Gil Vicente
Author of Auto da Barca do Inferno
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Works by Gil Vicente
Farsa de Inês Pereira. Auto da Barca do Inferno. Auto da Alma. Pranto de Maria Parda (2012) 24 copies
Obras completas 4 copies
O Velho da Horta e Auto da Barca do Inferno. Texto Integral com Comentários (2011) 4 copies, 1 review
Exortação da Guerra 4 copies
Obras-Primas do Teatro Vicentino 4 copies
Auto de Mofima Mendes 3 copies
Teatro y Poesía 3 copies
Obras Completas - Volume III 3 copies
Tres autos e uma farsa 2 copies
Gil Vicente - Obras Completas 2 copies
Três Autos e Uma Farsa 2 copies
Obras Completas - Volume VI 2 copies
Obras Completas de Gil Vicente Pele 2 copies
Breve Sumário da História de Deus Com pinturas de Ilda David' no Teatro Nacional de São João (2009) 2 copies
Obras Completas de Gil Vicente Perg. 2 copies
Obras Completas - Volume IV 2 copies
Auto da Índia, Auto da barca do inferno, Auto da barca do purgatório, Farsa de Inês Pereira 2 copies
Obras Completas - Volume V 2 copies
Auto da Barca do Purgatório 2 copies
Monólogo do Vaqueiro: vertido [do castelhano] e adaptado por Affonso Lopes Vieira. [Representado no teatro D. Maria II, Lisb?a, 1910 (Portuguese Edition) (2017) 2 copies, 1 review
Pranto de Maria Parda Porque vio as ruas de Lisboa com tão poucos ramos nas tavernas, e o vinho tão caro e ella não podia passar sem elle (Portuguese Edition) (2011) 2 copies, 1 review
TRÊS AUTOS 1 copy
Das Spiel von der Seele 1 copy
Obras, vol. 3 1 copy
Obras, vol. 2 1 copy
A revolução dos tipos 1 copy
Obras, vol. 1 1 copy
O auto da barca do inferno e outras histrias (Clssicos da literatura mundial) (Portuguese Edition) (2020) 1 copy
Auto chamado da Feyra 1 copy
Obras Completas Volume II 1 copy
Poesías de Gil Vicente 1 copy
Auto da Barca do Inferno 1 copy
Obras Completas V 1 copy
Obras Completas - Volume II 1 copy
Obras Completas IV 1 copy
Obras Completas I 1 copy
O Auto da Geração Humana 1 copy
Poesía 1 copy
Auto da Visitação 1 copy
A Farsa ou Auto de Inês Pereira (Biblioteca Essencial da Literatura Portuguesa Livro 15) (Portuguese Edition) (2012) 1 copy
Sátiras sociais 1 copy
Poesías 1 copy
Inimigos 1 copy
Suíte Safada 1 copy
Autos e Farsas 1 copy
Sátiras sociais 1 copy
Presépio Vicentino 1 copy
Obras Completas I V 1 copy
Obras Completas I I I 1 copy
Auto de Inês Pereira 1 copy
História e Antologia da Literatura Portuguesa, século XVI, Obras de Gil Vicente, Boletim Cultural 1 copy
Auto da barca do inferno 1 copy
Auto da arca do inferno 1 copy
Líricas de Gil Vicente 1 copy
Exortação da Guerra 1 copy
Gil Vicente: Obras completas 1 copy
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Ziguezagueando minhas leituras, logo após ler a Poética do Aristóteles e entender um pouco da tradição e da teoria dramática clássica e todas as suas unidades (de ação, de efeito, de tempo, até de linguagem), dou de cara aqui no Gil Vicente com um teatro que se desprende quase que totalmente desse molde clássico e, ainda sim, funciona muito bem obrigado.
Com cenas que não seguem linha específica e com uma procissão de personagens mesclados e tipificados; longe de serem show more amarrados por uma unidade de efeito narrativo-dramático, perdemos por um lado, a potência e o impacto da catarse — ou do que entendemos hoje como catarse — do teatro clássico, mas, de outro lado, ganhamos uma elocução divertidíssima, um desprendimento atrativo, um lirismo e uma linguagem cuidadosa, além da metrificação e versificação que deviam tornar as representações e o espetáculo muito vívidos; dependendo do meu humor, se me fosse permitido a escolha, preferiria muito mais assistir um espetáculo do Gil Vicente à uma tragédia grega. Há humores e humores.
Gil Vicente não faz aqui uma narrativa nem casual nem causal, o Auto da Barca do Inferno se assemelha mais a pequenas sketche cômicas, e seus personagens são todos alegóricos. Assim, compõe cenas célebres (na minha memória):
A edição anotada que li, do Francisco Achcar, ajudou muitíssimo, e certamente deixo como recomendação: além de uma boa introdução, tem ainda mais que um glossário, com explicações sobre palavras perdidas, palavras que perduraram até hoje, palavras que mudaram de significado, palavras que são referência à tal coisa ou personagem da época..., além disso a edição ajuda também na contextualização, imersão, e principalmente, na escansão, com descrições em como tal palavra era (e deve) ser pronunciada para encaixar na métrica do Auto.
No geral, uma boa obra, a mistificação de uma suposta dificuldade fez com que eu não a houvesse lido antes, mas como (quase) sempre, essas mistificações sempre se provam falsas ou exageradas, foi uma leitura agradável e divertida. show less
Com cenas que não seguem linha específica e com uma procissão de personagens mesclados e tipificados; longe de serem show more amarrados por uma unidade de efeito narrativo-dramático, perdemos por um lado, a potência e o impacto da catarse — ou do que entendemos hoje como catarse — do teatro clássico, mas, de outro lado, ganhamos uma elocução divertidíssima, um desprendimento atrativo, um lirismo e uma linguagem cuidadosa, além da metrificação e versificação que deviam tornar as representações e o espetáculo muito vívidos; dependendo do meu humor, se me fosse permitido a escolha, preferiria muito mais assistir um espetáculo do Gil Vicente à uma tragédia grega. Há humores e humores.
Gil Vicente não faz aqui uma narrativa nem casual nem causal, o Auto da Barca do Inferno se assemelha mais a pequenas sketche cômicas, e seus personagens são todos alegóricos. Assim, compõe cenas célebres (na minha memória):
o fidalgo que manda o agiota ser cortês com o djabo, ambos já dentro da Barca do Inferno; o parvo que questiona ao diabo "é esta a NOSSA nau dos tolos?" a que o diabo responde: "nossa, não, VOSSA."; a cafetina que se julga santa por ter sido chicoteada em vida, ter cedido e convertido (à prostituição) muitas moças aos padres; o latim macarrônico e a soberba do advogado…No entanto, o elogio que deve-se predominar, e a qualidade deste Auto ai está, é sobretudo na linguagem — irônica, variada, e intrincada. A moralidade do Auto é questionável e ultrapassada; se não irônica de inicio à fim. O que deve "ficar" é essa locução do Gil VIcente, que apresentava essas suas peças para a diversão de cortes, e nem por isso segurava a mão apesar com certos tipos sociais, não tinha dó (apesar de eu ter algumas dúvidas quanto até onde isso ia).
A edição anotada que li, do Francisco Achcar, ajudou muitíssimo, e certamente deixo como recomendação: além de uma boa introdução, tem ainda mais que um glossário, com explicações sobre palavras perdidas, palavras que perduraram até hoje, palavras que mudaram de significado, palavras que são referência à tal coisa ou personagem da época..., além disso a edição ajuda também na contextualização, imersão, e principalmente, na escansão, com descrições em como tal palavra era (e deve) ser pronunciada para encaixar na métrica do Auto.
No geral, uma boa obra, a mistificação de uma suposta dificuldade fez com que eu não a houvesse lido antes, mas como (quase) sempre, essas mistificações sempre se provam falsas ou exageradas, foi uma leitura agradável e divertida. show less
«... de Gil Vicente, procedeu de uma visitação que o autor fez ao parto da muito esclarecida rainha D. Maria, e nascimento do mui alto e excelente princepe D. João, o terceiro em Portugal de este nome.» E foi—continua a rubrica—«a primeira coisa que o autor fez e que em Portugal se representou, estando o mui poderoso rei D. Manuel, a rainha D. Beatriz, sua mãe, e a senhora duquesa de Bragança sua filha, na segunda noite do nascimento do dito senhor.» «E estando esta companhia show more assim junta—conclue a rúbrica—entrou um Vaqueiro…» Senhoras e senhores: o teatro português vai nascer—e Gil Vicente vai entrar em scena! show less
Pranto De Maria Parda: Porque Vio As Ruas De Lisboa Com Tão Poucos Ramos Nas Tavernas E O Vinho Tão Caro, E Ella Não Podia Viver Sem Elle by Gil Vicente
Item mando vestir logo
O frade allemão vermelho
Daquelle meu manto velho
Que tem buracos de fogo.
Item mais, mais mando dar
A quem se bem embebedar
No dia em que eu morrer,
Quanto movel hi houver
E quanta raiz se achar.
Libros de Matias y Carmen. Ed. Orbis - Historia de la Literatura española. Vol. 51
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