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Description
With the world reeling from the after effects of a brutal, widespread virus, civilization is torn between the laws and ways of the old world and a new order where cybernetic implants are commonplace and might means right. Elijah and his comrades-in-arms attempt to cross the Andes Mountains, with Propater's gruesome Aeon soldiers and armored troops hot on their heels.Tags
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"O mundo não acabou, afinal. Mas o mundo que eu me sentia bem em viver sim. Em um piscar de olhos."
Na minha terceira releitura de Eden, o sentimento que predominou foi a raiva.
A raiva por uma obra tão completa, tão vasta, ser ignorada e preterida pelo grande público. Seja nas diversas ascensões da arte sequencial japonesa, a mais atual alavancando os "Três Grandes Seinens" (Vagabond, Vinland Saga, Berserk) que fez vista grossa para com Eden; como também no próprio gênero da Ficção Científica (Eden fica no limiar do hard/soft) que, se você se basear por listas, mais uma vez a obra fica às escondidas, mal entrando numa lista de dez melhores. Esmiuçando ainda mais, nem no gênero Cyberpunk — que o Endo Hiroki demonstra show more compreender mais do que certos contemporâneos que acham que o Cyberpunk se resume à Chuva & Neon — você ouve falar de Eden.
Eden é um grande épico, fechado e planejado, que ao longo de seus dezessete volumes, cruza gêneros, demografias, e até áreas das ciências humanas e exatas com um fim aprazível, a finalidade louvável de contar uma boa história; cruza por filosofia, religião, física teórica, virologia, conflitos étnicos, políticos e sexuais, para falar, como toda grande obra, sobre a condição humana.
Quer mais? A discussão acerca das pandemias e vírus, cada vez mais frequentes e reincidentes com o avançar dos anos, é um dos temas centrais da obra, de pasmem, 1998! Singularidade, existencialismo, eurocentrismo, indo até toda a brutalidade e sofrimento causado Guerra às Drogas na América do Sul (o autor toma como base o Chomsky), são só mais alguns pluses.
Eden apesar de ser uma obra com que você passa pelas páginas fácilmente, dado o encadeamento envolvente, é denso, exigente e desafiador. Se o escopo já parece impressionante com tudo o que citei, há uma outra camada que envolve o gnosticismo, a razão pela qual acompanhamos três gerações de uma família específica, em diferentes etapas e tempos. Você é inserido no mundo; você apresenta-se à narrativa, e não o contrário. Destaco a coragem do Endo Hiroki, tanto na construção narrativa quanto no worldbuilding, que nesse caso, são indisocciavéis; ele não facilita ou alivia nada.
O seu principal ponto positivo é a maturidade do enredo, Eden equipara suas partes mais fantasiosas e próximas da ficção científica com temas sérios e próximos: vemos casos sobre os Uigures no Leste Europeu, tráfico de drogas e prostituição na América do Sul, conflitos do Oriente Médio e o conflito hindu-islâmico na Índia.
O principal conflito político do Mangá também merece um detalhamento: as ações da Própatria (Gnostia), uma federação originaria da OTAN e da ONU, mas que logo englobou ambas, e agora praticamente controla as Américas, Japão, Europa e algumas partes da África. Esse novo gigante imperial mundial, visa a adesão de todos os países do mundo, com o objetivo de alcançar uma paz global. Não surpreende que a organização, levantada durante um período drástico na humanidade (a Pandemia que você verá já no primeiro capítulo) seja internamente suja.
De qualquer jeito na Agnostia (não-membros da Própatria) onde percorreremos nos primeiros volumes, as coisas também não vão bem, e países como Paraguai, Peru e Índia sofrem as consequências do tráfico e conflitos de guerrilhas armadas, chegando perto de um estado anárquico.
Presenciamos táticas de guerrilha, conflitos entre supremacias éticas, guerras ao tráfico, combates de faca, tudo isso envolto em elementos de ficção cientifica, então temos também combates entre hackers, super-soldados e avançadas tecnologias de combate, em certas partes da narrativa, que equilibra ação e contemplação.
Para participar desse cenário global e épico, ainda temos uma gama incrível de personagens principais e secundários, consistentes, atrativos, inteligentes e bem desenvolvidos. Até os chamados personagens-planos, desempenham interessantes funções e são igualmente atrativos.
Reitero o caráter de Eden como um Épico, pois, há um todo por trás de tudo, um final bem amarrado, um bom final, que faz necessário tudo que vem antes. Por isso, apesar de bastante bom, o primeiro volume não representa a série em sua totalidade. Possui uma construção um pouco lenta, uma mudança de foco brusca, exposição e diálogo certas vezes engessados, e o visual ainda não está maduro. Mas ainda sim, é superior a muito que há por aí. Eu ainda não li um prólogo que se equipare às cem paginas redondinhas, surpreendentes, que é o primeiro capítulo de Eden.
O desenvolvimento do enredo de toda a série é ótimo, os volumes vão seguindo um bom ritmo e a linha de acontecimentos que faz com que você queira sempre ler um pouco mais. A mudança de foco e personagens ocorrerá de tempos em tempos, mas isso serve para desenvolver e mostrar cada faceta da história, é o Endo girando um cubo-mágico para que cada parte receba a sua luz. Você acompanhará o desenvolvimento do próprio autor como artista visual, e também como escritor, já que aos poucos ele vai despertando seu gênio-magnânimo; a reta final de Eden é uma pura odisséia.
Você tem que estar disposto a mais do que apenas ler ''passando os olhos'', a obra deve ser observada com muita atenção, pois há muito mais detalhes que enriquecem a leitura. Hiroki nos passa conhecimentos sobre política, física, química e biologia, teses evolucionárias, discussão religiosa e até explicações do Buraco de Minhoca de Einstein. Eden eventualmente lida com praticamente todos os aspectos da civilização humana e, ocasionalmente, pula até de gêneros para um melhor foco em diferentes tópicos. Em um arco, temos uma narrativa de formação, em outro um drama de conflito, uma narrativa policial, uma guerra às drogas, e até uma comédia sexual com uma prostituta. À margem das explicações, muitas das mensagens e conexões ficam a cargo do leitor para serem interpretadas. Em resumo, Eden é uma leitura completa.
Reiterando, Endo Hiroki também bebe do Gnosticismo, utilizando de seus nomes e conceitos como um Evangelho, até tira de lá referências para seu enredo: “Eden”, “Aenos”, “Ennoia”, “Nomad”, “Hanna”, “Querubim”. Certos termos significam muito mais do que aparentam. Como exemplo, as já citadas Gnosia, Agnosia e o próprio gnosticismo, que se mescla com a política e com a narrativa.
O termo vem do grego e significa “conhecimento”. Logo, a Própatria já aparece como uma organização repressora, pois taxam civis que não vivem no local como ''agnosia'' ou “sem conhecimento”, e alguns personagens chegam a realizar papéis análogos às das histórias que serviram de inspirações, mas sem ficarem presos a isso.
Volume 1:
A partir daqui a minha antiga resenha sobre os primeiros volumes e capítulo:
O primeiro capítulo de Eden começa contando a vida do jovem casal Enoah e Hanna — uns dos primeiros a serem descobertos como imunes à epidemia —, como eles lidam com isso e seus conflitos internos em relação ao destino incerto da humanidade. Há diversos flashbacks sobre a origem do vírus, do centro de pesquisa, dos pais de Enoah, etc. A trama não se limita, e ainda bate muito na segregação que a doença causa na sociedade, semelhante ao lepra, tuberculose, AIDS entre muitas outras.
Uma das partes mais interessantes no prólogo, se não a parte mais interessante, são as personagens. E o modo como todos eles constrúidos e desconstruídos no final do longo capítulo. A virada, e inversão de valores dos personagens no decorrer das páginas por si só já sustenta todo o prólogo.
Por exemplo, há o Layne. Um cadeirante, homossexual que amava o melhor amigo, pai de uma das duas crianças que ele cuida. Ou, o Chris, um militar que deseja fazer o bem e salvar o mundo. Ou, o Ennoia, o filho do Chris, seria o protagonista bondoso hipotético do prólogo, que deseja plantar vida naquele mundo morto.
Apesar das aparentes boas intenções destes três, o primeiro se revela um falso cordeiro, o segundo um falso herói e o próprio Ennoia, o mocinho, o personagem com quem deveríamos nos apegar, demonstra um embotamento de empatia robótico quando ordena um massacre no final.
A história do primeiro volume muda de foco após o prólogo, onde somos apresentados ao filho de Hannah e Enoah, Elijah. Servindo para mostrar a Própatria, os Nômades e o mundo além do Centro de Pesquisa do Prólogo. Elijah é acompanhado pelo robô que fora reconstruído anteriormente por seu pai, Cherubim. O mundo que Ellijah percorre é um em que a civilização vai sendo tomada pela natureza, com a humanidade se limitando a cascas vazias devido ao Closer. A viagem de Ellijah não é das mais fáceis, levando-a a fazer diversos questionamentos sobre o mundo, desde a roupa que pega em uma loja até na busca por alimentos na natureza selvagem. Ele é um garoto inteligente, com conhecimento sobre o mundo em que vive, mas ainda muito ingênuo, ingenuidade que não vai durar muito, visto que entre guerrilhas armadas, mercenários, prostituição, tráfico de drogas e muita morte o precisará evoluir cada vez mais.
Durante a passagem do tempo do prólogo para o segundo capítulo, Enoah, seu pai, virou o grande cabeça por trás de todo o tráfico de drogas na América do Sul e, raptando o menino, o grupo composto por personagens muito carismáticos e interessantes como Sophia, uma super hacker com o corpo completamente mecânico e Kenji, um quieto e tímido soldado (que rende as melhores cenas de ação no mangá), esperam poder passar entre países membros e não-membros da Gnostia sem problema nenhum, com o auxílio do garoto. Nesse cenário Elijah, que antes era só um garoto mimado pelo seu pai mafioso, passa a enxergar a realidade do mundo em que vive e amadurece como pessoa. Mesmo quando retorna para terras um pouco mais seguras ele é mal tratado, linchado e sofre todas as consequências de ser o filho do chefe do crime organizado. Todos os personagens de Eden são extremamente reais e bem construídos, aqui não há heróis ou vilões, somente pontos de vista. show less
Na minha terceira releitura de Eden, o sentimento que predominou foi a raiva.
A raiva por uma obra tão completa, tão vasta, ser ignorada e preterida pelo grande público. Seja nas diversas ascensões da arte sequencial japonesa, a mais atual alavancando os "Três Grandes Seinens" (Vagabond, Vinland Saga, Berserk) que fez vista grossa para com Eden; como também no próprio gênero da Ficção Científica (Eden fica no limiar do hard/soft) que, se você se basear por listas, mais uma vez a obra fica às escondidas, mal entrando numa lista de dez melhores. Esmiuçando ainda mais, nem no gênero Cyberpunk — que o Endo Hiroki demonstra show more compreender mais do que certos contemporâneos que acham que o Cyberpunk se resume à Chuva & Neon — você ouve falar de Eden.
Eden é um grande épico, fechado e planejado, que ao longo de seus dezessete volumes, cruza gêneros, demografias, e até áreas das ciências humanas e exatas com um fim aprazível, a finalidade louvável de contar uma boa história; cruza por filosofia, religião, física teórica, virologia, conflitos étnicos, políticos e sexuais, para falar, como toda grande obra, sobre a condição humana.
Quer mais? A discussão acerca das pandemias e vírus, cada vez mais frequentes e reincidentes com o avançar dos anos, é um dos temas centrais da obra, de pasmem, 1998! Singularidade, existencialismo, eurocentrismo, indo até toda a brutalidade e sofrimento causado Guerra às Drogas na América do Sul (o autor toma como base o Chomsky), são só mais alguns pluses.
Eden apesar de ser uma obra com que você passa pelas páginas fácilmente, dado o encadeamento envolvente, é denso, exigente e desafiador. Se o escopo já parece impressionante com tudo o que citei, há uma outra camada que envolve o gnosticismo, a razão pela qual acompanhamos três gerações de uma família específica, em diferentes etapas e tempos. Você é inserido no mundo; você apresenta-se à narrativa, e não o contrário. Destaco a coragem do Endo Hiroki, tanto na construção narrativa quanto no worldbuilding, que nesse caso, são indisocciavéis; ele não facilita ou alivia nada.
O seu principal ponto positivo é a maturidade do enredo, Eden equipara suas partes mais fantasiosas e próximas da ficção científica com temas sérios e próximos: vemos casos sobre os Uigures no Leste Europeu, tráfico de drogas e prostituição na América do Sul, conflitos do Oriente Médio e o conflito hindu-islâmico na Índia.
O principal conflito político do Mangá também merece um detalhamento: as ações da Própatria (Gnostia), uma federação originaria da OTAN e da ONU, mas que logo englobou ambas, e agora praticamente controla as Américas, Japão, Europa e algumas partes da África. Esse novo gigante imperial mundial, visa a adesão de todos os países do mundo, com o objetivo de alcançar uma paz global. Não surpreende que a organização, levantada durante um período drástico na humanidade (a Pandemia que você verá já no primeiro capítulo) seja internamente suja.
De qualquer jeito na Agnostia (não-membros da Própatria) onde percorreremos nos primeiros volumes, as coisas também não vão bem, e países como Paraguai, Peru e Índia sofrem as consequências do tráfico e conflitos de guerrilhas armadas, chegando perto de um estado anárquico.
Presenciamos táticas de guerrilha, conflitos entre supremacias éticas, guerras ao tráfico, combates de faca, tudo isso envolto em elementos de ficção cientifica, então temos também combates entre hackers, super-soldados e avançadas tecnologias de combate, em certas partes da narrativa, que equilibra ação e contemplação.
Para participar desse cenário global e épico, ainda temos uma gama incrível de personagens principais e secundários, consistentes, atrativos, inteligentes e bem desenvolvidos. Até os chamados personagens-planos, desempenham interessantes funções e são igualmente atrativos.
Reitero o caráter de Eden como um Épico, pois, há um todo por trás de tudo, um final bem amarrado, um bom final, que faz necessário tudo que vem antes. Por isso, apesar de bastante bom, o primeiro volume não representa a série em sua totalidade. Possui uma construção um pouco lenta, uma mudança de foco brusca, exposição e diálogo certas vezes engessados, e o visual ainda não está maduro. Mas ainda sim, é superior a muito que há por aí. Eu ainda não li um prólogo que se equipare às cem paginas redondinhas, surpreendentes, que é o primeiro capítulo de Eden.
O desenvolvimento do enredo de toda a série é ótimo, os volumes vão seguindo um bom ritmo e a linha de acontecimentos que faz com que você queira sempre ler um pouco mais. A mudança de foco e personagens ocorrerá de tempos em tempos, mas isso serve para desenvolver e mostrar cada faceta da história, é o Endo girando um cubo-mágico para que cada parte receba a sua luz. Você acompanhará o desenvolvimento do próprio autor como artista visual, e também como escritor, já que aos poucos ele vai despertando seu gênio-magnânimo; a reta final de Eden é uma pura odisséia.
Você tem que estar disposto a mais do que apenas ler ''passando os olhos'', a obra deve ser observada com muita atenção, pois há muito mais detalhes que enriquecem a leitura. Hiroki nos passa conhecimentos sobre política, física, química e biologia, teses evolucionárias, discussão religiosa e até explicações do Buraco de Minhoca de Einstein. Eden eventualmente lida com praticamente todos os aspectos da civilização humana e, ocasionalmente, pula até de gêneros para um melhor foco em diferentes tópicos. Em um arco, temos uma narrativa de formação, em outro um drama de conflito, uma narrativa policial, uma guerra às drogas, e até uma comédia sexual com uma prostituta. À margem das explicações, muitas das mensagens e conexões ficam a cargo do leitor para serem interpretadas. Em resumo, Eden é uma leitura completa.
Reiterando, Endo Hiroki também bebe do Gnosticismo, utilizando de seus nomes e conceitos como um Evangelho, até tira de lá referências para seu enredo: “Eden”, “Aenos”, “Ennoia”, “Nomad”, “Hanna”, “Querubim”. Certos termos significam muito mais do que aparentam. Como exemplo, as já citadas Gnosia, Agnosia e o próprio gnosticismo, que se mescla com a política e com a narrativa.
O termo vem do grego e significa “conhecimento”. Logo, a Própatria já aparece como uma organização repressora, pois taxam civis que não vivem no local como ''agnosia'' ou “sem conhecimento”, e alguns personagens chegam a realizar papéis análogos às das histórias que serviram de inspirações, mas sem ficarem presos a isso.
Volume 1:
A partir daqui a minha antiga resenha sobre os primeiros volumes e capítulo:
O primeiro capítulo de Eden começa contando a vida do jovem casal Enoah e Hanna — uns dos primeiros a serem descobertos como imunes à epidemia —, como eles lidam com isso e seus conflitos internos em relação ao destino incerto da humanidade. Há diversos flashbacks sobre a origem do vírus, do centro de pesquisa, dos pais de Enoah, etc. A trama não se limita, e ainda bate muito na segregação que a doença causa na sociedade, semelhante ao lepra, tuberculose, AIDS entre muitas outras.
Uma das partes mais interessantes no prólogo, se não a parte mais interessante, são as personagens. E o modo como todos eles constrúidos e desconstruídos no final do longo capítulo. A virada, e inversão de valores dos personagens no decorrer das páginas por si só já sustenta todo o prólogo.
Apesar das aparentes boas intenções destes três, o primeiro se revela um falso cordeiro, o segundo um falso herói e o próprio Ennoia, o mocinho, o personagem com quem deveríamos nos apegar, demonstra um embotamento de empatia robótico quando ordena um massacre no final.
A história do primeiro volume muda de foco após o prólogo, onde somos apresentados ao filho de Hannah e Enoah, Elijah. Servindo para mostrar a Própatria, os Nômades e o mundo além do Centro de Pesquisa do Prólogo. Elijah é acompanhado pelo robô que fora reconstruído anteriormente por seu pai, Cherubim. O mundo que Ellijah percorre é um em que a civilização vai sendo tomada pela natureza, com a humanidade se limitando a cascas vazias devido ao Closer. A viagem de Ellijah não é das mais fáceis, levando-a a fazer diversos questionamentos sobre o mundo, desde a roupa que pega em uma loja até na busca por alimentos na natureza selvagem. Ele é um garoto inteligente, com conhecimento sobre o mundo em que vive, mas ainda muito ingênuo, ingenuidade que não vai durar muito, visto que entre guerrilhas armadas, mercenários, prostituição, tráfico de drogas e muita morte o precisará evoluir cada vez mais.
Durante a passagem do tempo do prólogo para o segundo capítulo, Enoah, seu pai, virou o grande cabeça por trás de todo o tráfico de drogas na América do Sul e, raptando o menino, o grupo composto por personagens muito carismáticos e interessantes como Sophia, uma super hacker com o corpo completamente mecânico e Kenji, um quieto e tímido soldado (que rende as melhores cenas de ação no mangá), esperam poder passar entre países membros e não-membros da Gnostia sem problema nenhum, com o auxílio do garoto. Nesse cenário Elijah, que antes era só um garoto mimado pelo seu pai mafioso, passa a enxergar a realidade do mundo em que vive e amadurece como pessoa. Mesmo quando retorna para terras um pouco mais seguras ele é mal tratado, linchado e sofre todas as consequências de ser o filho do chefe do crime organizado. Todos os personagens de Eden são extremamente reais e bem construídos, aqui não há heróis ou vilões, somente pontos de vista.
A post-apocolyptic story, Eden takes place after a virus has killed off a large portion of mankind, leaving only those immune to the virus or with cybernetically altered bodies. The first half of the volume is spent with two teenagers living alone with their guardian who is dying of the virus, where we get an idea of what has happened and the political complications at work now and in the past when the virus spread. The latter half jumps ahead in time (I assume to stay?) to Elija, a teenage boy who seems to be the child of the aforementioned teenagers. On a journey with an AI robot to protect him, Elija is eventually captured by a strange group of people who seem to be on a mission of their own...
Creepy viruses that leave shells of show more people behind, cyberpunk, political tension (that isn't even too dry), and a boy on a journey struggling enough just to find his next meal, Eden has a nice setup. When so much detail is put into the creating of a world for a story, I sometimes actually worry the author won't pay as much attention to other areas, particularly characters. Luckily, the mangaka seems to know how to mingle world building and character development skillfully. The manga takes its time getting through each scene (neither quickly paced nor particularly slow), giving time to explore each situation for whatever hints about the characters and the world each can show us.
Additionally, thought he world may seem a bit bleak, the characters aren't as moody and dark as I know some might be tempted to write them. They've lived in a world like this for a while now (or Elija's case, it's the world they were born in), and while their personalities and anxieties have been shaped by their setting, they act like normal people with normal ranges of emotions. There's even a decent amount of humor in the story (and any author who knows a little humor won't derail their Intelligent Writing and Deep Thoughtful Story is always a blessing to me).
The art is detailed and leans more to the realistic side than many manga (eyes only a shade larger than reality). The amount of work put into each page is consistently impressive. And as with the writing, the mangaka seems to pay due attention to all aspects of the art, from backgrounds to character design, expressions, and body language.
If I've got any complaint, it would be that half the volume is taken up by what seems to be a prologue. Though saying 'taken up' doesn't even feel quite right, since truthfully I was a little more interested in the 'prologue' than Elija's section. The first half has shows us interesting character interaction and politicians trying to deal with a crisis. Elija spends much of his half alone, and while it's well written, that's still just a little less engaging to me. When he does meet others, there wasn't much time left before the volume ended for them to build my interest in the new characters. Though the prologue was interesting, half a volume still seems a little excessive for such a thing, and one can't help but wonder if dedicating a little more page time to Elija could have allowed me to become more interested in his story.
On the other hand, while that might be a legitimate problem with this first volume, this is a long series. No doubt there will be plenty of time to understand Elija's situation better in the following volumes. While the lack of time spent on (what I think is?) the main story makes it a bit hard to pin down where exactly things are headed in this series, I'll definitely be coming back for the interesting world and strength of the writing at the very least. I suspect after a volume or two more with the set up, I'll be coming back for the story and characters as well. show less
Creepy viruses that leave shells of show more people behind, cyberpunk, political tension (that isn't even too dry), and a boy on a journey struggling enough just to find his next meal, Eden has a nice setup. When so much detail is put into the creating of a world for a story, I sometimes actually worry the author won't pay as much attention to other areas, particularly characters. Luckily, the mangaka seems to know how to mingle world building and character development skillfully. The manga takes its time getting through each scene (neither quickly paced nor particularly slow), giving time to explore each situation for whatever hints about the characters and the world each can show us.
Additionally, thought he world may seem a bit bleak, the characters aren't as moody and dark as I know some might be tempted to write them. They've lived in a world like this for a while now (or Elija's case, it's the world they were born in), and while their personalities and anxieties have been shaped by their setting, they act like normal people with normal ranges of emotions. There's even a decent amount of humor in the story (and any author who knows a little humor won't derail their Intelligent Writing and Deep Thoughtful Story is always a blessing to me).
The art is detailed and leans more to the realistic side than many manga (eyes only a shade larger than reality). The amount of work put into each page is consistently impressive. And as with the writing, the mangaka seems to pay due attention to all aspects of the art, from backgrounds to character design, expressions, and body language.
If I've got any complaint, it would be that half the volume is taken up by what seems to be a prologue. Though saying 'taken up' doesn't even feel quite right, since truthfully I was a little more interested in the 'prologue' than Elija's section. The first half has shows us interesting character interaction and politicians trying to deal with a crisis. Elija spends much of his half alone, and while it's well written, that's still just a little less engaging to me. When he does meet others, there wasn't much time left before the volume ended for them to build my interest in the new characters. Though the prologue was interesting, half a volume still seems a little excessive for such a thing, and one can't help but wonder if dedicating a little more page time to Elija could have allowed me to become more interested in his story.
On the other hand, while that might be a legitimate problem with this first volume, this is a long series. No doubt there will be plenty of time to understand Elija's situation better in the following volumes. While the lack of time spent on (what I think is?) the main story makes it a bit hard to pin down where exactly things are headed in this series, I'll definitely be coming back for the interesting world and strength of the writing at the very least. I suspect after a volume or two more with the set up, I'll be coming back for the story and characters as well. show less
Multidimensional. That word is what coming to mind first after reading almost ten books in that series. There is no just a story of some boy/girl who done this and that.
Sometimes it's simple and cruel, sometimes twisted and confusing. There is some strange forms of love, there is not really explainable hatred, and of course there is many things that strike reader right in the eye seemingly without skipping a beat in the rhythm of storytelling. There is world that I can't really call crazy and in the same time can't comprehend at all. Too many backstage gears, too many plot lines, too many time holes.
All in all that series is the one that closest to its own tagline: "it's an endless world".
Sometimes it's simple and cruel, sometimes twisted and confusing. There is some strange forms of love, there is not really explainable hatred, and of course there is many things that strike reader right in the eye seemingly without skipping a beat in the rhythm of storytelling. There is world that I can't really call crazy and in the same time can't comprehend at all. Too many backstage gears, too many plot lines, too many time holes.
All in all that series is the one that closest to its own tagline: "it's an endless world".
So much of humanity has died of the new virus, it's easy to believe that Hannah and Ennoia are the only survivors. They've seen too many of their loved ones die, the last of them Ennoia's late father's best friend: they've seen his skin harden and his organs dissolve, a terrible death with the immune system going haywire. 20 years later, their son Elijah is on his own, save for the Cherubim robot that occasionally goes berserk and kills people.
I'm going to read more of this series. It has a "Mature content" sticker on the cover, probably because of the frank talk of sex and one character's open homosexuality. I'd say appropriate for upper-high school and adults.
I'm going to read more of this series. It has a "Mature content" sticker on the cover, probably because of the frank talk of sex and one character's open homosexuality. I'd say appropriate for upper-high school and adults.
Volume 1 jumped around too much between past and present, so it got a little confusing for a starting point. I really liked the storyline set in the past, and I wish there were more of it. Plus, with little to no explanation of what happened in between settings, I had no clue what was going on half the time. Promising enough to read the next few volumes, but not a great start.
I'd describe this a post-apocalyptic, in addition to being Transhumanist Cyberpunk, for reasons that I can't get too far into due to spoilers. The book has a bit of a rough start for it's first couple chapters. It's an interesting book though, and I'm definitely going to continue reading the series.
Story sets on a post-apocalyptic survival genre. Where a boy starts his beginnings in a deep exploration on his role in the new world. I can't really say much about this book because honestly the (above) description says it all. I really enjoyed the book, and it was a real eye opener. I'm not really into cyberpunk but the story is very engaging and keeps you wanting to read more.
It does have explicit content 18+ (Adult language + Graphic Content). Great art work, much reverence to the story, and thought provoking. I will definitely read on to Volume 2.
It does have explicit content 18+ (Adult language + Graphic Content). Great art work, much reverence to the story, and thought provoking. I will definitely read on to Volume 2.
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Manga, Manhua, and Manhwa Read in 2022
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Author Information
Awards and Honors
Awards
Series
Belongs to Publisher Series
Common Knowledge
- Canonical title
- Eden: It's an Endless World!, Volume 1
- Original publication date
- 1998
- People/Characters
- Elijah Ballard; Sophia; Colonel Khan; Helena; Kenji; Hana Mayor (show all 12); Ennoea Ballard; Maya; Aeons; Lane Morris; The Propater (political organization); NOMAD (mercenary organization)
- Important places
- Gnostia; Agnostia; Andes Mountains
- First words
- Hey... what kind of person was my father?
- Last words
- (Click to show. Warning: May contain spoilers.)Isn't that hilarious?
Classifications
- Genre
- Graphic Novels & Comics
- DDC/MDS
- 741.5952 — Arts & recreation Drawing & decorative arts Drawing Comic books, graphic novels, fotonovelas, cartoons, caricatures, comic strips History, geographic treatment, biography Asian Japanese
- LCC
- PN6790 .J33 .E5 — Language and Literature Literature (General) Literature (General) Collections of general literature Comic books, strips, etc.
- BISAC
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- Members
- 306
- Popularity
- 104,674
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- 12
- Rating
- (3.75)
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- 5 — English, French, German, Japanese, Portuguese
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- Paper, Ebook
- ISBNs
- 8
- ASINs
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