Pierre Choderlos de Laclos (1741–1803)
Author of Les Liaisons Dangereuses
About the Author
Works by Pierre Choderlos de Laclos
Les Liaisons dangeureuses (édition avec notes): précédées de l'éducation des femmes (French Edition) (2016) 2 copies
Les Liaisons dangereuses (Edition pédagogique): Dossier thématique : Les Femmes et la société (2017) 1 copy
Опасни връзки 1 copy
I pericoli delle passioni 1 copy
℗Le℗relazioni pericolose 1 copy
Farliga förbindelser eller I en societet insamlade och publicerade brev till rättesnöre för vissa andra (2025) 1 copy
DE L’ÉDUCATION DES FEMMES (Édition intégrale des trois textes : Discours, essai et programme d'éducation par la lecture + notes autour de… (2017) 1 copy, 1 review
AS RELAÇÕES DE SANGUE 1 copy
Fiche de lecture Les Liaisons dangereuses de Laclos (Analyse littéraire de référence et résumé complet) (2017) 1 copy
As rela©ʹ©æes perigosas 1 copy
Legături primejdioase 1 copy
1962 1 copy
Les Liaisons Dangereuses 1 copy
Associated Works
The Graphic Canon, Vol. 1: From the Epic of Gilgamesh to Shakespeare to Dangerous Liaisons (2012) — Contributor — 304 copies, 7 reviews
The Libertine Reader: Eroticism and Enlightenment in Eighteenth-Century France (1997) — Contributor — 71 copies
Profil D'une Oeuvre: Laclos: Les Liaisons Dangereuses (French Edition) (1992) — Contributor — 4 copies
Tagged
Common Knowledge
- Canonical name
- Laclos, Pierre Choderlos de
- Legal name
- Choderlos de Laclos, Pierre Ambroise François
- Birthdate
- 1741-10-18
- Date of death
- 1803-09-05
- Gender
- male
- Education
- École royale d'artillerie de La Fère
- Occupations
- soldier
novelist
diplomat - Organizations
- French Army
- Short biography
- Pierre Choderlos de Laclos was supposed to be helping to construct fortifications against the British on the west coast of France in 1779 but he spent most of his time writing his experimental novel, "Les Liaisons Dangereuses." The book was published in four volumes in 1782, becoming an immediate bestseller. A few years later, he left the army to become a diplomat and administrator in the Ministry of War. He spent some time in prison after the French Revolution and after meeting Napoleon Bonaparte, was reinstated in the army as a Brigadier General and artillery expert. Although considered scandalous in its day, "Liaisons" went on to heavily influence the works of many subsequent writers.
- Cause of death
- Dysentrie et Paludisme
- Nationality
- France
- Birthplace
- Amiens, Picardy, Kingdom of France
- Places of residence
- Amiens, France
- Place of death
- Taranto, Kingdom of Two Sicilies
- Burial location
- St. Francis Convent, Taranto, Italy (Tomb destroyed, 1815, remains dispersed)
Members
Discussions
Les Liaisons Dangereuses - translations in Book talk (November 2011)
Group Read: Dangerous Liaisons in 1001 Books to read before you die (August 2009)
Reviews
I might never have read this book if I hadn't joined a book club, and I really would have missed out. I'd expected to have to slog my way through, but not at all. I was drawn in right from the beginning.
The aristocratic Marquise de Merteuil and Vicomte de Valmont were once lovers, and have remained friends. They take pride in their heartlessness and amuse themselves by seducing and ruining the vain, the naive and the virtuous. To please the Marquise, who wants revenge on a former lover, show more Valmont carries out a campaign to seduce the ex-lover's fifteen year-old fiancee, Cecile, who has just left the convent. Normally the daughters of the aristocracy remain cloistered in the convent right up until the last moment, but Cecile is at her mother's house because the wedding has been postponed, so she is at risk. On his own account, Valmont plans to seduce the Presidente Tourval, a virtuous, religious woman.
This is an epistolary novel. Valmont and Merteuil plan their detailed, long-range, intricate campaigns by letter and manage to get hold of their victims' letters as well, so they can measure their progress, plan their next moves, and amuse themselves at their victims' naivete. At the same time, Valmont and Merteuil are trying to manipulate and dominate one another, and this is what leads to their downfall.
I read the Penguin Classic edition, translated by Helen Considine. Very easy to read. show less
The aristocratic Marquise de Merteuil and Vicomte de Valmont were once lovers, and have remained friends. They take pride in their heartlessness and amuse themselves by seducing and ruining the vain, the naive and the virtuous. To please the Marquise, who wants revenge on a former lover, show more Valmont carries out a campaign to seduce the ex-lover's fifteen year-old fiancee, Cecile, who has just left the convent. Normally the daughters of the aristocracy remain cloistered in the convent right up until the last moment, but Cecile is at her mother's house because the wedding has been postponed, so she is at risk. On his own account, Valmont plans to seduce the Presidente Tourval, a virtuous, religious woman.
This is an epistolary novel. Valmont and Merteuil plan their detailed, long-range, intricate campaigns by letter and manage to get hold of their victims' letters as well, so they can measure their progress, plan their next moves, and amuse themselves at their victims' naivete. At the same time, Valmont and Merteuil are trying to manipulate and dominate one another, and this is what leads to their downfall.
I read the Penguin Classic edition, translated by Helen Considine. Very easy to read. show less
— Por enquanto, para ser breve, basta parafrasear o posfácio do Carlos Drummond ao traduzir o Laclos: "E como escrevia bem esse danado…".
— A sequência narrativa final, a sucessão de cartas, bilhetes, cenas e imagens, é acelerada e impactante, ao ponto de fazer o leitor devorar todas as correspondências com avidez, buscando aquele nome, aquele remetente específico, aquela voz tão próxima e agora tão diversa.
Ao fechar o livro, a única reclamação que tenho é que tão imerso show more fiquei na história que queria mais cartas do Visconde e da Marquesa, estes foram tão estilisticamente superiores, moralmente amórficos, narrativamente instigantes, que em certas partes tornavam todas as outras cartas (e personagens) menos palatáveis. Mas, mesmo isso, na sequência final, é corrigido pelo Laclos, onde a situação em que se encontram todos nossos atores, faz com que todas as cartas, de todas personagens, tornem-se igualmente importantes, e um pequeno bilhete, ou o devolvimento de uma carta meramente riscada, tornem-se impactativas e grandiosas.
Uma em específico me pegou bastante, para não entrar muito em detalhes aqui, é uma carta fruto de um delírio, destinada à ninguém em específico, mas, ao mesmo tempo a todos; onde uma confissão reveladora é suprimida não por medo da repreensão, mas por medo de uma possibilidade de perdão.
Literatura finíssima, da mais alta qualidade. Provavelmente o melhor que lerei no ano.
Anotações Anteriores:
— Fim da Parte Terceira
— Esse livro realçou e sublinhou algo que em mim já ia consolidando-se: quando se trata da arte literária, o tema é uma unha, uma cutícula, uma epiderme. Não há temas superiores, não há necessidade de temas grandiosos ou grandiloquentes, basta um bom estilo e uma boa forma.
Se eu, delegando a leitura, buscasse por uma sinopse, resumo ou recomendação desse livro aqui, dado sua temática, que me interessa minimamente, eu passaria reto pela prateleira sem nem olhar para os lados; se acrescentassem que além do jogo de sedução, tratasse também de corrupção, ambiguidade, hipocrisia moral e social, eu viraria a cabeça para vê-lo, mas, ainda sim manteria a distância; e perderia um livro ímpar. Depender somente do interesse é um erro.
É lendo-o — não diga… — que ele se sobressaí, é no estilo meticulosamente cravejado do Laclos, moldando-se e adequado-se a cada voz, a cada carta, a cada sentimento que se sobressaí, a cada olhar frio e ação manipuladora. Um criado, por exemplo, que além de uma breve citação na primeira ou segunda parte, passa-se por totalmente trivial, quando o Laclos mostra uma primeira carta sua, no entanto, o homem adquire uma voz singular e uma personalidade vívida, sem exposição ou descrição, numa resposta de trabalho formal!; revela astúcia, revela subordinação, mas não submissão, revela — ao recusar a ordem de se infiltrar na criadagem de uma Presidenta — esnobismo para com outros criados da noblesse de robe (nobreza adquirida), serviçais de hierarquia inferior e uniforme específico, que ele recusa em ultimato a vestir; é quase um indicativo claro, quando permanece mesmo que ligeiramente na mão do Laclos, a persoagem adquire se não potência, camadas.
E nisso me refiro a só uma carta, de uma personagem, digamos que, menos que secundário. Não há nem como entrar, com brevidade, no Visconde e na Marquesa, que nesse ponto, você já começa a pegar não só a dicção, mas o caráter enganoso da linguagem libertina que ambos utilizam, irônica, dissimuladora; ou, quando trocam de voz intencionalmente, a fim de enganar e manipular; ou quando tornam-se grandiosos, heroicos, mitológicos, e religiosamente eloquentes para narrar suas conquistas, contrapondo, no caso do Visconde, um ato vil com uma linguagem fina; ou ainda, estratégicos, maquiavélicos, racionalistas, engenhosos e meticulosos, para narrar seus planos e inclinações.
- Queria entrar em detalhe de uma cena específica dessa parte três, um abuso, que feita uma leitura enviesada, não levando as nuances em consideração, pode ser bastante problemática. Mas, já divaguei demais e deixo aqui marcado para expandir essa questão quando for escrever a resenha em si.
— Fim da parte dois; duzentas páginas adentro.
— É como se O Príncipe de Maquiável se encontrasse com A Arte da Guerra do Sun Tzu, só que pautando, em vez da guerra, as relações amorosas e desejosas da burguesia francesa. A história de corrupção, dissimulação, sedução, narrada em epístolas, a primeira vista, não me atraiu nenhum pouco. No entanto, a condução do Laclos, sua maneira de encadear e construir cenas, remontá-las, recriá-las, tudo a partir de diminutas cartas em primeira pessoa (com algumas ligeiras intromissões do Laclos-Editor); e a sua escrita carregada, mas elegante, cheia de minúcias, tornam a leitura muito prazerosa, apesar de certa repetição.
— Sinceramente, não fosse pelo estilo do Laclos, eu não passaria das primeiras vinte páginas, ou das primeiras cartas excessivamente românticas e blasés dos adolescentes ingênuos que tornam-se joguetes nas mãos dos personagens principais. No entanto, a escrita é tão boa, que me deixo conduzir pelo autor, e seja lá o que venha adiante e para onde ele levará o enredo, sei que dificilmente vai ser ruim. Ele sabe o que está fazendo, isso fica claro.
— As duas cenas mais memoráveis dessa primeira parte, são, a primeira, uma carta afetada e cheia de duplo-sentido, onde o Laclos monta uma cena aos pedaços para que o leitor reconstrua, a partir de correspondências anteriores, todo um cenário e situação específica em que essa carta foi escrita: uma personagem que declara seu amor à uma outra mulher enquanto utiliza as nádegas de uma prostituta como “mesa” para grafia.
A segunda, é quando uma personagem recebe uma carta, e temos toda a descrição do espanto, vergonha, raiva, e outras emoções sentidas ao lê-la. Temos também, a descrição do observador que também é o correspondente; e em seguida, lemos a mesma carta, isolada, vemos seu conteúdo, e remontamos a imagem mental, remontamos perfeitamente a cena através do seu conteúdo, numa união de forma e estilo potencialmente fortíssima, que você só pega quando em fluxo com o livro. show less
— A sequência narrativa final, a sucessão de cartas, bilhetes, cenas e imagens, é acelerada e impactante, ao ponto de fazer o leitor devorar todas as correspondências com avidez, buscando aquele nome, aquele remetente específico, aquela voz tão próxima e agora tão diversa.
Ao fechar o livro, a única reclamação que tenho é que tão imerso show more fiquei na história que queria mais cartas do Visconde e da Marquesa, estes foram tão estilisticamente superiores, moralmente amórficos, narrativamente instigantes, que em certas partes tornavam todas as outras cartas (e personagens) menos palatáveis. Mas, mesmo isso, na sequência final, é corrigido pelo Laclos, onde a situação em que se encontram todos nossos atores, faz com que todas as cartas, de todas personagens, tornem-se igualmente importantes, e um pequeno bilhete, ou o devolvimento de uma carta meramente riscada, tornem-se impactativas e grandiosas.
Uma em específico me pegou bastante, para não entrar muito em detalhes aqui, é uma carta fruto de um delírio, destinada à ninguém em específico, mas, ao mesmo tempo a todos; onde uma confissão reveladora é suprimida não por medo da repreensão, mas por medo de uma possibilidade de perdão.
Literatura finíssima, da mais alta qualidade. Provavelmente o melhor que lerei no ano.
Anotações Anteriores:
— Fim da Parte Terceira
— Esse livro realçou e sublinhou algo que em mim já ia consolidando-se: quando se trata da arte literária, o tema é uma unha, uma cutícula, uma epiderme. Não há temas superiores, não há necessidade de temas grandiosos ou grandiloquentes, basta um bom estilo e uma boa forma.
Se eu, delegando a leitura, buscasse por uma sinopse, resumo ou recomendação desse livro aqui, dado sua temática, que me interessa minimamente, eu passaria reto pela prateleira sem nem olhar para os lados; se acrescentassem que além do jogo de sedução, tratasse também de corrupção, ambiguidade, hipocrisia moral e social, eu viraria a cabeça para vê-lo, mas, ainda sim manteria a distância; e perderia um livro ímpar. Depender somente do interesse é um erro.
É lendo-o — não diga… — que ele se sobressaí, é no estilo meticulosamente cravejado do Laclos, moldando-se e adequado-se a cada voz, a cada carta, a cada sentimento que se sobressaí, a cada olhar frio e ação manipuladora. Um criado, por exemplo, que além de uma breve citação na primeira ou segunda parte, passa-se por totalmente trivial, quando o Laclos mostra uma primeira carta sua, no entanto, o homem adquire uma voz singular e uma personalidade vívida, sem exposição ou descrição, numa resposta de trabalho formal!; revela astúcia, revela subordinação, mas não submissão, revela — ao recusar a ordem de se infiltrar na criadagem de uma Presidenta — esnobismo para com outros criados da noblesse de robe (nobreza adquirida), serviçais de hierarquia inferior e uniforme específico, que ele recusa em ultimato a vestir; é quase um indicativo claro, quando permanece mesmo que ligeiramente na mão do Laclos, a persoagem adquire se não potência, camadas.
E nisso me refiro a só uma carta, de uma personagem, digamos que, menos que secundário. Não há nem como entrar, com brevidade, no Visconde e na Marquesa, que nesse ponto, você já começa a pegar não só a dicção, mas o caráter enganoso da linguagem libertina que ambos utilizam, irônica, dissimuladora; ou, quando trocam de voz intencionalmente, a fim de enganar e manipular; ou quando tornam-se grandiosos, heroicos, mitológicos, e religiosamente eloquentes para narrar suas conquistas, contrapondo, no caso do Visconde, um ato vil com uma linguagem fina; ou ainda, estratégicos, maquiavélicos, racionalistas, engenhosos e meticulosos, para narrar seus planos e inclinações.
- Queria entrar em detalhe de uma cena específica dessa parte três, um abuso, que feita uma leitura enviesada, não levando as nuances em consideração, pode ser bastante problemática. Mas, já divaguei demais e deixo aqui marcado para expandir essa questão quando for escrever a resenha em si.
— Fim da parte dois; duzentas páginas adentro.
— É como se O Príncipe de Maquiável se encontrasse com A Arte da Guerra do Sun Tzu, só que pautando, em vez da guerra, as relações amorosas e desejosas da burguesia francesa. A história de corrupção, dissimulação, sedução, narrada em epístolas, a primeira vista, não me atraiu nenhum pouco. No entanto, a condução do Laclos, sua maneira de encadear e construir cenas, remontá-las, recriá-las, tudo a partir de diminutas cartas em primeira pessoa (com algumas ligeiras intromissões do Laclos-Editor); e a sua escrita carregada, mas elegante, cheia de minúcias, tornam a leitura muito prazerosa, apesar de certa repetição.
— Sinceramente, não fosse pelo estilo do Laclos, eu não passaria das primeiras vinte páginas, ou das primeiras cartas excessivamente românticas e blasés dos adolescentes ingênuos que tornam-se joguetes nas mãos dos personagens principais. No entanto, a escrita é tão boa, que me deixo conduzir pelo autor, e seja lá o que venha adiante e para onde ele levará o enredo, sei que dificilmente vai ser ruim. Ele sabe o que está fazendo, isso fica claro.
— As duas cenas mais memoráveis dessa primeira parte, são, a primeira, uma carta afetada e cheia de duplo-sentido, onde o Laclos monta uma cena aos pedaços para que o leitor reconstrua, a partir de correspondências anteriores, todo um cenário e situação específica em que essa carta foi escrita: uma personagem que declara seu amor à uma outra mulher enquanto utiliza as nádegas de uma prostituta como “mesa” para grafia.
A segunda, é quando uma personagem recebe uma carta, e temos toda a descrição do espanto, vergonha, raiva, e outras emoções sentidas ao lê-la. Temos também, a descrição do observador que também é o correspondente; e em seguida, lemos a mesma carta, isolada, vemos seu conteúdo, e remontamos a imagem mental, remontamos perfeitamente a cena através do seu conteúdo, numa união de forma e estilo potencialmente fortíssima, que você só pega quando em fluxo com o livro.
The psychological battle between the Machiavellian, sociopathic protagonists reads like a spy thriller. The way that the letters the story is told through become part of the story themselves is cool. The melodramatic missives of the people being manipulated, on the other hand, seem very old-fashioned and too conventional. But overall, a compelling page-turner that surprised me with its interest and relevance.
My first reread of the year was this 18th century scandalous classic. The book is entirely epistolary, which I always think is impressive for an author to manage. They have to work out location, keeping characters apart so that letters are necessary, and also create a unique voice for each character. I think Laclos does a very good job with this. He creates characters that are "evil" but also have so much life and wit that you can't help enjoying them. Both times I read this, I was actually show more sort of sad at the ending, where everyone sort of gets what is coming to them.
I do think the book drags a bit in the middle, and the letters between Valmont and the righteous Presidente de Tourvel are intolerably annoying. But the Marquise de Merteuil is fabulous even though she's trying to ruin lives, and I also love the innocent but life-loving Cecile Volanges.
A 250 year old book that is still highly readable and still salacious today is well worth reading in my opinion. show less
I do think the book drags a bit in the middle, and the letters between Valmont and the righteous Presidente de Tourvel are intolerably annoying. But the Marquise de Merteuil is fabulous even though she's trying to ruin lives, and I also love the innocent but life-loving Cecile Volanges.
A 250 year old book that is still highly readable and still salacious today is well worth reading in my opinion. show less
Lists
Unread books (1)
French Books (1)
Erotic Fiction (1)
Favourite Books (1)
A Reading List (1)
Folio Society (1)
Awards
You May Also Like
Associated Authors
Statistics
- Works
- 34
- Also by
- 11
- Members
- 7,526
- Popularity
- #3,251
- Rating
- 4.1
- Reviews
- 112
- ISBNs
- 360
- Languages
- 21
- Favorited
- 20






























