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Works by Millôr Fernandes

Liberdade, Liberdade (1997) 32 copies
Hai-Kais (1986) 31 copies, 1 review
Poemas (2001) 17 copies
Todo homem é minha caça (2005) 15 copies, 2 reviews
Fábulas Fabulosas (1991) 13 copies
Que país é este? (2006) 12 copies, 1 review
Lições de um ignorante (2002) 12 copies
Poesia Matematica (2009) 12 copies, 1 review
Um Elefante no Caos (2007) 9 copies
Millôr. Obra gráfica (2016) 9 copies
Novas Fabulas Fabulosas (1985) 9 copies
Kaos (2008) 8 copies
Trinta Anos de Mim Mesmo (2009) 6 copies, 1 review
AMOSTRA BEM-HUMORADA (2018) 6 copies
Pif-Paf (2004) 5 copies
Pif Paf - 40 anos (2005) 4 copies
Eros uma vez 4 copies
A entrevista (2011) 2 copies
Teatro Completo Vol. 1 (1994) 2 copies
Um Nome a Zelar (2008) 2 copies
Poemas 1 copy
Hamlet 1 copy

Associated Works

Hamlet (1603) — Translator, some editions — 37,475 copies, 340 reviews
Pygmalion (1913) — Translator, some editions — 7,661 copies, 94 reviews
Don Juan (1665) — Translator, some editions — 1,196 copies, 14 reviews
The Black Sheep and Other Fables (1969) — Translator, some editions — 244 copies, 4 reviews

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Common Knowledge

Canonical name
Fernandes, Millôr
Legal name
Fernandes, Millôr Viola
Birthdate
1923-08-16
Date of death
2012-03-27
Gender
male
Occupations
writer
journalist
cartoonist
Nationality
Brazil
Birthplace
Rio de Janeiro, Brazil
Places of residence
Rio de Janeiro, Brazil
Place of death
Rio de Janeiro, Brazil
Associated Place (for map)
Rio de Janeiro, Brazil

Members

Reviews

12 reviews
Reli esse livro no fim de semana e apesar de datado em muitos aspectos continua atual. Trocariam-se alguns nomes, algumas situações comentadas da década de 70 por outros de agora e vamos encontrar um texto pertinente. A crítica ao politicamente correto é recorrente e acho que naquela época não tinha ainda esse nome. Se alguém quer ler apenas um dos artigos do livro leia o último que resume tudo, mas lendo apenas esse vai perder a chance de apreciar um livro divertido, e ao mesmo show more tempo cruel, irônico e as vezes mesmo surrealista. Um livro que é a cara do Brasil dos anos 70, mas que ainda mantém as mesmas mazelas até hoje. show less
A folhas tanta
do livro matemático,
Um Quociente apaixonou-se
Um dia
Doidamente
Por uma Incógnita.

Olhou-a com seu olhar inumerável
E viu-a, do Ápice à Base...

Uma Figura Ímpar;
Olhos rombóides, boca trapezóide,
Corpo ortogonal, seios esferóides.

Fez da sua
Uma vida
Paralela à dela.

Até que se encontraram
No Infinito.

"Quem és tu?" indagou ele
Com ânsia radical.

"Sou a soma do quadrado dos catetos.
Mas pode chamar-me Hipotenusa."

E de falarem descobriram que eram
- O que, em aritmética,
show more corresponde
A alma irmãs -
Primos-entre-si.

E assim se amaram
Ao quadrado da velocidade da luz.

Numa sexta potenciação
Traçando
Ao sabor do momento
E da paixão
Retas, curvas, círculos e linhas sinoidais.

Escandalizaram os ortodoxos
Das fórmulas euclideanas
E os exegetas do Universo Finito.

Romperam convenções newtonianas
E pitagóricas.
E, enfim, resolveram casar-se.

Constituir um lar.
Mais que um lar.
Uma Perpendicular.

Convidaram para padrinhos
O Poliedro e a Bissetriz.

E fizeram planos, equações e
Diagramas para o futuro
Sonhando com uma felicidade
Integral
E diferencial.

E casaram-se e tiveram
Uma secante e três cones
Muito engraçadinhos.

E foram felizes
Até àquele dia
Em que tudo, afinal,
Se torna monotonia.
Foi então que surgiu
O Máximo Divisor Comum...

Frequentador de Círculos Concêntricos.
Viciosos.
Ofereceu-lhe, a ela,
Uma Grandeza Absoluta,
E reduziu-a a um Denominador Comum.

Ele, Quociente, percebeu
Que com ela não formava mais Um Todo.
Uma Unidade.

Era o Triângulo,
Chamado amoroso.
E desse problema ela era a fracção
Mais ordinária.

Mas foi então que Einstein descobriu a
Relatividade.
E tudo que era espúrio passou a ser
Moralidade

Como aliás, em qualquer
Sociedade.
show less
Livrinho divertidíssimo do Millôr, com grande talento para condensação imagética de palavras, aproveita o sentido visual típico dos hai-kais para inserir pequenas ilustrações que tornam a experiência de lê-los ainda mais cativante.

"Na poça da rua
o vira-lata
lambe a lua."

"A vida é bela
Basta saltar
pela janela."

"Quantas palavras de amor
morrem
no apontador?"
Reli esse livro no fim de semana e apesar de datado em muitos aspectos continua atual. Trocariam-se alguns nomes, algumas situações comentadas da década de 70 por outros de agora e vamos encontrar um texto pertinente. A crítica ao politicamente correto é recorrente e acho que naquela época não tinha ainda esse nome. Se alguém quer ler apenas um dos artigos do livro leia o último que resume tudo, mas lendo apenas esse vai perder a chance de apreciar um livro divertido, e ao mesmo show more tempo cruel, irônico e as vezes mesmo surrealista. Um livro que é a cara do Brasil dos anos 70, mas que ainda mantém as mesmas mazelas até hoje. show less

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