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Sophia de Mello Breyner Andresen (1919–2004)

Author of A Menina do Mar

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About the Author

Image credit: Sophia de Mello Breyner Andresen

Works by Sophia de Mello Breyner Andresen

A Menina do Mar (1958) 129 copies, 3 reviews
A Fada Oriana (1958) 127 copies, 3 reviews
O Cavaleiro da Dinamarca (1964) 104 copies, 4 reviews
Historias da terra e do mar (1984) 98 copies, 3 reviews
Exemplary tales (1962) 90 copies
O Rapaz de Bronze (1996) 61 copies, 2 reviews
Obra Poética (1990) 58 copies, 2 reviews
A Floresta (1968) 49 copies, 1 review
A árvore (1985) 40 copies, 3 reviews
A Noite de Natal (2003) 28 copies
Primeiro Livro De Poesia (1993) 28 copies, 1 review
Mar (2008) 19 copies
Ilhas (1991) 17 copies
O Cristo Cigano (2003) 16 copies
Navegações (1991) 16 copies
O nome das coisas (1977) 13 copies
Livro sexto (Obra poética) (2003) 12 copies, 2 reviews
Dia do Mar (2003) 12 copies, 1 review
Saga (1900) 12 copies
O Colar (2001) 12 copies
Mar novo (2003) 11 copies
Obra Poética II (1990) 11 copies
Antologia (2002) 10 copies
Poemas Escolhidos (1992) 10 copies
Os Ciganos (2016) 10 copies
Obra Poética I 9 copies
Dual (2004) 8 copies
No tempo dividido (2003) 8 copies, 1 review
Os Três Reis do Oriente (2002) 8 copies
Musa (1994) 8 copies
Cem poemas de Sophia (2004) 7 copies
Obra Poética III (1991) 7 copies
Geografia (2004) 7 copies
O Bojador (1961) 5 copies, 2 reviews
Lo digo para ver (POESÍA) (2019) 4 copies, 1 review
Quatro Contos Dispersos (2012) 3 copies
El bosc / L'arbre (2021) 2 copies
Prosa (2021) 2 copies
La nudité de la vie (2022) 2 copies
Cuentos ejemplares (2017) 1 copy
Llibre sisè (2020) 1 copy
Uzorite pripovijetke (2025) 1 copy
Grades 1 copy
En la desnudez de la luz (2003) 1 copy, 1 review

Associated Works

The Vintage Book of Contemporary World Poetry (1996) — Contributor — 343 copies
The Penguin Book of Women Poets (1978) — Contributor — 317 copies
Gods and Mortals: Modern Poems on Classical Myths (2001) — Contributor — 74 copies, 2 reviews

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Common Knowledge

Canonical name
Andresen, Sophia de Mello Breyner
Legal name
Andresen, Sophia de Mello Breyner
Other names
Breyner, Sophia de Mello
Birthdate
1919-11-06
Date of death
2004-07-02
Gender
female
Education
University of Lisbon
Occupations
poet
writer
translator
Awards and honors
Camões Prize (1999)
Grande Prémio de Poesia da Sociedade Portuguesa de Escritores (1964)
Prémio Teixeira de Pascoaes (1977)
Prémio da Crítica da Associação Internacional de Críticos (1983)
Prémio Rei D. Dinis da Fundação da Casa de Mateus (1989)
Grande Prémio de Poesia da INAPPA e do Pen Club (1990) (show all 11)
Grande Prémio Calouste Gulbenkian da Literatura para Crianças da F. Calouste Gulbenkian (1992)
Prémio "Vida Literária" da Associação Portuguesa de Escritores (1994)
Placa de Honra do Prémio Petrarca da Associação Italiana de Editores (1995)
Prémio da Fundação Luís Nava (1998)
Prémio Reina Sofia para escritores de Portugal, Espanha e América Latina (2003)
Relationships
Tavares, Miguel Sousa (son)
Short biography
Sophia de Mello Breyner Andresen was born to an aristocratic, devoutly Catholic Portugese family of Danish descent. She attended the Universidade de Lisboa and continued to live in Lisbon for the rest of her life. In 1946, she married Francisco Sousa Tavares, a lawyer and politician, with whom she had five children. Their son Miguel Sousa Tavares grew up to become a well-known journalist and author. In the 1970s, she made a brief foray into politics as a Socialist Party member of Parliament. She produced 13 volumes of poetry and is considered one of Portugal’s most important 20th century poets. She became the first woman to win the Prémio Camões, the nation's top poetry prize, and also won numerous other literary awards. She also wrote children's fiction and translated works by Dante and Shakespeare into Portugese.
Nationality
Portugal
Birthplace
Porto, Portugal
Places of residence
Porto, Portugal
Praia da Granja, Portugal
Lisbon, Portugal
Place of death
Hospital da Cruz Vermelha, Lisbon, Portugal
Associated Place (for map)
Portugal

Members

Reviews

34 reviews

Como em outras obras da Sophia, também aqui se é transportado para uma paisagem marítima em que o conto surge em meio dessa paisagem, sendo conto a própria paisagem que assim ganha vida.

Parte memória, parte ficção, a linha que as separa é tão ténue quão distante é a lembrança que as evoca. E dum passado repleto de aromas de verão e mar, as recordações dão vida à vida de Ana Bote, que, como memória, se confunde com o resto da paisagem que a faz surgir. É então à volta show more de Ana que se desenvolve o conto, mas o conto é sobre a memória dos verões e da praia, e os casos e descasos de Ana a recordação desses verões que, como Ana, vão perdendo as cores, o sentido e o próprio chão que os sustentava.

Vão-se os verões como se vai Ana. De tudo quanto fora, fica a praia, o mar, os aromas de um passado distante cujo presente impiedoso, injustamente, acaba por desvirtuar. Que conta o conto afinal? Do passado que, por ser passado, tem um tanto de memória e um tanto de ficção — perdido como a horta da Ana que, cheia de razão, nem força teve para lutar contra o inexorável avanço da modernidade “que desfigura toda a linha da costa até aos últimos confins do horizonte” (BREYNER).
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O meu ponto de vista (não sou português!):

Eu não gosto da visão poética de Sophia de Mello Breyner Andresen. Li alguns textos dos críticos e dos leitores: não vi nenhuma dúvida que esta poetisa é uma importante poetisa. Um choque cultural para mim - se ela fosse romena, a sua poesia teria sido recebida como um neoclássicismo atrasado... mas essa poesia anti-moderna parece ser percebida como um valor - penso que a sua afinidade com os valores conservadores (tais como a confiança no show more poder das palavras, ainda consideradas verdadeiras) e o louvor da monarquia e de catolicismo explicam esta situação.

Após as mudanças trazidas pelos tempos modernos, não posso escrever poesia como se fosse uma pintura mimética. Se eu quiser um contato com a natureza, simplesment saio! Ler poesia sobre a natureza em vez de senti-la é uma coisa ridícula, acho eu... Sophia de Mello Breyner Andresen, devo dizer, tentou fazer composições mais simples, sem palavras inúteis. Isso não é suficiente, porque a poetisa ainda tem uma concepção limitada do que a beleza/a poesia deve ser. Por isso, a natureza continua a ser uma... paisagem. O que é a poesia? "Musa ensina-me o canto/Venerável e antigo/O canto para todos/Por todos entendido"... Transparência total? Ainda está a ler apenas literatura... a cópia de uma cópia.

"Livro Sexto" tem alguns poemas em que o purismo formal é eficaz (por exemplo, "Manhã": "Como um fruto que mostra/Aberto pelo meio/A frescura do centro//Assim é a manhã/Dentro da qual eu entro") e os poemas políticos são realmente bons (Data, As Pessoas Sensíveis, O Super-Homem, Cantar), devido ao uso de retórica não mais do que é necessário. Mas, enfim, esperava mais do que "Transferir o quadro o muro a brisa/A flor o copo o brilho da madeira/E a fria e virgem liquidez da água/Para o mundo do poema limpo e rigoroso"...

/

My point of view (mind you, I'm not Portuguese!):
I don't like the poetic vision of Sophia de Mello Breyner Andresen. I read a few texts by critics and readers and have noticed that nobody doubts her importance as a poet. A culture shock for me - if she was Romanian, her poetry would have been received as a late, backward neoclassicism... but this antimodern poetry seems to be considered valuable - I think that this is explained by its love for conservative values (such as the absolute trust in the power of words, which are still considered to be true) and the praise of monarchy and Catholicism.

After the changes brought by the modern times, I simply cannot write poetry anymore as if it would be a figurative, mimetic painting. If I long for a contact with nature, I simply walk out! Reading poetry about nature instead of feeling it is a ridiculous thing, I think... I must say: Sophia de Mello Breyner Andresen tried to make simpler compositions, without useless words [like it often happens in old fixed forms]. But this is not enough, as the poet still holds a limited conception of what beauty/poetry should be. Therefore, nature remains a... landscape. What is poetry? "Muse, teach me the old and worshipful song, the song for everyone, understood by everyone"... Total transparency? Still, you are just reading literature... the copy of a copy.

"6th book" contains several poems in which the formal purism is effective (for instance, "Morning": "Like a fruit - open in the middle - which shows the coolnes of the centre//Such is the morning in which I enter.") and the political poems are indeed good (Times, The Sensitive People, The Superman, Song), thanks to the use of rhetorics no more than necessary. But, after all, I was expecting more than "Transfer the painting, the wall, the breeze, the flower, the glass, the shining of the wood and the cold and virgin liquidity of water to the world of the beautiful and rigorous poem"...
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O meu ponto de vista (não sou português!):

Eu não gosto da visão poética de Sophia de Mello Breyner Andresen. Li alguns textos dos críticos e dos leitores: não vi nenhuma dúvida que esta poetisa é uma importante poetisa. Um choque cultural para mim - se ela fosse romena, a sua poesia teria sido recebida como um neoclássicismo atrasado... mas essa poesia anti-moderna parece ser percebida como um valor - penso que a sua afinidade com os valores conservadores (tais como a confiança no show more poder das palavras, ainda consideradas verdadeiras) e o louvor da monarquia e de catolicismo explicam esta situação.

Após as mudanças trazidas pelos tempos modernos, não posso escrever poesia como se fosse uma pintura mimética. Se eu quiser um contato com a natureza, simplesment saio! Ler poesia sobre a natureza em vez de senti-la é uma coisa ridícula, acho eu... Sophia de Mello Breyner Andresen, devo dizer, tentou fazer composições mais simples, sem palavras inúteis. Isso não é suficiente, porque a poetisa ainda tem uma concepção limitada do que a beleza/a poesia deve ser. Por isso, a natureza continua a ser uma... paisagem. O que é a poesia? "Musa ensina-me o canto/Venerável e antigo/O canto para todos/Por todos entendido"... Transparência total? Ainda está a ler apenas literatura... a cópia de uma cópia.

"Livro Sexto" tem alguns poemas em que o purismo formal é eficaz (por exemplo, "Manhã": "Como um fruto que mostra/Aberto pelo meio/A frescura do centro//Assim é a manhã/Dentro da qual eu entro") e os poemas políticos são realmente bons (Data, As Pessoas Sensíveis, O Super-Homem, Cantar), devido ao uso de retórica não mais do que é necessário. Mas, enfim, esperava mais do que "Transferir o quadro o muro a brisa/A flor o copo o brilho da madeira/E a fria e virgem liquidez da água/Para o mundo do poema limpo e rigoroso"...

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My point of view (mind you, I'm not Portuguese!):
I don't like the poetic vision of Sophia de Mello Breyner Andresen. I read a few texts by critics and readers and have noticed that nobody doubts her importance as a poet. A culture shock for me - if she was Romanian, her poetry would have been received as a late, backward neoclassicism... but this antimodern poetry seems to be considered valuable - I think that this is explained by its love for conservative values (such as the absolute trust in the power of words, which are still considered to be true) and the praise of monarchy and Catholicism.

After the changes brought by the modern times, I simply cannot write poetry anymore as if it would be a figurative, mimetic painting. If I long for a contact with nature, I simply walk out! Reading poetry about nature instead of feeling it is a ridiculous thing, I think... I must say: Sophia de Mello Breyner Andresen tried to make simpler compositions, without useless words [like it often happens in old fixed forms]. But this is not enough, as the poet still holds a limited conception of what beauty/poetry should be. Therefore, nature remains a... landscape. What is poetry? "Muse, teach me the old and worshipful song, the song for everyone, understood by everyone"... Total transparency? Still, you are just reading literature... the copy of a copy.

"6th book" contains several poems in which the formal purism is effective (for instance, "Morning": "Like a fruit - open in the middle - which shows the coolnes of the centre//Such is the morning in which I enter.") and the political poems are indeed good (Times, The Sensitive People, The Superman, Song), thanks to the use of rhetorics no more than necessary. But, after all, I was expecting more than "Transfer the painting, the wall, the breeze, the flower, the glass, the shining of the wood and the cold and virgin liquidity of water to the world of the beautiful and rigorous poem"...
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Estava com esse livro há mais ou menos um ano em casa, demorei a lê-lo porque comprei-o imediatamente no lançamento para logo depois a Tinta da China Brasil anunciar a edição da poesia completa da Sophia de Mello Breyner Andresen, o que me deixou completamente puta, já que havia comprado essa edição da Companhia das Letras completamente à toa.
Em todo caso tenho estado sem dinheiro nos últimos meses e a inda não pude comprar a edição da Tinta da China, então, por favor show more crianças, não sejam idiotas como eu, comprem a edição da poesia completa da outra editora que vale muito mais do que essa daqui.
No mais a seleção aqui é boa, como Varda que escolhera falar de seus próprios filmes a partir das praias que constavam neles em As Praias de Agnès, o título dessa seleção também poderia ser tranquilamente As Praias de Sophia.
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