Robertson Frizero
Author of Longe das aldeias (Portuguese Edition)
About the Author
Image credit: Robertson Frizero
Works by Robertson Frizero
Por que o Elvis não latiu? 1 copy
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Common Knowledge
- Canonical name
- Frizero, Robertson
- Legal name
- Barros, Robertson Frizero
- Birthdate
- 1969-08-15
- Gender
- male
- Education
- Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Brazil (MA|Literature)
Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Brazil (Specialization|Language Teaching)
Brazilian Naval Academy, Rio de Janeiro, Brazil (BS|Naval Science) - Occupations
- writer
translator
language teacher
editor - Organizations
- Braz-Tesol
- Awards and honors
- Prêmio Cidade de Manaus (Honorable mention - best novel and best poetry book - 2009)
Naval Academy Literary Awards (1989,1991, 1992)
Felippe D'Oliveira - Santa Maria, Brazil (1996)
"City of Manaus" Literature Award - Novel / Poetry book (2008) - Agent
- Editora 8INVERSO - Porto Alegre - Brazil
- Relationships
- Freitas, Sérgio (friend)
Pantaleoni, Cássio (friend, partner)
Penz, Rubem (friend)
Assis Brasil, Luiz Antonio de (student)
Nunes, Graça (student) - Short biography
- Robertson Frizero Barros (1969) é escritor, tradutor e professor de idiomas. Sua formação eclética inclui o Mestrado em Teoria da Literatura pela PUCRS, a Especialização em Ensino e Aprendizagem de Línguas Estrangeiras pela UFRGS e o Bacharelado em Ciências Navais pela Escola Naval. Carioca de nascimento, radicado em Porto Alegre desde 1999, foi aluno do escritor Luiz Antonio de Assis Brasil na 38ª. edição da Oficina de Criação Literária da PUCRS, em 2007, e desde 2006 frequenta a Oficina de Dramaturgia da dramaturga e diretora teatral Graça Nunes no Theatro São Pedro. É gestor cultural da Editora 8INVERSO.
- Nationality
- Brazil
- Places of residence
- Porto Alegre, Brazil
- Associated Place (for map)
- Porto Alegre, Brazil
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A pedra afia a tesoura. O papel embala a pedra. A tesoura corta o papel. Conte até três e, mão estendida, revele-se diante do oponente. A má escolha não garantirá sua derrota. Nem a boa levará à vitória. Sim: bastam três variáveis para demonstrar que o acaso rege o destino. Isso é o que acontece com as escolhas que fazemos na vida.
Que pedra estará em jogo? A pedra que afia e também fere, recorda e constrói. Aquela que, de um momento para o outro, abandona a inércia e voa, show more impulsionada pelo afã do vingador insuspeitado. Pedra que é obstáculo, silêncio, mas que pode manter abertos os caminhos. Pouso seguro para recordar o passado e peso terrível a se carregar por toda uma vida. Pode ser preciosa e não mudar o destino, nem comprar felicidade. Tornar-se lembrança do amor que não se concretizou, ou do que jamais poderá existir. E pode ser arma fatal, na violência real ou imaginada.
Que papéis estarão em jogo? O papel que embala e também ilude, embeleza, enternece. Não suporta o peso de um gesto mais ríspido, mas guarda e reproduz vidas inteiras. É o desejo que separa o filho de sua mãe, ou o que une dois amantes em sua arte singular. A folha que registra o vazio cronometrado da existência ou o milagre de uma vida repleta de impossibilidades. O bilhete que a dor enegreceu, a mensagem jamais revelada, a notícia de morte oculta na frieza dos diagnósticos. Os papéis todos que a vida nos impõe, descobre ou liberta.
Que tesoura estará em jogo? A tesoura que corta e salva, aborta e contorna. Enquanto uma lâmina acaricia a face da outra – tão íntimas e letais –, partem o que entre elas se intromete. A tesoura que rompe as ilusões serve também para dar fim ao sofrimento. Ela oferece ao poeta o desfecho ferino e à prostituta, a vingança sutil. Seu corte preciso parece ceifar a vida que se vai precocemente, mas é instrumento que não se guia por si – sempre haverá uma mão a lhe indicar a liberdade ou a tirania.
Entre pedra, papel e tesoura, eu e mais quatorze colegas escolhemos escrever. Contamos até três e, almas estendidas, revelamo-nos uns aos outros durante a Oficina 38. Perdemos um tanto de ingenuidade. Ganhamos um pouco mais de experiência. Mas, tal escolha – cursar a Oficina de Criação Literária da PUCRS – não nos garantiu vitórias ou derrotas: habilitou-nos ao jogo. Que jogo? Pode ser aquele que começou em dois semestres do ano de 2007 e tomou forma nas páginas da Antologia Pedra, papel e tesoura – Contos de Oficina 38.
A Antologia – organizada por Luiz Antonio de Assis Brasil e editada pela Bestiário – teve seu lançamento no dia 26 de agosto em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil. Partindo dos sentidos literais e simbólicos dos elementos, cada autor foi provocado a escrever três contos inéditos. O resultado não poderia ser mais surpreendente: um livro em que quinze escritores de vozes literárias distintas alcançam uma combinação ao mesmo tempo multiforme e coesa. Uma obra que pode ser lida do começo ao final ou pinçando-se cada autor, sem que a proposta original se perca. Apareça lá! Conte até três e estenda os olhos: o leitor é parte da regra do jogo. show less
Que pedra estará em jogo? A pedra que afia e também fere, recorda e constrói. Aquela que, de um momento para o outro, abandona a inércia e voa, show more impulsionada pelo afã do vingador insuspeitado. Pedra que é obstáculo, silêncio, mas que pode manter abertos os caminhos. Pouso seguro para recordar o passado e peso terrível a se carregar por toda uma vida. Pode ser preciosa e não mudar o destino, nem comprar felicidade. Tornar-se lembrança do amor que não se concretizou, ou do que jamais poderá existir. E pode ser arma fatal, na violência real ou imaginada.
Que papéis estarão em jogo? O papel que embala e também ilude, embeleza, enternece. Não suporta o peso de um gesto mais ríspido, mas guarda e reproduz vidas inteiras. É o desejo que separa o filho de sua mãe, ou o que une dois amantes em sua arte singular. A folha que registra o vazio cronometrado da existência ou o milagre de uma vida repleta de impossibilidades. O bilhete que a dor enegreceu, a mensagem jamais revelada, a notícia de morte oculta na frieza dos diagnósticos. Os papéis todos que a vida nos impõe, descobre ou liberta.
Que tesoura estará em jogo? A tesoura que corta e salva, aborta e contorna. Enquanto uma lâmina acaricia a face da outra – tão íntimas e letais –, partem o que entre elas se intromete. A tesoura que rompe as ilusões serve também para dar fim ao sofrimento. Ela oferece ao poeta o desfecho ferino e à prostituta, a vingança sutil. Seu corte preciso parece ceifar a vida que se vai precocemente, mas é instrumento que não se guia por si – sempre haverá uma mão a lhe indicar a liberdade ou a tirania.
Entre pedra, papel e tesoura, eu e mais quatorze colegas escolhemos escrever. Contamos até três e, almas estendidas, revelamo-nos uns aos outros durante a Oficina 38. Perdemos um tanto de ingenuidade. Ganhamos um pouco mais de experiência. Mas, tal escolha – cursar a Oficina de Criação Literária da PUCRS – não nos garantiu vitórias ou derrotas: habilitou-nos ao jogo. Que jogo? Pode ser aquele que começou em dois semestres do ano de 2007 e tomou forma nas páginas da Antologia Pedra, papel e tesoura – Contos de Oficina 38.
A Antologia – organizada por Luiz Antonio de Assis Brasil e editada pela Bestiário – teve seu lançamento no dia 26 de agosto em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil. Partindo dos sentidos literais e simbólicos dos elementos, cada autor foi provocado a escrever três contos inéditos. O resultado não poderia ser mais surpreendente: um livro em que quinze escritores de vozes literárias distintas alcançam uma combinação ao mesmo tempo multiforme e coesa. Uma obra que pode ser lida do começo ao final ou pinçando-se cada autor, sem que a proposta original se perca. Apareça lá! Conte até três e estenda os olhos: o leitor é parte da regra do jogo. show less
Aug 29, 2008Portuguese
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