And Still the Earth
by Ignácio de Loyola Brandão
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Description
Welcome to Sao Paulo, Brazil, in the not too distant future. Water is scarce, garbage clogs the city, movement is restricted, and the System--sinister, omnipotent, secret--rules its subjects' every moment and thought. Here, middle-aged Souza lives a meaningless life in a world where hope is a lie and all memory of the past is forbidden. A classic novel of "dystopia," looking back to Orwell's "1984" and forward to Terry Gilliam's "Brazil," "And Still the Earth" stands with Loyola Brandao's show more "Zero" as one of the author's greatest, and darkest, achievements. show lessTags
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This is my second novel by Brandão, after "Zero", and although stylistically different (more conventional), it is just as convincing in its dystopic vision. Like "Zero", "And Still the Earth" is inspired by the Brazilian dictatorship of the 1980's, but rather than a sideways-skewed surreal version, this is a projection into a near-future Brazil run by an insuperable military bureaucracy (in some ways like Terry Gilliam's "Brazil"). Ecocide is rampant as large swathes of the country have been sold off to foreign states and corporations, forcing the local population into ever-shrinking zones of confinement. The climate has been wrecked beyond repair and the country is dying of thirst (uncanny echoes of the situation in 2014 and 2015). show more It's a long novel and I suppose quite a bleak one, but there is lots of humour, only some of it black, and frequent shafts of sunlight pierce the gloom in the form of everyday incidents and moments of humanity. It's also a sad story of a decayed relationship - the early days of the 50-something hero's marriage are beautifully related, as is its gradual, ungraspable decline in tandem with the country. show less
Escrito em 1980, mas retrato do país atual. Distopia brasileira onde meio ambiente, população marginalizada, estruturas políticas e sociais em decadência foi imaginado como a intensificação da ditadura brasileira. Mas é bem assustadoramente real em 2019. Está tudo ali, envolvimento de políticos com milícias, mentiras como forma de governo (antecipando nosso atual governo de fake news), desdém com ciências, artes, educação, e até um sobrinho meio estranho do protagonista (lembra Carluxo sem problemas cognitivos). Leitura essencial para entender como a historia se repete em ciclos, quando o peso da repressão não foi devidamente esclarecido e exposto pelas gerações que viveram esta situação.
"We may not be extinct yet but we're pressing the outer limits."
This is a near-future dystopian novel set in a Brazil in which the rain forest has been totally cut down, and what remains is a desert larger than the Sahara. In the city, water is rationed, and there are "heat pockets" in which anyone who accidently wanders is instantaneously blistered and dies. There are so many people that everyone has a circulation pass that limits where they can go, down to the sidewalk on which side of the street. We experience the horrors of this life through Souza, a former professor, now disgraced for asking too many questions. His life becomes more and more desparate, and his experiences more and more surreal and hallucinatory.
This was a fairly show more early "climate apocalypse" book, and to that extent it is frighteningly real, but also frighteningly prescient. Refugees surround the city in pauper encampments. Many people show defects and mutations caused by the rampant pollution and ongoing ecological disasters that have become commonplace.
At times the book was almost like a catalogue of everything that could go wrong and how incompetent and even wrong-minded governments, controlled by oligarchs and multinationals, can be in dealing with these crises. To that extent, the book occasionally dragged for me. But there is a definite warning here. I was struck by this:
"Scientists. A minimal, marginalized lot these days....As soon as the System realized that the prognosis was bad, and would make them perhaps look bad in turn, voila: they start an intense propaganda campaign in the press, fostering as much sarcasm as possible, with respect to anything scientific."
3 1/2 stars show less
This is a near-future dystopian novel set in a Brazil in which the rain forest has been totally cut down, and what remains is a desert larger than the Sahara. In the city, water is rationed, and there are "heat pockets" in which anyone who accidently wanders is instantaneously blistered and dies. There are so many people that everyone has a circulation pass that limits where they can go, down to the sidewalk on which side of the street. We experience the horrors of this life through Souza, a former professor, now disgraced for asking too many questions. His life becomes more and more desparate, and his experiences more and more surreal and hallucinatory.
This was a fairly show more early "climate apocalypse" book, and to that extent it is frighteningly real, but also frighteningly prescient. Refugees surround the city in pauper encampments. Many people show defects and mutations caused by the rampant pollution and ongoing ecological disasters that have become commonplace.
At times the book was almost like a catalogue of everything that could go wrong and how incompetent and even wrong-minded governments, controlled by oligarchs and multinationals, can be in dealing with these crises. To that extent, the book occasionally dragged for me. But there is a definite warning here. I was struck by this:
"Scientists. A minimal, marginalized lot these days....As soon as the System realized that the prognosis was bad, and would make them perhaps look bad in turn, voila: they start an intense propaganda campaign in the press, fostering as much sarcasm as possible, with respect to anything scientific."
3 1/2 stars show less
Se tivesse sido escrito em 2011 era já de si uma obra impressionante, bem perto do nosso mundo de hoje. Mas “Não Verás País Nenhum”, de Ignácio de Loyola Brandão foi dado á estampa em 1981 o que o torna ainda mais impressionante.
Estamos em S. Paulo, num Brasil dantesco consequência de uma pilhagem total dos recursos por parte dos diversos grupos dirigentes.
Álvaro Souza, ex-professor de história, vive acomodado a esse mundo, num prédio de apartamentos com a sua mulher Adelaide. Tem um casamento e uma vida rotineira. Com a sua ficha especial de circulação para o S-758 dirige-se todos os dias para o seu burocrático e surrealista emprego onde dezenas conferem intermináveis de números debitados pelos computadores. Almoça show more na lanchonete a que está adstrito, urina nos Postos Apropriados, onde a urina é reciclada em água para consumo público.
Souza vive a sua vida burocrática num regime totalitário, dirigido pelo Esquema ( geral e estadual) que está ao serviço dos Militecnos instalados nos bancos, ministérios e empresas e apoiado nas forças repressivas do Novo Exército e Civiltares.
É a época que se seguiu á Era da Grande Locupletação, num Brasil que destruiu a Amazónia e a transformou num imenso deserto – a 9º Maravilha do Mundo. S. Paulo é uma cidade superpovoada, dividida em sectores estanques, com limitação de movimentos, com escassez de água e comida, sob um clima abrasador onde pululam as mais diversas doenças.
Despedido do emprego, Souza inicia um novo percurso por um submundo que desconhecia. Envolvido pelo seu sobrinho – capitão no Novo Exército – em esquemas de corrupção e lutas entre os diversos grupos no poder, abandonado pela mulher Adelaide, expulso do apartamento onde habitava, a sua vida rotineira termina para iniciar uma luta pela sobrevivência ainda mais desesperada. Nessa nova vida encontra Elisa, uma mulher que á a antítese de Adelaide e que vive intensamente cada segundo de existência nos interstícios desse submundo.
Álvaro de Souza é um personagem joyciano que percorre uma S. Paulo dantesca e onde vai enfrentar a sua responsabilidade individual que no passado levou á construção da sociedade apocalíptica onde vive, caminhando para uma nova luz que descobre em si próprio.
É uma obra admirável, uma ilustração dos Estados falhados preconizados por Robert K. Kaplan no seu “The coming anarchy”. Pleno de tensão e melancolia somos surpreendidos a cada página por expressões como A Casa dos Vidros de Água, o Distrito de Compras, o Ministério das Obras Faraónicas Populares, o Tempo das Crianças Exterminadas, os Distritos Circulantes, o Bairro dos Ministros Embriagados que graficamente ilustram como o poder construiu esta demoníaca sociedade.
É uma das grandes obras da literatura de língua portuguesa agora reeditada pela Babel/Uliseia. Quando chegamos á última página surge imediatamente a vontade de a reler.
Países ditos irmãos, Portugal e Brasil vivem de costas voltadas no que toca á partilha da literatura publicada nos dois países. Temos as livrarias cheias de literatura internacional mas por razões que escapam ao comum dos mortais, a literatura brasileira contemporânea raramente nos alcança. Felizmente que episodicamente nos chegam obras como este “Não Verás País Nenhum” de Ignácio de Loyola Brandão. show less
Estamos em S. Paulo, num Brasil dantesco consequência de uma pilhagem total dos recursos por parte dos diversos grupos dirigentes.
Álvaro Souza, ex-professor de história, vive acomodado a esse mundo, num prédio de apartamentos com a sua mulher Adelaide. Tem um casamento e uma vida rotineira. Com a sua ficha especial de circulação para o S-758 dirige-se todos os dias para o seu burocrático e surrealista emprego onde dezenas conferem intermináveis de números debitados pelos computadores. Almoça show more na lanchonete a que está adstrito, urina nos Postos Apropriados, onde a urina é reciclada em água para consumo público.
Souza vive a sua vida burocrática num regime totalitário, dirigido pelo Esquema ( geral e estadual) que está ao serviço dos Militecnos instalados nos bancos, ministérios e empresas e apoiado nas forças repressivas do Novo Exército e Civiltares.
É a época que se seguiu á Era da Grande Locupletação, num Brasil que destruiu a Amazónia e a transformou num imenso deserto – a 9º Maravilha do Mundo. S. Paulo é uma cidade superpovoada, dividida em sectores estanques, com limitação de movimentos, com escassez de água e comida, sob um clima abrasador onde pululam as mais diversas doenças.
Despedido do emprego, Souza inicia um novo percurso por um submundo que desconhecia. Envolvido pelo seu sobrinho – capitão no Novo Exército – em esquemas de corrupção e lutas entre os diversos grupos no poder, abandonado pela mulher Adelaide, expulso do apartamento onde habitava, a sua vida rotineira termina para iniciar uma luta pela sobrevivência ainda mais desesperada. Nessa nova vida encontra Elisa, uma mulher que á a antítese de Adelaide e que vive intensamente cada segundo de existência nos interstícios desse submundo.
Álvaro de Souza é um personagem joyciano que percorre uma S. Paulo dantesca e onde vai enfrentar a sua responsabilidade individual que no passado levou á construção da sociedade apocalíptica onde vive, caminhando para uma nova luz que descobre em si próprio.
É uma obra admirável, uma ilustração dos Estados falhados preconizados por Robert K. Kaplan no seu “The coming anarchy”. Pleno de tensão e melancolia somos surpreendidos a cada página por expressões como A Casa dos Vidros de Água, o Distrito de Compras, o Ministério das Obras Faraónicas Populares, o Tempo das Crianças Exterminadas, os Distritos Circulantes, o Bairro dos Ministros Embriagados que graficamente ilustram como o poder construiu esta demoníaca sociedade.
É uma das grandes obras da literatura de língua portuguesa agora reeditada pela Babel/Uliseia. Quando chegamos á última página surge imediatamente a vontade de a reler.
Países ditos irmãos, Portugal e Brasil vivem de costas voltadas no que toca á partilha da literatura publicada nos dois países. Temos as livrarias cheias de literatura internacional mas por razões que escapam ao comum dos mortais, a literatura brasileira contemporânea raramente nos alcança. Felizmente que episodicamente nos chegam obras como este “Não Verás País Nenhum” de Ignácio de Loyola Brandão. show less
Of all the books I've read (and like you, I've read a heap) this one has always stuck in my brain. It's an end of the world type story, but it's just so unusual and weird. Maybe I'm weird, but I loved it twenty years ago when I first read it and I still enjoy reading it once in a while. If you decide to read it you won't be let down in one respect - that I promise - it is strange. It's on my list of favorites.
Não Verás País Nenhum é um romance brasileiro de Ignácio de Loyola Brandão publicado originalmente em 1981. Não verás país nenhum começou como um conto, O homem do furo na mão, e se transformou em um romance. Esta obra venceu o Prêmio Illa de melhor livro latino-americano publicado na Itália em
Distopia
Feb 26, 2019Portuguese (Brazil)
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