Agustina Bessa-Luís (1922–2019)
Author of A Sibila
About the Author
Series
Works by Agustina Bessa-Luís
Adivinhas de Pedro e Inês 10 copies
A monja de Lisboa 5 copies
Um bicho da terra 4 copies
Longos Dias Têm Cem Anos 4 copies
Eugénia e Silvina : romance 2 copies
Dentes de Rato 2 copies
Prazer e Glória 2 copies
Apocalipse de Albrecht Durer 2 copies
Contos amarantinos 1 copy
Um bicho da terra 1 copy
Cividade 1 copy
Embaixada a Calígula 1 copy
?As ?fúrias: romance 1 copy
Kafkiana 1 copy
Os espaços em branco 1 copy
A corte do norte 1 copy
A Memória De Giz 1 copy
As Fúrias 1 copy
As Categorias 1 copy
Contos impopulares 1 copy
A bela adormecida 1 copy
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Common Knowledge
- Canonical name
- Bessa-Luís, Agustina
- Legal name
- Bessa, Maria Agustina Ferreira Teixeira
- Birthdate
- 1922-10-15
- Date of death
- 2019-06-03
- Gender
- female
- Occupations
- novelist
short story writer - Awards and honors
- Camões Prize (2004)
- Nationality
- Portugal
- Birthplace
- Vila Meã, Portugal
- Place of death
- Porto, Portugal
- Associated Place (for map)
- Portugal
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Reviews
"A má memória é essencial para escrever romances e para os poder viver; na vida e nos romances, tudo se repete", nos explica a autora logo no início, como que para deixar claro as dificuldades que ela mesma passou ao escrever esse livro. Passado na metade século XIX esse romance é baseado numa história real protagonizada por Camilo Castelo Branco como uma das pontas de um triângulo amoroso. Sem sexo, sem carícias, nem beijos o drama se desenrola como uma novela romântica ou uma show more tragédia grega mas também um tratado de psicologia. Transcorre muito mais na mente, na loucura e na razão que nos fatos. Não faltam passagens poéticas de grande beleza, e reconstruções um cotidiano do século XIX que surpreendem pelo olhar aguçado e pelas sutilezas que incorpora na narrativa. Baseado nas memórias dos protagonistas, reveladas em cartas, diários e outras obras, a autora relê tudo isso com descrença, buscando as verdades não ditas, as esquecidas, e também as alteradas pela vergonha a paixão e o orgulho. Não me agradou apenas quando a autora se mostra demais presente explicando e trazendo os dados e as fontes, principalmente na parte final do livro. Para mim tirou um pouco da mágica que nos tinha remetido quando caminhavámos junto aos personagens e de repente o autor sobe ao proscênio para explicar a história enquanto mantém os personagens congelados no fundo do palco à meia luz. Para finalizar deixo aqui a frase de Manuel Negrão, um dono de vinhas que já esteve na guerra " Quem distingue os vivos e os separa dos mortos? Eu podo minhas videiras como dantes cortava a garganta do inimigo: para não gelar de tristeza e não corar, porque as flores e os frutos que rebentam à minha volta não me dão alegria. Debaixo da luz mentirosa da Lua não vemos que o amor e o ódio mantêm entre eles um pacto amplo e constante. Respeitemos esse pacto e aqueles que o cumprem." show less
Em honra de Agustina Bessa-Luís (1922 - 2019)
Confesso que nunca havia lido Bessa-Luís, estava mais do que na hora de sanar esse delito, embora a conhecesse das colaborações frutíferas no cinema com Manuel de Oliveira, das quais geraram pelo menos duas obras-prima: Francisca e Vale Abraão.
Escrito nos anos 50, A Sibila conta a estória de uma mulher forte da primeira metade do século XX, solteira a vida toda, reergueu a fortuna da família sozinha, o que dá um tom todo especial à show more quebra de estereótipos de gênero num livro escrito nos anos 50, quando Beauvoir ainda estava começando a ser lida.
Dona de uma prosa escorreita e bem delineada não há sequer uma razão para que não me aprofunde nos escritos da autora, nem que eu refute a marca de ser considerada uma das grandes autoras portuguesas do século XX e que é criminosamente pouco editada no Brasil. show less
Confesso que nunca havia lido Bessa-Luís, estava mais do que na hora de sanar esse delito, embora a conhecesse das colaborações frutíferas no cinema com Manuel de Oliveira, das quais geraram pelo menos duas obras-prima: Francisca e Vale Abraão.
Escrito nos anos 50, A Sibila conta a estória de uma mulher forte da primeira metade do século XX, solteira a vida toda, reergueu a fortuna da família sozinha, o que dá um tom todo especial à show more quebra de estereótipos de gênero num livro escrito nos anos 50, quando Beauvoir ainda estava começando a ser lida.
Dona de uma prosa escorreita e bem delineada não há sequer uma razão para que não me aprofunde nos escritos da autora, nem que eu refute a marca de ser considerada uma das grandes autoras portuguesas do século XX e que é criminosamente pouco editada no Brasil. show less
"A Brusca" corresponds to a project with a less systematized approach, with the eponymous title of the first tale, with its forty pages. These tales are linked by the title, which reproduces the name of a site, a ruralism in connection with the portuguese territory contemplated already in "Mundo Fechado" (Closed World) (first novel published in 1948), and especially from "A
Sibyl" (1954), for a whole line of novels.
Portuguese is a very plastic language, difficult and ceremonial, but also very show more surprising for being so baroque. I can feel this baroqueness in all of Agustina's fiction. Is it possible to fully translate it to other languages? To my knowledge Agustina has never been translated to English. I think only the novel "A Sibila" was translated into German ("Die Sybille")
How will Agustina sound in English and German?
An excerpt from the tale "A Provinciana" (A Woman from the Sticks/Eine Frau aus der Provinz) to check it.
"A provinciana, em qualquer nação ou continente, é ainda fonte de surpresas, medida de invenção, reserva de cultura - porque a cultura, senhoras e senhores, não é outra coisa senão a frescura de imaginar, quando os outros comemoram coisas passadas. A cultura não se constrange à moldura duma civilização. É livre, obstinada no seu risco e na sua experiência."
("The provincial, in any nation or continent, is still a source of surprises, a measure of invention, a reserve of culture - because culture, ladies and gentlemen, is nothing more than the freshness of imagining, when others celebrate past things. Culture is not constrained to the frame of reference of a particular civilization. It is free, stubborn in its risk and in its experience.")
("Eine Frau aus der Provinz, egal in welchem Land oder Kontinent, ist noch immer ein Anlass zu Überraschungen, ein Appell an die Phantasie, ein Hort der Kultur - denn Jultur, meine Damen und Herren, ist nichts anderes als die Frische Fähigkeit, sich etwas Neues vorzustellen, wenn andere an Vergangenem festhalten. Die kultur zwängt sich nicht in den Rahmen einer bestimmten Zivilisation. Sie ist unabhängig, eigensinnig in ihrem Wagemut und in ihrer Experimentierfreude.")
You be the judge. Was it possible to translate Agustina's barouqueness?
This collection of tales is not the best representation of Agustina's work, but it's still a fine addition to her fiction. I just wish more people would read her in Portuguese. Maybe the fact that the Portuguese Publishing House "Relógio D'Água" bought her entire back catalogue things will change, and we'll start seeing her work being translated into other languages, namely English and German. show less
Sibyl" (1954), for a whole line of novels.
Portuguese is a very plastic language, difficult and ceremonial, but also very show more surprising for being so baroque. I can feel this baroqueness in all of Agustina's fiction. Is it possible to fully translate it to other languages? To my knowledge Agustina has never been translated to English. I think only the novel "A Sibila" was translated into German ("Die Sybille")
How will Agustina sound in English and German?
An excerpt from the tale "A Provinciana" (A Woman from the Sticks/Eine Frau aus der Provinz) to check it.
"A provinciana, em qualquer nação ou continente, é ainda fonte de surpresas, medida de invenção, reserva de cultura - porque a cultura, senhoras e senhores, não é outra coisa senão a frescura de imaginar, quando os outros comemoram coisas passadas. A cultura não se constrange à moldura duma civilização. É livre, obstinada no seu risco e na sua experiência."
("The provincial, in any nation or continent, is still a source of surprises, a measure of invention, a reserve of culture - because culture, ladies and gentlemen, is nothing more than the freshness of imagining, when others celebrate past things. Culture is not constrained to the frame of reference of a particular civilization. It is free, stubborn in its risk and in its experience.")
("Eine Frau aus der Provinz, egal in welchem Land oder Kontinent, ist noch immer ein Anlass zu Überraschungen, ein Appell an die Phantasie, ein Hort der Kultur - denn Jultur, meine Damen und Herren, ist nichts anderes als die Frische Fähigkeit, sich etwas Neues vorzustellen, wenn andere an Vergangenem festhalten. Die kultur zwängt sich nicht in den Rahmen einer bestimmten Zivilisation. Sie ist unabhängig, eigensinnig in ihrem Wagemut und in ihrer Experimentierfreude.")
You be the judge. Was it possible to translate Agustina's barouqueness?
This collection of tales is not the best representation of Agustina's work, but it's still a fine addition to her fiction. I just wish more people would read her in Portuguese. Maybe the fact that the Portuguese Publishing House "Relógio D'Água" bought her entire back catalogue things will change, and we'll start seeing her work being translated into other languages, namely English and German. show less
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