Nelson Rodrigues (1912–1980)
Author of A vida como ela é...
About the Author
Works by Nelson Rodrigues
O óbvio ululante: Primeiras confissões : crônicas (Coleção das obras de Nelson Rodrigues) (Portuguese Edition) (1993) 57 copies
A sombra das chuteiras imortais: Cronicas de futebol (Colecao das obras de Nelson Rodrigues) (Portuguese Edition) (1993) 33 copies
A menina sem estrela: Memórias (Coleção das obras de Nelson Rodrigues) (Portuguese Edition) (1993) 32 copies, 1 review
A cabra vadia: Novas confissoes (Colecao das obras de Nelson Rodrigues) (Portuguese Edition) (1995) 28 copies
Flor de obsessão: As 1000 melhores frases de Nelson Rodrigues (Coleção das obras de Nelson Rodrigues) (Portuguese Edition) (1997) 17 copies
A coroa de orquídeas e outros contos de A vida como ela é-- (Coleção das obras de Nelson Rodrigues) (Portuguese Edition) (1993) 15 copies
A vida como ela é - Box contendo os livros A vida como ela e... A vida como ela e... em 100 ineditos (2019) 5 copies
SO OS PROFETAS ENXERGAM O OBVIO 5 copies
BEIJO NO ASFALTO - GRAPHIC NOVEL 2 copies
Nelson Rodrigues Vestido de noiva 2 copies
O Bau de Nelson Rodrigues: OS Primeiros Anos de Critica E Reportagem (1928-35) (Portuguese Edition) (2004) 2 copies
A Mulher do Próximo 2 copies
literatura comentada 2 copies
TEATRO COMPLETO DE - MÍTICAS 1 copy
Nelson Rodrigues Três Peças 1 copy
A Tragédia dos Rovena 1 copy
79 Park Avenue 1 copy
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Common Knowledge
- Canonical name
- Rodrigues, Nélson
- Other names
- Flag, Suzana
Myrna - Birthdate
- 1912-08-23
- Date of death
- 1980-12-21
- Gender
- male
- Nationality
- Brazil
- Burial location
- Cemitério São João Batista, Botafogo, Cidade do Rio de Janeiro, Brasil
- Associated Place (for map)
- Brazil
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Reviews
Se Freud era o velho tarado de Viena como um professor meu o chamava, então Nelson Rodrigues era o velho tarado do Rio de Janeiro. Vejo muita proximidade entre Freud e Nelson, a maneira como eles demoliram a família tradicional através de seus escritos mesmo eles sendo bem caretas (há teorias que colocam Freud como demissexual), além de ambos sofrerem censura de seus escritos.
Em O Casamento Nelson esfacela lindamente a hipocrisia sexual da burguesia carioca dos anos 60, tem de tudo, show more orgia, pederastia, incesto, pedofilia, adultério, feminicídio... tudo sob a fachada da família tradicional brasileira que dois anos antes estava marchando pela ditadura junto com o próprio Nelson.
Veja bem, Nelson foi um notório filhote da ditadura, mesmo seu filho sendo preso e torturado pela mesma, mesmo O Casamento sendo o primeiro livro censurado pelo governo Castelo Branco, ele defendeu a ditadura até o fim. Isso não o torna um escritor menor, ele pode escrever seus livros de um ponto de vista moralista, mas foi um dos melhores de seu tempo, o absoluto prazer que é ler suas construções de frases! show less
Em O Casamento Nelson esfacela lindamente a hipocrisia sexual da burguesia carioca dos anos 60, tem de tudo, show more orgia, pederastia, incesto, pedofilia, adultério, feminicídio... tudo sob a fachada da família tradicional brasileira que dois anos antes estava marchando pela ditadura junto com o próprio Nelson.
Veja bem, Nelson foi um notório filhote da ditadura, mesmo seu filho sendo preso e torturado pela mesma, mesmo O Casamento sendo o primeiro livro censurado pelo governo Castelo Branco, ele defendeu a ditadura até o fim. Isso não o torna um escritor menor, ele pode escrever seus livros de um ponto de vista moralista, mas foi um dos melhores de seu tempo, o absoluto prazer que é ler suas construções de frases! show less
Esse mês a adaptação para cinema de Leon Hirszman para a peça A Falecida de Nelson Rodrigues está completando 60 anos, então aproveitei para relê-la. Tal peça consta no rol de suas tragédias cariocas, mas como tudo que escreveu também está embebido de psicologia, neste caso neuroses mil de todas personagens, o que torna Rodrigues tão único é o humor travestido de tragédia que ele injeta em seus escritos.
Um beijo, desejos escondidos, preconceitos nada velados, medo e suscetibilidade ao que os outros possam pensar ao mesmo tempo em que a ausência de temor do pensamento coletivo é uma liberdade. Em relativamente poucas páginas, Nelson Rodrigues entregou um texto complexo e repleto de nuances que é de dar inveja a diversos camalhaços que não tem sequer um personagem bem desenvolvido. Sinto falta de algo ainda meio intangível para mim, mas nada que diminua o brilhantismo da obra.
Ai gente, amo o Nelson Rodrigues, esse véio reacionário me faz rir quase tanto quanto a Hilda Hilst. Só fiquei decepcionada aqui porque o seu Noronha não pergunta quem foi que desenhou caralhinhos voadores na parede do banheiro como no filme do Neville d'Almeida.
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