmente de um livro de filosofia. O problema com Churchland, no entanto, é que ele é enviesado a ponto de prejudicar propósito introdutório do livro. Toda a discussão sobre dualismo chega a ser quase uma perda de tempo pois a exposição de Churchland é anti-caridosa: ao invés de seriamente tratar de pressupostos e argumentos utilizados na história da favor de dualismo substancial ou de propriedades, o que nos é exposto como argumento é o "apelo a fenômenos paranormais". Eu duvido seriamente que qualquer filósofo sério tenha realmente utilizado qualquer argumento do tipo para realmente defender uma tese bastante complexa (especialmente nas formulações recentes dos últimos anos, com Nagel e Chalmers).
Mesmo se o leitor tentar ignorar isso, eu acho que ele não vai muito longe. A escolha de Churchland de utilizar uma linguagem simplificada não é por si só uma má escolha. Mas para um assunto complexo como a filosofia da mente (especificamente, os seus recentes debates e teorias) deixa muito a desejar na exposição de certas posições. O que agrava esse problema é o fato de que Churchland aparentemente escolhe de maneira seletiva as posições à s quais ele apresentará argumentos a favor e contra, e não parece se esforçar muito para esclarecer tendências as quais ele não parece ser muito aprofundado (cf. capÃtulo V, sobre fenomenologia).
Apesar de Churchland decentemente apresentar alguns problemas centrais da filosofia da mente (p. ex. o problema de outras mentes) assim como algumas noções também centrais (p. ex. atitudes proposicionais), não demorou para eu sentir que eu simplesmente poderia pegar uma outra obra mais atualizada (outra fraqueza do livro de Churchland, que nem sequer toca na tese de sobreveniência e sua relação com teses fisicalistas) e mais detalhada (Churchland não trata de vários assuntos importantes para a área, como o problema de causação mental e a natureza de conteúdos mentais) para apresentar em termos satisfatórios para um estudante de graduação os básicos da tradição analÃtica da filosofia da mente.
O único ponto realmente positivo que posso atribuir a esse livro é que a escolha de Churchland em dividir os problemas em facetas ontológica, semântica, epistemológica e metodológica foi bem interessante, e eu consigo me ver fazendo proveito dela para propósitos didáticos. O que eu com certeza não utilizarei para esses fins será o resto desse livro. Insatisfatório e não recomendo. show less
A solid primer for understanding the fundamental philosophies and theoretical frameworks surrounding the modern neuroscience of consciousness. Written as clearly as any scholarly book i’ve ever read, it intermixes the science and philosophy smoothly in language i think most people could digest even if they might find it a bit dry.
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Paul M. Churchland is Emeritus Professor of Philosophy at the University of California, San Diego. He is the author of The Engine of Reason, the Seat of the Soul and Plato's Camera: How the Physical Brain Captures a Landscape of Abstract Universals (both published by the MIT Press); Neurophilosophy at Work; and other books.
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