Sebastião Salgado (1944–2025)
Author of Genesis
About the Author
Image credit: Sebastião Salgado
Series
Works by Sebastião Salgado
Sahel: The End of the Road (Series in Contemporary Photography, 3) (1986) — Photographer — 72 copies
Sebastião Salgado Gold: Serra Pelada Gold Mine / Goldmine Serra Pelada / Mine d'or Serra Pelada (2019) 59 copies, 3 reviews
O berço da desigualdade = The cradle of inequality = La cuna de la desigualdad = Le berceau de l'inégalité (2007) 8 copies
RETRATOS DE CRIANÇAS DO ÊXODO 2 copies
Sebastião Salgado: Ansprachen aus Anlass der Verleihung des Friedenspreis des Deutschen Buchhandels (2019) — Author — 1 copy
Das Salz der Erde 1 copy
In cammino 1 copy
Sebastiao Salgado 1 copy
Salt of the Earth 1 copy
In Principio 1 copy
Genesis - Box set 1 copy
Associated Works
Tagged
Common Knowledge
- Canonical name
- Salgado, Sebastião
- Legal name
- Salgado, Sebastião Ribeiro
- Birthdate
- 1944-02-08
- Date of death
- 2025-05-23
- Gender
- male
- Education
- Université de Paris (PhD|Economics)
Universidade de São Paulo (MA|Economics)
Universidade Federal do Espírito Santo (BA|Economics) - Occupations
- economist
photographer
photojournalist - Organizations
- Ministry of Finance, Brazil
International Coffee Organization, London
World Bank
Gamma [photo agency]
Magnum Photos
Doctors Without Borders (show all 8)
Amazonas Images (cofounder)
Instituto Terra (cofounder) - Awards and honors
- Praemium Imperiale (2021)
Académie des Beaux-Arts (2016)
Commander, Ordem de Rio Branco (2004)
Chevalier, Ordre national de la Légion d'honneur (2016)
Commandeur, l'Ordre des Arts et des Lettres (2014)
Chevalier, U̍rdine d'u Me̍ritu Cürtürale (2018) (show all 15)
World Economic Forum Crystal Award (2003)
Photographic Society of Japan International Award (2003)
Prince of Asturias Award (1998)
Grand Prix National French Ministry of Culture 91994)
Royal Photographic Society Centenary Medal (1993)
Honorary Fellow, Royal Photographic Society (1993)
Foreign Honorary Membership, American Academy of Arts and Sciences (1992)
Hasselblad Award (1989)
Oskar Barnack Award (1985, 1992) - Relationships
- Salgado, Lélia Wanick (spouse)
- Nationality
- Brazil
- Birthplace
- Aimorés, State of Minas Gerais, Brazil
- Places of residence
- Aimorés, Minas Gerais, Brazil
Vitoria, Espírito Santo, Brazil
São Paulo, Brazil
Paris, France
London, England, UK - Place of death
- Paris, France
- Associated Place (for map)
- Brazil
Members
Reviews
Sebastiao Salgado is a fascinating artist. His photographs are works of art. And yet. Yet, there is so much humanity and culture within each frame that they move beyond artistic interpretation into a realm of awareness and education. In a word, they teach. The lessons are hard to digest and sometimes there is a vomiting of denial and revolt. For those that dare not look away there is inspiration and heartache.
In Migrations Salgado emphasized the light. In Uncertain Grace the subliminal show more emphasis is on the eyes of his subjects. Through these eyes one sees hope, pain, redemption and death. Supporting the imagery are thoughtful essays by Eduardo Galeano and Fred Ritchin. show less
In Migrations Salgado emphasized the light. In Uncertain Grace the subliminal show more emphasis is on the eyes of his subjects. Through these eyes one sees hope, pain, redemption and death. Supporting the imagery are thoughtful essays by Eduardo Galeano and Fred Ritchin. show less
Migrations first hits you as a stark, sad and seemingly hopeless photo essay of human suffering brought on by starvation, natural disaster, religious persecution, and outright war. Scratching the surface, it is the story of people fleeing one situation straight into the arms of another. The faces are in turmoil. Fear casts a shadow over impoverished communities across Latin America, Asia and Africa. But, dear reader look closer. Amid the sick, the dying, the afraid. Look with open eyes. show more There is a glimmer of hope. See the sly shy smile of a child, the defiant stare of a proud mother, the hopeful grin of a gritty farmer. Salgado wants you to peer into these faces and see yourself looking back with strength and optimism. He stresses we are all one human race. Underneath it all, we all want the same things. I'm reminded of Shel Silverstein's poem, "No Difference" for he said the very same thing. show less
“Sentamo-nos ao redor da mesa da cozinha, fomos passando as fotografias de mão em mão, quase em silêncio, com um nó na garganta e os olhos afogados. Sebastião Salgado veio aqui para me pedir que escreva umas páginas para o livro. Assim farei, embora de antemão saiba que, diante do que acabei de ver, todas as palavras sobram, todas são de mais. Ou de menos”. — Define, perfeitamente, José Saramago. Sebastião foi atrás dele nas Ilhas Canárias, não só o encontrou como também show more o trouxe para o Brasil, e juntou-o com Chico Buarque em uma trinca poderosa, para a finalização do seu livro de fotografia ''Terra'', em prol do MST, icônico, e premiado com o Jabuti de Literatura.
"Os retratos de Salgado oferecem um retrato múltiplo da dor humana. Ao mesmo tempo, convidam-nos a celebrar a dignidade humana. São de uma franqueza brutal essas imagens de fome e de pena, e, no entanto, têm respeito e pudor. Nada a ver com o turismo da miséria…" — Dessa vez, quem diz é Eduardo Galeano.
Em Outras Américas, já havia fotografado "Estas Américas Latinas tão misteriosas e sofridas, tão heroicas e nobres."; Em África, tentou mostrar que ''A África não é um continente subdesenvolvido, tem o desenvolvimento que tem. Está buscando sua identidade. Os pobres não necessitam piedade ou caridade, mas compressão e assistência."; Em Êxodos, escancara devastação, campos de refugiados, repressão, guerras e favelas; Em Trabalhadores, dignifica os trabalhadores manuais, que julga prestes a desaparecer, com a veloz industrialização que vem vindo atodo vapor; até culminar em Gênesis, uma carta de amor à humanidade e ao mundo.
Em alguns minutos procurando por alguns desses trabalhos, e algumas fotografias avulsas, você já sente o impacto do Tião. Indiscutivelmente o maior fotógrafo brasileiro, e um ser humano iluminado: vê-se a exemplo a criação do Instituto Terra, onde com sua esposa, replantou dois milhões de mudas de árvores, restituindo parte da Mata Atlântica antes devastada, na sua terra em Minas Gerais.
No entanto, pouco disso é visto nessas míseras cento e trinta e poucas páginas. O Documentário sobre seu trabalho, feito pelo grande cineasta alemão Wim Wenders junto do filho do Sebastião, ''O Sal da Terra'', faz surpreendentemente, um papel biográfico muito melhor que esse livro aqui. E detalho isso, pois geralmente o que ocorre é o inverso. O filme chegou a concorrer ao Oscar, e dado os concorrentes, podia muito bem ter vencido; as fotos e narração do Sebastião, com a direção e edição do Wim Wenders, foram exuberantes, me emocionei em certas partes do documentário, que cravo aqui, nessas páginas, impossível de acontecer, com quem quer que seja. As três vezes que foi entrevistado no Roda Viva, por exemplo, foram melhores, mais úteis e fazem mais jus ao grande homem Sebastião.
Esse livro aqui podia ter sido escrito por mim, ou por você, não é um trabalho biográfico. Ponto.
O Sebastião ditou, e a Isabelle Francq escreveu, da maneira mais simples e prosaica possível, formulaica ao extremo. O livro é disparadamente fraco em comparação com tudo que se tem por aí sobre o Sebastião. Só não considero uma perda de tempo, pois ao menos a autora não é verborrágica, e não comete grandes erros ou gafes. É um livro meio inútil, apenas… apenas!
Faz com que permaneça a necessidade de uma verdadeira biografia escrita; na realidade, será mais prazeroso para você conhecer o Sebastião através dos seus próprios livros-reportagens, com fotografias soltas mais sutis, singelas e emocionantes, que todo esse livro aqui, que não passa de uma grande página da Wikipedia.
Se você se interessou, e deseja conhecer o Sebastião, recomendo começar pelo ''Sal da Terra'', que é verdadeiramente muito, muito bom, e ir depois, como anteriormente citado, atrás de seus livros fotográficos; assista, também, as entrevistas no Roda-Viva, e se conseguir, as suas exposições, e só, após esgotar tudo que há por aí, procurar por esse livro. Fica como última opção. Com justeza.
Por último, um crime cometido por esse livro, uma censura ou cesura deliberada, ocultar a maior qualidade do Sebastião Salgado… não é dito que ele torce para o mais belo e harto clube do Rio de Janeiro: O Fluminense Futebol Clube. É um homem lúcido em todos os aspectos da vida, até na escolha de que para qual time torcer… O motivo dessa ocultação só pode ser um: a francesa que escreveu a biografia, além do defeito de escrita, tem um defeito de caráter: é flamenguista. show less
"Os retratos de Salgado oferecem um retrato múltiplo da dor humana. Ao mesmo tempo, convidam-nos a celebrar a dignidade humana. São de uma franqueza brutal essas imagens de fome e de pena, e, no entanto, têm respeito e pudor. Nada a ver com o turismo da miséria…" — Dessa vez, quem diz é Eduardo Galeano.
Em Outras Américas, já havia fotografado "Estas Américas Latinas tão misteriosas e sofridas, tão heroicas e nobres."; Em África, tentou mostrar que ''A África não é um continente subdesenvolvido, tem o desenvolvimento que tem. Está buscando sua identidade. Os pobres não necessitam piedade ou caridade, mas compressão e assistência."; Em Êxodos, escancara devastação, campos de refugiados, repressão, guerras e favelas; Em Trabalhadores, dignifica os trabalhadores manuais, que julga prestes a desaparecer, com a veloz industrialização que vem vindo atodo vapor; até culminar em Gênesis, uma carta de amor à humanidade e ao mundo.
Em alguns minutos procurando por alguns desses trabalhos, e algumas fotografias avulsas, você já sente o impacto do Tião. Indiscutivelmente o maior fotógrafo brasileiro, e um ser humano iluminado: vê-se a exemplo a criação do Instituto Terra, onde com sua esposa, replantou dois milhões de mudas de árvores, restituindo parte da Mata Atlântica antes devastada, na sua terra em Minas Gerais.
No entanto, pouco disso é visto nessas míseras cento e trinta e poucas páginas. O Documentário sobre seu trabalho, feito pelo grande cineasta alemão Wim Wenders junto do filho do Sebastião, ''O Sal da Terra'', faz surpreendentemente, um papel biográfico muito melhor que esse livro aqui. E detalho isso, pois geralmente o que ocorre é o inverso. O filme chegou a concorrer ao Oscar, e dado os concorrentes, podia muito bem ter vencido; as fotos e narração do Sebastião, com a direção e edição do Wim Wenders, foram exuberantes, me emocionei em certas partes do documentário, que cravo aqui, nessas páginas, impossível de acontecer, com quem quer que seja. As três vezes que foi entrevistado no Roda Viva, por exemplo, foram melhores, mais úteis e fazem mais jus ao grande homem Sebastião.
Esse livro aqui podia ter sido escrito por mim, ou por você, não é um trabalho biográfico. Ponto.
O Sebastião ditou, e a Isabelle Francq escreveu, da maneira mais simples e prosaica possível, formulaica ao extremo. O livro é disparadamente fraco em comparação com tudo que se tem por aí sobre o Sebastião. Só não considero uma perda de tempo, pois ao menos a autora não é verborrágica, e não comete grandes erros ou gafes. É um livro meio inútil, apenas… apenas!
Faz com que permaneça a necessidade de uma verdadeira biografia escrita; na realidade, será mais prazeroso para você conhecer o Sebastião através dos seus próprios livros-reportagens, com fotografias soltas mais sutis, singelas e emocionantes, que todo esse livro aqui, que não passa de uma grande página da Wikipedia.
Se você se interessou, e deseja conhecer o Sebastião, recomendo começar pelo ''Sal da Terra'', que é verdadeiramente muito, muito bom, e ir depois, como anteriormente citado, atrás de seus livros fotográficos; assista, também, as entrevistas no Roda-Viva, e se conseguir, as suas exposições, e só, após esgotar tudo que há por aí, procurar por esse livro. Fica como última opção. Com justeza.
Por último, um crime cometido por esse livro, uma censura ou cesura deliberada, ocultar a maior qualidade do Sebastião Salgado… não é dito que ele torce para o mais belo e harto clube do Rio de Janeiro: O Fluminense Futebol Clube. É um homem lúcido em todos os aspectos da vida, até na escolha de que para qual time torcer… O motivo dessa ocultação só pode ser um: a francesa que escreveu a biografia, além do defeito de escrita, tem um defeito de caráter: é flamenguista. show less
Huge and heavy. I'm surprised my library has it. Not a lot of words; the images speak for themselves. One can flip through it in less than an hour, or one can spend months with it absorbing each image as a work unto itself.
What I learned is that there are volcanoes in the DRC. Not only that, but they're active. Africa is still the dark continent and many of us in the rest of the world know far too little about it.
But most of the photos are of refugees and victims of starvation. View only if show more you've a stronger stomach than I. It's one thing to know this stuff from the news, another to see bits of it through the lens of a witness. show less
What I learned is that there are volcanoes in the DRC. Not only that, but they're active. Africa is still the dark continent and many of us in the rest of the world know far too little about it.
But most of the photos are of refugees and victims of starvation. View only if show more you've a stronger stomach than I. It's one thing to know this stuff from the news, another to see bits of it through the lens of a witness. show less
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