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About the Author

Series

Works by Afonso Cruz

The Books that Devoured My Father (2011) 93 copies, 4 reviews
Vamos Comprar um Poeta (2016) 78 copies, 1 review
Jesus Cristo bebia cerveja (portugais) (2012) 73 copies, 1 review
Kokoschka's Doll (2010) 55 copies, 3 reviews
Para Onde Vão Os Guarda-Chuvas (2013) 47 copies, 1 review
Flores (Portuguese Edition) (2015) 46 copies, 2 reviews
O Vício dos Livros (2021) 33 copies
O Pintor Debaixo Do Lava-Loiças (2011) 25 copies, 1 review
A Carne de Deus (2008) 4 copies
Barafunda (2015) 4 copies
O vício dos Livros II (2025) 3 copies
Capital (2014) 3 copies
LLEVAME CON TU LIDER (2023) 3 copies
O prazer da leitura — Author — 2 copies
Contos imperfeitos (2015) 2 copies
O Flautista de Hamelin (2013) 2 copies
Kupit ćemo pjesnika (2019) 2 copies
O Abençoado * As Súplicas 2 copies, 1 review
Knjiga godine (2017) 2 copies
Poemas 1 copy
Fábrica de criadas (2025) 1 copy
Cvijeće (2018) 1 copy
Ni svi kitovi ne lete (2020) 1 copy
O abençoado 1 copy
A Flor e o Peixe (2022) 1 copy

Associated Works

Bichos diversos em versos: poesia infantil (2008) — some editions — 5 copies
Inéditos Expresso — Author — 3 copies

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Birthdate
1971
Gender
male
Nationality
Portugal
Birthplace
Figueira da Foz, Portugal
Associated Place (for map)
Figueira da Foz, Portugal

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22 reviews
Szeretem azokat a regényeket, amelyek írókról, írásról szólnak. Olyan családiasak. Leül az író meg az olvasó, és arról beszél, ami valójában érdekli őket: az irodalomról. Hogy milyen határtalan, milyen gazdag, milyen satöbbi. Persze van ebben némi bűnös zártság, hisz valljuk meg, az irodalom valójában elég kevés embert érdekel. Amíg az ember könyvesboltban dolgozik, ezt talán észre sem veszi, de ha már nem, hirtelen nagyon feltűnővé válik. Szóval az show more elitizmus árnyéka vetül az efféle szövegekre, holmi önkényeztetéshez hasonlatos, de hát kit érdekel. Irodalom az irodalomért.

Azért szögezzük le, ez a téma csak minden hájjal megkent íróféléknek való. Mert az efféle szöveg lényegében bűvésztrükk: mivel az írás témája ilyenkor az írás mikéntje maga, a szöveg szükségképpen önmagáról szól, saját farkába harap, ha pedig az alkotó nem figyel, üres mogyoróhéj lesz a mű, tartalmatlan játék, ami az ember egyik szemén be, a másikon ki. (Már ha ez kivitelezhető egyáltalán anatómialiag.) Szerencsére Cruz igazi ravaszdi. Megvan benne az a nagyvonalú mesélőkedv és a finom humor, ami elevenséggel tölti meg ezt az önmagáért való szövegkorpuszt. Élvezi az írást, látható kedvvel terelgeti ezeket az alapvetően párhuzamosan futó történetszálakat, hogy azok aztán mégse a végtelenben, hanem a cselekményen belül találkozzanak. És ha egy író élvezi az írást, akkor az olvasónak is könnyebben megy.



Különben ő Kokoschka. Aki amúgy nem szerepel a könyvben. Igaz, megemlítik. Őt, meg a babáját, Annát, akit a festő szerelme képére alkotott, mint annak megszólalásig hasonló mását, és megkísérelte eljátszani, hogy a baba maga a szerelme, senki más. És végtére is mi más az irodalom, ha nem ez? Az író megír egy csomó babát, mi meg úgy teszünk, mintha nem is babák volnának, hanem emberek. És ha jól végzi a dolgát, akkor örömmel teszünk úgy.
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Belíssimo trabalho de Afonso Cruz. Um livro que apesar de se enquadrar no âmbito da literatura juvenil, todos gostaríamos de ter lido quando por lá passámos, como não foi possível (o livro é de 2010), não deixa de criar o seu efeito, transportando-nos até essa, nossa, época, de certo modo rejuvenescendo-nos por dentro. Para a sua audiência é um livro especial, por ser capaz de trabalhar o impulso para a leitura, por via da curiosidade que o autor vai instigando no leitor, por show more via do desfolhar de várias obras, desde grandes aventuras a grandes clássicos. Cruz leva-nos numa aventura bem talhada e emoldurada, suportada pelas Ilhas do Tesouro e do Dr. Moreau, passando por autores como Dostoievski e Bradbury, ou ainda Calvino e Borges. A cada nova cena, um novo livro, sendo que Cruz não se limita a tratar o fundo do mesmo, mas antes a usar o mesmo para o expandir, expandido as memórias de quem os leu, e instigando a ler, quem não os leu.

É um texto curto e simples, mas que nunca se simplifica em excesso por menosprezo das capacidades dos seus leitores. Aliás podemos dizer que a elaboração progride ao longo do livro, chegando mesmo a desenvolver alguns temas mais complexos, existenciais e identitários, que se entrosam e crescem a partir das discussões que os livros visitados vão estimulando.
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Não Foi o meu primeiro livro de Afonso Cruz. Mas foi como se fosse. O vício dos livros é completamente diferente.
Este deixa nos a pensar. Muito.
Não sei bem explicar o que sinto depois desta leitura, mas vou tentar destacar alguns pontos essenciais:

- tive momentos em que não consegui parar de ler, tal a forma como me captou todos os sentidos. Fui transportado para outra dimensão, como se o mundo dos vivos que conhecemos tivesse ficado noutro plano.

- momentos de profunda tristeza show more quando nos colocamos na alma de Tristan e aquela absurda falta de motivação. Quantos de nós não nos sentimos assim , tantas vezes desiludidos com a vida.

- ou quando sentimos Gould e aquela indiscritível dor de quem secamente amputado pela falta de quem ama. É muito duro e nestes momentos também nós vamos abaixo, absorvidos por esse turbilhão de sensações.

- adoro as referências à música, à arte, à pintura. Sim, a literatura ganha sempre quando bebe noutras referências artísticas.

- Se a narrativa é fácil de acompanhar? Não. Para mim não foi. Acabei o livro com no a certeza de que o vou ler outra vez, e que dessa nova aventura, sim, vou conseguir beber de toda a riqueza do livro.

- senti me atordoado, como se tivesse sido atingido por um tremor de terra mental… abanei, abanei, fiquei cheio de alertas para a vida, que tantas vezes não valorizamos o que temos. E se fosses tu que ficasses sem a tua Natasha e lhe ligasses todos e todos os dias sempre à espera que voltasse?
E se visses a morte ao teu lado e todos os dias te lembrasse que estava ali, contigo… ?
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O Livro Princípio de Karenina, de Afonso Cruz, foi um livro que adorei. Parte do princípio de Anna Karenina (romance de Tolstoi sobre a felicidade/infelicidade, e de uma derivação anterior de Aristóteles, sobre a bondade e a maldade), construindo-se uma história que contraria, de alguma maneira, este princípio. Nem todas as famílias felizes se parecem, nem todas as infelizes são infelizes à sua maneira, porque, e passo a citar “…a felicidade não obedece a essas regras. Estar show more no lugar errado pode ser fonte de felicidade (…) Disposições imperfeitas, cada uma à sua maneira, mas felizes, cada uma à sua maneira (…) As famílias felizes terão de ser imperfeitas (ou seja, diferentes umas das outras), é impossível ser feliz sem dor (…) Sem desequilíbrio, nada se move”.
A história que nos permite chegar a estas conclusões é a do narrador, que fala para a sua filha, que não conhece e a quem conta a história da sua vida. Conta-lhe sobre si, desde criança, uma criança disforme;sobre os seus pais, como o pai fechava a sua vida dentro das janelas de casa e não gostava que o filho saísse, erguendo sempre muros de silêncio à sua volta, muito recatado, tradicional, afinal, porque, segundo o filho, tinha medo de tudo, tinha medo do que não conhecia, tinha medo do mundo. O pai ter-lhe-á incutido estes princípios e o medo de sair da aldeia. A mãe revela-lhe as costuras do Mundo, ela que sempre gostou da sua deformidade, mimando-a com suavidade. A mãe gostava de cantar, dizia que não cantava sozinha, pois considerava que cantava com diversas pessoas, através da rádio, numa espécie de comunhão, especialmente mulheres que, nas suas lides domésticas cantavam para engolir o choro. Conta sobre o seu amigo Dois Metros, que se chamava assim porque, na infância, parecia que atingiria uma altura excecional. Mas, afinal, ficou com pouco mais de 1,65 m, continuando, no entanto, sempre com a mesma alcunha. Conta das suas aventuras, das desavenças constantes.
A Fernanda da Farmácia foi, desde cedo, a sua grande paixão; mas, na altura, a sua noção de amor era uma noção de propriedade, algo que se constrói, devendo a escolha ser racional e não passional. Mas entre os dois havia a sombra de um rapaz perfeito, o Arnaldo da Herdade Nova. Desde que este lhe sussurrara ao ouvido que ela não prestava, que esta ideia o fez perder o interesse que tinha anteriormente por ela e será determinante para a indiferença com que a tratará mais tarde, quando se casa com ela. Quem começa a trabalhar em casa deles é a que será a mãe da sua filha, que lhe terá aberto as janelas, uma mulher oriental, de uma “beleza incomodativa”. Quando ela engravidou, mentalizou-se de que ia deixar a mulher e ficar com a mãe da sua filha. Mas foi adiando. E quando ela se foi embora, prometeu ir ter com ela, mas foi novamente adiando…. Terá ele ido ter com a mãe da sua filha? Como terá corrido este reencontro?
Um livro fabuloso, no qual é impossível não assinalar passagens de uma grande beleza. Uma história muito bem concebida e que vale a pena ler com atenção.
O Princípio de Karenina de Afonso Cruz é a minha sugestão de leitura desta semana, eu que sou a Célia Gil.
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