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Camilo Castelo Branco (1825–1890)

Author of Doomed Love

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About the Author

Image credit: from Wikipedia (engraving by Francisco Pastor)

Works by Camilo Castelo Branco

Doomed Love (1862) 556 copies, 6 reviews
The Fall of an Angel (1865) 163 copies, 7 reviews
A Brasileira de Prazins (1994) 73 copies, 2 reviews
Coração, Cabeça e Estômago (2003) 59 copies, 1 review
Amor de Salvação (1990) 44 copies, 3 reviews
Novelas do Minho (2006) 31 copies, 1 review
Eusébio Macário (1991) 26 copies
O retrato de Ricardina (1998) 23 copies
Doze casamentos felizes (1989) 19 copies
Mistérios de Lisboa (2005) 18 copies, 2 reviews
Maria Moisés (2005) 16 copies
O romance de um homem rico (1861) 13 copies
Vinte horas de liteira (2019) 13 copies
O Bem e o Mal (2003) 12 copies
Love of Perdition (2019) 11 copies
A filha do regicida (1990) 10 copies, 1 review
Memórias do Cárcere (2001) 9 copies
Carlota Ângela (2017) 9 copies
A sereia 9 copies
A Freira no Subterrâneo (2009) 8 copies
O Regicida (1990) 8 copies, 1 review
Onde está a Felicidade (1856) 8 copies, 1 review
Novelas do Minho II (1993) 8 copies
A filha do arcediago 7 copies, 1 review
O que fazem mulheres (2000) 7 copies
Mistérios de Lisboa - I (2013) 7 copies
Anátema (2016) 6 copies
A Doida do Candal (1990) 6 copies
A Viúva do Enforcado (1968) 6 copies
Cuentos portugueses (2013) 5 copies
Estrelas Propícias (2006) 5 copies
O Olho de Vidro (2005) 5 copies
Agulha em palheiro 5 copies, 1 review
O esqueleto 4 copies
Camilo Castelo Branco (2006) 4 copies
A Neta do Arcediago 4 copies, 2 reviews
A mulher fatal (1990) 4 copies
Maria da Fonte (1992) 4 copies
Mistérios de Lisboa II (2013) 4 copies
AMOR DE PERDIÇÃO (2018) 4 copies, 1 review
Novelas do Minho I (1999) 4 copies
O judeu 3 copies
as tres irmans 3 copies
O Cego de Landim (2008) 3 copies
A Filha do Doutor Negro 3 copies, 1 review
Cenas da Foz 3 copies
Mistérios de Lisboa (2010) 3 copies
MARIA MOISÉS (2008) 3 copies
Historia de Uma Porta (2009) 3 copies
Mystères de Lisbonne (2018) 2 copies
O Que Fazem Mulheres (2020) 2 copies
Um livro 2 copies
Romances Completos (2005) 2 copies
livro amor de perdição (1900) 2 copies
Noites de Lamego (1991) 2 copies
mosaico 2 copies
o olho de vidro 2 copies
Os mistérios de Lisboa (2010) 2 copies
A enjeitada 2 copies
O que Fazem Mulheres (2015) 2 copies
Vingança 2 copies
Mistérios de Lisboa III (2008) 2 copies
Senhor Ministro (1989) 2 copies
Amor de perdi©ʹ©Đo (2013) 1 copy
Scenas contemporaneas 1 copy, 1 review
O Romance Dum Homem Rico 1 copy, 1 review
Um Livro 1 copy
Amor de perdicao (2016) 1 copy
Histórias 1 copy
Horas de Paz 1 copy
Mistérios de Lisboa (2016) 1 copy
Estrellas Propícias (2013) 1 copy
O Morgado de Fafe (2018) 1 copy
o bem e o mal Ed. 2020 (2020) 1 copy
Amor De Salvaçâo (1997) 1 copy
Poesia 1 copy
Le cahier noir (2019) 1 copy
Crónicas 1 copy
nostalgias 1 copy
Ao Anoitecer da Vida (1999) 1 copy
O Judeu - Volume II 1 copy, 1 review
José do Telhado (1990) 1 copy
O Judeu II 1 copy
O Judeu I 1 copy
Dispersos 1 copy
Vingança 1 copy
O Degredado 1 copy
Fanny 1 copy
Luta De Gigantes (2006) 1 copy
Vinganca 1 copy
Le Juif (2022) 1 copy
Obras 1 copy
Anatema (2003) 1 copy
No title 1 copy

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Common Knowledge

Legal name
Correia Botelho, Camilo Ferreira Botelho Castelo-Branco, Viscomde de
Birthdate
1825-03-16
Date of death
1890-06-01
Gender
male
Education
seminary
at home
Occupations
novelist
playwright
essayist
Nationality
Portugal
Birthplace
Lisbon, Portugal
Places of residence
Lisbon, Portugal (birth)
Seide, Portugal (death)
Place of death
Seide, Portugal
Associated Place (for map)
Seide, Portugal

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Reviews

37 reviews
Principiar a história pelo fim, para que depois possamos aceitar como fim aquele princípio.

O final feliz, posto óbvio no título redentor, é tornado ainda mais óbvio pelo feliz final com que o livro abre. Menos óbvio é o porquê da felicidade como aquela experiência singela de paraíso doméstico que ali vemos retratada. Servem então as prometidas duzentas páginas de amor maldito para que nas poucas restantes possamos chegar à mesma conclusão.

Camilo, narrador na primeira pessoa show more que, num acaso, se reencontra com um velho conhecido dos seus tempos de estudante, deixa que os eventos sejam relatados por outrem, o amigo, sendo ele o primeiro leitor do próprio livro que temos nas mãos. A figura principal do romance, Afonso de Teive, surge-nos num quotidiano familiar plausível; todavia, a narração dos infortúnios pelos quais passou rapidamente o transformam noutro qualquer protagonista espalmado da literatura romântica sôfrega de excessos. A toada moralista é mais metafísica do que à partida se pode julgar. Camilo, nas páginas iniciais, alude-se a si mesmo como um escritor que não é suficientemente sério para escrever sobre moral. No entanto, e com mestria, a tanta de nos fazer esquecer estes detalhes, põe-nos na mão uma novela em tudo igual às outras do seu tempo, escondendo o tratado filósico nesse Auto Moralista de falso entreter. show less
Principiar a história pelo fim, para que depois possamos aceitar como fim aquele princípio.

O final feliz, posto óbvio no título redentor, é tornado ainda mais óbvio pelo feliz final com que o livro abre. Menos óbvio é o porquê da felicidade como aquela experiência singela de paraíso doméstico que ali vemos retratada. Servem então as prometidas duzentas páginas de amor maldito para que nas poucas restantes possamos chegar à mesma conclusão.

Camilo, narrador na primeira pessoa show more que, num acaso, se reencontra com um velho conhecido dos seus tempos de estudante, deixa que os eventos sejam relatados por outrem, o amigo, sendo ele o primeiro leitor do próprio livro que temos nas mãos. A figura principal do romance, Afonso de Teive, surge-nos num quotidiano familiar plausível; todavia, a narração dos infortúnios pelos quais passou rapidamente o transformam noutro qualquer protagonista espalmado da literatura romântica sôfrega de excessos. A toada moralista é mais metafísica do que à partida se pode julgar. Camilo, nas páginas iniciais, alude-se a si mesmo como um escritor que não é suficientemente sério para escrever sobre moral. No entanto, e com mestria, a tanta de nos fazer esquecer estes detalhes, põe-nos na mão uma novela em tudo igual às outras do seu tempo, escondendo o tratado filósico nesse Auto Moralista de falso entreter. show less
Raoul Ruiz's Mysteries of Lisbon draws the viewer in with an atmosphere of mystery created through the art of understatement, rich color tones, close-ups on objects that play an important role in the story, and an economy of words. After watching both the cinematic and the TV versions, all I wanted was to immerse myself more in the story. I'd heard that Camilo Castelo Branco's book, which Ruiz's film is based on, had a story line even more intricate than one could fit even into a show more six-hour-long screen production. The book, itself inspired by Eugène Sue's Mystères de Paris (which I haven't read), is indeed a page turner, but I wouldn't compare it to Balzac or Dickens. Frankly, I can see why it hasn't been widely translated. While the story itself is very engaging, what really bugged me throughout the book was the excessive sentimentality of the narrative: all the good characters in the novel are swooning left and right, melting in tears, and being physically overcome by emotion. This works well once or twice: but I think Ruiz manages to infuse such episodes with more mystery, make them more ambiguous. For instance, in the novel, the young boy is bedridden as a result of an excess of emotion, whereas in the movie, the cause of his illness is less clear, possibly related to an onset of epilepsy.

I won't attempt to summarize the plot line -- I think this is the main reward of this book, where the writing style is rather plain and (to further debunk any parallels to Balzac) replaces any philosophical insights with religious moralizing. Where it gets anywhere near Dickens is in the intricate network of relationships, doubled and tripled, between the different characters. It is said of the Bleak House that it is the one novel of Dickens' that leaves no loose ends: the same can be said of Mystères de Lisbonne: all characters you encounter turn out to have crossed each other's paths in the past and do so again as the story unfolds, and a past action of one character would have influenced the life of another, often in surprising ways.

Rather than a translation into English, what I would love to see a talented novelist do is to rewrite the story by omitting all the sentimentalism and all the pious moralizing, and bring to it a bit more depth of thought, the way Raoul Ruiz did it on screen.
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½
Camilo is a great writer, though he is hopelessly bound by the romanticism of the time. This is the pinacle of Portuguese romanticism, probably one of the most outrageously romantic European novels of the 19th century (along with Goethe's Werther). The drama verges on the silliness. Yes, everything conjures up to separate them and, yes, they'd rather die than live apart. Not something to read if you're thoroughly modern.

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