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Antero de Quental (1842–1891)

Author of Os sonetos completos

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About the Author

Image credit: afilosofia

Works by Antero de Quental

Os sonetos completos (1993) 44 copies, 1 review
Sonetos (1994) 39 copies, 1 review
Odes Modernas (1996) 10 copies
As Fadas (2000) 7 copies
Poesia Completa (2001) 6 copies
Antologia (1991) 6 copies
Primaveras Românticas (2001) 5 copies, 1 review
Poesia completa (1991) 3 copies
Sonnets and Poems (2022) 3 copies
Poesia E Prosa (1940) 2 copies
Sonetos selectos (1998) 1 copy
Os Sonetos 1 copy
Tourment de l'idéal (1998) 1 copy
Zara 1 copy
Poesias 1 copy
A Geração de 70: Sonetos 1 copy, 1 review
O Bacharel José (2005) 1 copy
Odes Modernas Livro 1 (1994) 1 copy
Veneza 1 copy

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Common Knowledge

Legal name
Quental, Antero Tarquinio de
Birthdate
1842-04-18
Date of death
1891-09-11
Gender
male
Occupations
poet
Nationality
Portugal
Places of residence
Ponta Delgada, Azores (birth | death)
Associated Place (for map)
Ponta Delgada, Azores

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Reviews

5 reviews
Já fazia uns bons anos desde que, pela primeira vez, havia lido os sonetos de Antero de Quental. Na altura, sem grande experiência quer na leitura de poesia, quer na poesia de Antero, lembro-me de ter ficado positivamente impressionado, e às vezes, até, arrebatado, com as impressões que dessa leitura guardei.

Hoje, mais velho, e também mais experiente por conta de ter tido muito mais contacto com outros poetas, não posso dizer que fui tomado pelo mesmo arrebatamento dessa minha show more primeira leitura; contudo, hoje reconheço, porque finalmente identifico, a grande cultura filosófica por detrás do pensamento deste sombrio autor.

O pessimismo schopenhauriano subjaz a mundivisão do poeta; um darwinismo spenciariano, que hoje sabemos algo ingénuo, dar cor, aqui e além, a algum do seu alento; e ecos de um orientalismo tomado por empréstimo num diáfano nó o prendem ao mundo de cá que o separa do abismo.

Se hoje os sonetos quentalianos já não me arrebatma, certo é que hoje posso com muito mais segurança recomendar a sua leitura. Independe do que diga realçar os seus méritos, pois quem quer que em dúvida se ache perante tal tarefa, certo é que Quental vale a leitura — a prová-lo está a sua duradoura influência.
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Nas Duas Palavras com que Antero de Quental prefacia esta obra, lê-se: “Se me perguntarem porque publico estes versos [...] cujo merecimento moral (salvo a moralidade íntima da intenção, a sinceridade no sentimento) é talvez ainda inferior ao merecimento literário — responderei: porque não me envergonho de ter sido moço.” Sabemo-nos assim diante não do Antero dos sonetos, do Antero que com justiça se tornou figura literária primeira no século em que viveu, mas do Antero show more moço que, como moço, deu azo à sua verve poética com um toque de elegância e savoir faire que prenuncia já o Antero que de renome nos ficou.

Todavia, e não só por ser moço, mas também por conta do espírito romântico de que estava tomado, alguns dos poemas têm um tanto de patético, dum querer colocar-se em bicos de pé literário, que, com franqueza, não valem o tempo que neles se gasta a lê-los. Fosse assim toda a compilação e o livro melhor ficaria na estante a ganhar pó, merecendo o pó que o cobrisse. Felizmente, e por ser Antero, aqui e além descobrem-se já várias pérolas, anunciando aquela que será depois a sua voz, numa justa demonstração de lucidez artística que assim lhe permite romper com o outro tanto de mediocridade juvenil.

Seja como for, e havendo tanto de tão boa poesia portuguesa para se conhecer, não é grande o prejuízo de se adiar a visita a estas Primaveras para outras primaveras que nunca virão.
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Por pouco não desisti desse livro, ele já começa com um prefácio escrito por um macho chato do caralho que é melhor nem comentar, para em seguida adentrar nos primórdios da poesia de Quental que basicamente consistia em sonetos de um fanático religioso. Sem saber se aquilo duraria por todo o livro, olhei mais adiante para sabê-lo e felizmente havia sonetos muito bons conforme o autor ia amadurecendo. Portanto, por mais insuportável que esse livro pareça num primeiro olhar, show more persevere, porque conseguimos adentrar uma saraiva de belos poemas. show less

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