Carlos Heitor Cony
Author of Quase memória quase-romance
About the Author
Series
Works by Carlos Heitor Cony
Ali Babá e os quarenta ladrões 5 copies
O Mistério da Moto de Cristal - Coleção Carol e o Homem do Terno Branco (Em Portuguese do Brasil) (2004) 5 copies
As Rapaduras São Eternas - Coleção Duda, Jacaré E Cia. Volume 1 (Em Portuguese do Brasil) (2007) 2 copies
O MISTÉRIO DA COROA IMPERIAL 2 copies
Uma Vitória Legal 2 copies
Posto 6 2 copies
UM PAI E DUAS FILHAS 2 copies
Mil e uma noites 2 copies
para ler na escola crônicas 1 copy
PARA LER NA ESCOLA 1 copy
SINDBÁ, O MARUJO 1 copy
NOS PASSOS DE JOÃO DE DEUS 1 copy
Quase Antologia - As Melhores Cronicas de Carlos Heitor Cony na Folha de Sao Paulo (Em Portugues do Brasil) (2018) 1 copy
VERA VERÃO. 1 copy
Marina Marina 1 copy
Jóia dos reis - Ilha Grande 1 copy
Evangelho segundo São João 1 copy
o primo basílio adaptado 1 copy
Anistia - RCB, 1 1 copy
Chaplin : ensaio antologia 1 copy
ANTOLOGIA DE CRÔNICAS 1 copy
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Common Knowledge
- Canonical name
- Carlos Heitor Cony
- Birthdate
- 1926-03-14
- Gender
- male
- Awards and honors
- Prêmio Machado de Assis (1996)
- Nationality
- Brazil
- Birthplace
- Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil.
- Associated Place (for map)
- Brazil
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Não é todo dia que se quer ouvir uma crocante fuga de Bach, mas todos os dias se quer comer. A fome é o único desejo reincidente, pois a visão acaba, a audição acaba, o sexo acaba, o poder acaba - mas a fome continua. Sentar-se à mesa com os amigos, saborear o seu prato preferido e se entregar ao prazer de comer, louca e apaixonadamente. Depois? Depois a morte. Mas isso só parecia acentuar a delícia de sabores irrecusáveis, o paladar em estado de exaltação, a bênção de um show more destino escolhido. O Clube dos Anjos, de Luis Fernando Verissimo, é uma insólita e bem-humorada celebração da gula. O livro conta a história de dez homens que se entregaram a esta afinidade animal, a fome em bando - sem temer a morte. Na verdade, a perspectiva de morrer só aumentaria, para eles, o prazer na comida, e o desafio filosófico da gastronomia: a apreciação que exige a destruição do apreciado. show less
Em honra de Carlos Heitor Cony (1926 - 2018)
Quando ouvimos que Cony fora domesticado com sua volta à literatura nos anos 90 há de se concordar, a primeira fase de sua literatura é imensamente superior. Numa alegoria disfarçada de obscenidade (como o são as grandes obras obscenas da literatura) Cony perpassa os anos de chumbo de forma picaresca com a mais fina crítica sociopolítica e de quebra afronta os tolos moralistas com sua divertidíssima linguagem.
Quando ouvimos que Cony fora domesticado com sua volta à literatura nos anos 90 há de se concordar, a primeira fase de sua literatura é imensamente superior. Numa alegoria disfarçada de obscenidade (como o são as grandes obras obscenas da literatura) Cony perpassa os anos de chumbo de forma picaresca com a mais fina crítica sociopolítica e de quebra afronta os tolos moralistas com sua divertidíssima linguagem.
Quase Memória é o produto de um sonho que Cony teve sobre seu pai, Ernesto, e o inspirou a voltar ao gênero que prometera abandonar (e o fez por 20 anos): o romance.
Com esse livro, Cony declaradamente decide mesclar a ficção com suas memórias, o que explica o subtítulo. O livro basicamente é uma coleção desordenada das memórias de Cony com Ernesto enquanto analisa um embrulho recentemente feito por Ernesto e enviado para Cony, cerca de uma década depois do falecimento de show more Ernesto. Cada gesto, cada cheiro, cada traço de Ernesto parece ter sido permanentemente gravado na mente de Cony. Um pai cheio de truques e manias, que foi jornalista de profissão, mas chegou a instalar antenas, criar galinhas, moer cana, dentre outras atividades.
A figura de Ernesto, ao longo do livro, se mostra algo entre um pai amoroso e cativante e um menino que jamais cresceu. E é nessa sinceridade com que Cony nos conta dos deslizes de seu pai, de suas manias, de seus casos e de sua certa insensibilidade com o filho que reside o charme do livro: Cony não criou um personagem, não o dotou de um arco narrativo, mas sim contou a sua própria história em pequenas migalhas de histórias do pai.
Este livro não é sobre a superação de uma perda; o narrador, ao fim, percebe que o mundo que o rodeava também está partindo, como um dia ocorreu com seu pai. No fim, a figura magnânima de Ernesto me deixa uma impressão estranha. Uma figura que tinha uma pujança, uma vontade de viver e 'fazer coisas grandes', como viver e aproveitar a vida e seus pequenos prazeres, mas, ao mesmo tempo, parece ter no filho, com sua anuência, apenas uma plateia cobaia para seus truques e ideias, não dando-lhe o devido respeito e apreciação. Não tenho pai, propriamente dito, e portanto talvez essa estranheza com tal figura paternal nada mais seja do que um reflexo dos meus próprios olhos, assim como o Ernesto deste livro é um reflexo dos olhos de seu filho.
Não sei se Cony sente algum rancor de Ernesto, nem se Ernesto foi um bom pai. Sei, apenas, que o amor que Ernesto pode dar a Cony o cativou e formou uma obra singela e sincera, que transborda de vida, com belas histórias sobre águas termais que nunca foram, criações de jacaré, perfumes fracassados. E talvez Ernesto de fato tenha feito uma grande coisa, coisa esta que de fato marcou o mundo: Carlos Heitor Cony. show less
Com esse livro, Cony declaradamente decide mesclar a ficção com suas memórias, o que explica o subtítulo. O livro basicamente é uma coleção desordenada das memórias de Cony com Ernesto enquanto analisa um embrulho recentemente feito por Ernesto e enviado para Cony, cerca de uma década depois do falecimento de show more Ernesto. Cada gesto, cada cheiro, cada traço de Ernesto parece ter sido permanentemente gravado na mente de Cony. Um pai cheio de truques e manias, que foi jornalista de profissão, mas chegou a instalar antenas, criar galinhas, moer cana, dentre outras atividades.
A figura de Ernesto, ao longo do livro, se mostra algo entre um pai amoroso e cativante e um menino que jamais cresceu. E é nessa sinceridade com que Cony nos conta dos deslizes de seu pai, de suas manias, de seus casos e de sua certa insensibilidade com o filho que reside o charme do livro: Cony não criou um personagem, não o dotou de um arco narrativo, mas sim contou a sua própria história em pequenas migalhas de histórias do pai.
Este livro não é sobre a superação de uma perda; o narrador, ao fim, percebe que o mundo que o rodeava também está partindo, como um dia ocorreu com seu pai. No fim, a figura magnânima de Ernesto me deixa uma impressão estranha. Uma figura que tinha uma pujança, uma vontade de viver e 'fazer coisas grandes', como viver e aproveitar a vida e seus pequenos prazeres, mas, ao mesmo tempo, parece ter no filho, com sua anuência, apenas uma plateia cobaia para seus truques e ideias, não dando-lhe o devido respeito e apreciação. Não tenho pai, propriamente dito, e portanto talvez essa estranheza com tal figura paternal nada mais seja do que um reflexo dos meus próprios olhos, assim como o Ernesto deste livro é um reflexo dos olhos de seu filho.
Não sei se Cony sente algum rancor de Ernesto, nem se Ernesto foi um bom pai. Sei, apenas, que o amor que Ernesto pode dar a Cony o cativou e formou uma obra singela e sincera, que transborda de vida, com belas histórias sobre águas termais que nunca foram, criações de jacaré, perfumes fracassados. E talvez Ernesto de fato tenha feito uma grande coisa, coisa esta que de fato marcou o mundo: Carlos Heitor Cony. show less
Alfredo é um jovem pertencente a uma família conceituada do Rio de Janeiro, com dificuldade em se relacionar com pessoas, ao contrário do seu irmão mais velho, Alberto, de quem sente um ciúme anormal. Na festa de 15 anos de seu irmão, Alfredo sente-se perturbado e embriaga-se com vodka, o que o leva a causar diversos problemas durante o evento. Pelo fato de não conseguir resolver seus problemas de relacionamento, ele resolve ir a Paris — o que para seu pai é uma questão de status, show more e por isso este providencia que nada falte ao seu filho em sua estada na Europa. Nessa sua fuga do mundo conhecido, acaba se envolvendo com as drogas. Entregue aos tóxicos, perde totalmente o controle, até se envolver em um assassinato, o que o leva a parar na polícia e nas páginas dos jornais. “Carlos Heitor Cony focaliza as diversas etapas pelas quais uma pessoa em fuga passa a depender da droga. A narração acelerada e a chocante descrição das reações e dos delírios de um viciado fazem deste livro um documento impressionante sobre o mais trágico dos problemas com que se defronta a juventude - os tóxicos.” show less
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