The Tears of Eros
by Georges Bataille
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Description
Tears of Eros is the culmination of Georges Bataille's inquiries into the relationship between violence and the sacred. Taking up such figures as Giles de Rais, Erzebet Bathory, the Marquis de Sade, El Greco, Gustave Moreau, Andre Breton, Voodoo practitioners, and Chinese torture victims, Bataille reveals their common obsession: death. This essay, illustrated with artwork from every era, was developed out of ideas explored inErotism: Death andSexuality and Prehistoric Painting: Lascaux or show more the Birth of Art. In it Bataille examines death--the "little death" that follows sexual climax, the proximate death in sadomasochistic practices, and death as part of religious ritual and sacrifice. "Bataille is one of the most important writers of the century."-- Michel Foucault Georges Bataille was born in Billom, France, in 1897. He was a librarian by profession. Also a philosopher, novelist, and critic he was founder of the College of Sociology. In 1959, Bataille beganTears of Eros, and it was completed in 1961, his final work. City Lights published two of his other works:Story of the Eye andThe Impossible. Bataille died in 1962. show lessTags
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Diferente da incrivelmente caótica Experiência Interior, Bataille conseguiu nesse opúsculo fazer algo satisfatório em termos de ordem e estrutura, e providencia uma leitura muito mais fluida e rápida (levando apenas umas duas horas para terminar). Grande evolução; meus parabéns a ele.
Vamos ao resto. Ao invés de uma resenha formal, me limitarei a pequenas observações toscas que vieram à cabeça durante minha leitura da obra. Estas devem ser vistas mais como meras primeiras impressões do que como críticas produzidas por um extenso período de reflexão.
[A páginas mencionadas são da edição de bolso do livro, publicada pelas Éditions 10/18, 2004]
1. Eu sinto que Bataille nunca realmente chega a tocar no ponto que ele quer show more falar sobre na tese (a saber, a identificação de erotismo - que ele toma como um estado emocional (p. 59) - e morte). Ele dá vários exemplos desde as pinturas de Lascaux a ritos religiosos europeus, a pintores modernos até breves considerações acerca do vodu e da tortura lingchi chinesa. Apesar da amplitude de exemplos abarcados por Bataille, ele nunca fala exatamente o que há ali que une os temas de erotismo e morte - qual o aspecto identificador que une os dois universos. Pior ainda, Bataille nem sequer explica a sua noção de erotismo, deixando uma lacuna crucial no entendimento do leitor a despeito do seu esforço em falar sobre o erótico em um determinado exemplo. Além disso, a maioria de seus comentários são demasiado curtos para ser de qualquer valor intelectual, pois no momento em que há uma sugestão de profundidade, Bataille para e se vira a outro tópico. Há também um tanto de asserções antropológicas que me parecem bastante especulativas e gerais às quais não são providenciadas quaisquer fontes que as sustentem (especialmente na primeira parte da obra).
2. Bataille diz que a religião é em sua base subversiva (p. 95). Essa afirmação parece superficialmente plausível quando ele apela a festas dionisíacas na religião romana, mas que me parece extremamente implausível quando olhamos para religiões extremamente regradas como judaísmo. Mesmo além desse ponto, eu falho em ver como transgressividade poderia ser uma característica essencial da religião, uma vez que outros tipos de atividade compartilham essa característica (p. ex. certas formas de pornografia, gêneros de filme como horror, etc.).
Voltando ao parágrafo precedente, o problema aqui é que Bataille explora de maneira demasiado superficial a relação entre proibições religiosas e erotismo. Apesar de alguns pontos me parecerem interessantes e sugestivos nessa parte, Bataille não explica nada muito a fundo e se limita na maioria das vezes a escrever frases poéticas e vagas para resumir sua posição ou fechar (de maneira insatisfatória) um parágrafo/seção.
3. A escrita de Bataille continua bonita, mas há uma perda notável da intensidade presente em obras anteriores, escritas durante o período de juventude do autor. Se antes já não era pra lá de intelectualmente estimulante, nem os aspectos formais compensam muito agora.
No geral, eu não fiquei entediado, mas o livro me parece bem medíocre. Sendo a última obra de Bataille publicada em sua vida, eu imagino ser uma obra "conclusiva" que resume os vários tópicos que ele abordou em obras anteriores ao longo de sua vida. Sendo assim, eu provavelmente deveria retornar e pegar outros livros dele para preencher as lacunas encontradas aqui. Talvez isso me faça enxergar a obra com outros olhos, mas no momento tudo o que posso dizer é que não estou impressionado. show less
Vamos ao resto. Ao invés de uma resenha formal, me limitarei a pequenas observações toscas que vieram à cabeça durante minha leitura da obra. Estas devem ser vistas mais como meras primeiras impressões do que como críticas produzidas por um extenso período de reflexão.
[A páginas mencionadas são da edição de bolso do livro, publicada pelas Éditions 10/18, 2004]
1. Eu sinto que Bataille nunca realmente chega a tocar no ponto que ele quer show more falar sobre na tese (a saber, a identificação de erotismo - que ele toma como um estado emocional (p. 59) - e morte). Ele dá vários exemplos desde as pinturas de Lascaux a ritos religiosos europeus, a pintores modernos até breves considerações acerca do vodu e da tortura lingchi chinesa. Apesar da amplitude de exemplos abarcados por Bataille, ele nunca fala exatamente o que há ali que une os temas de erotismo e morte - qual o aspecto identificador que une os dois universos. Pior ainda, Bataille nem sequer explica a sua noção de erotismo, deixando uma lacuna crucial no entendimento do leitor a despeito do seu esforço em falar sobre o erótico em um determinado exemplo. Além disso, a maioria de seus comentários são demasiado curtos para ser de qualquer valor intelectual, pois no momento em que há uma sugestão de profundidade, Bataille para e se vira a outro tópico. Há também um tanto de asserções antropológicas que me parecem bastante especulativas e gerais às quais não são providenciadas quaisquer fontes que as sustentem (especialmente na primeira parte da obra).
2. Bataille diz que a religião é em sua base subversiva (p. 95). Essa afirmação parece superficialmente plausível quando ele apela a festas dionisíacas na religião romana, mas que me parece extremamente implausível quando olhamos para religiões extremamente regradas como judaísmo. Mesmo além desse ponto, eu falho em ver como transgressividade poderia ser uma característica essencial da religião, uma vez que outros tipos de atividade compartilham essa característica (p. ex. certas formas de pornografia, gêneros de filme como horror, etc.).
Voltando ao parágrafo precedente, o problema aqui é que Bataille explora de maneira demasiado superficial a relação entre proibições religiosas e erotismo. Apesar de alguns pontos me parecerem interessantes e sugestivos nessa parte, Bataille não explica nada muito a fundo e se limita na maioria das vezes a escrever frases poéticas e vagas para resumir sua posição ou fechar (de maneira insatisfatória) um parágrafo/seção.
3. A escrita de Bataille continua bonita, mas há uma perda notável da intensidade presente em obras anteriores, escritas durante o período de juventude do autor. Se antes já não era pra lá de intelectualmente estimulante, nem os aspectos formais compensam muito agora.
No geral, eu não fiquei entediado, mas o livro me parece bem medíocre. Sendo a última obra de Bataille publicada em sua vida, eu imagino ser uma obra "conclusiva" que resume os vários tópicos que ele abordou em obras anteriores ao longo de sua vida. Sendo assim, eu provavelmente deveria retornar e pegar outros livros dele para preencher as lacunas encontradas aqui. Talvez isso me faça enxergar a obra com outros olhos, mas no momento tudo o que posso dizer é que não estou impressionado. show less
En deux parties très illustrées.
Le Commencement : La Naissance d'Eros
La Fin : De l'Antiquité à nos jours
Le Commencement : La Naissance d'Eros
La Fin : De l'Antiquité à nos jours
Sep 10, 2025French
5 estante atrás
Apr 11, 2020Spanish
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Georges Bataille was a French poet, novelist, and philosopher. He was born in Billon, Puy-de-Dome, in central France on September 10, 1897. His father was already blind and paralyzed from syphilis when Bataille was born. In 1915, Bataille's father died, his mind destroyed by his illness. The death marked his son for life. While working at the show more Bibliotheque National in Paris during the 1920s, Bataille underwent psychoanalysis and became involved with some of the intellectuals in the Surrealist movement, from whom he learned the concept of incongruous imagery in art. In 1946 he founded the journal Critique, which published the early work of some of his contemporaries in French intellectual life, including Roland Barthes and Jacques Derrida. Bataille believed that in the darkest moments of human existence-in orgiastic sex and terrible death-lay ultimate reality. By observing them and even by experiencing them, actually in sex and vicariously in death, he felt that one could come as close as possible to fully experiencing life in all its dimensions. Bataille's works include The Naked Beast at Heaven's Gate (1956), A Tale of Satisfied Desire (1953), Death and Sensuality: A Study of Eroticism and the Taboo (1962), and The Birth of Art: Prehistoric Painting (1955). Bataille died in Paris on July 8, 1962. (Bowker Author Biography) show less
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- Original title
- Les larmes d'Éros
- Original publication date
- 1961
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