Manuel Bandeira (1886–1968)
Author of Estrela da vida inteira (Portuguese Edition)
About the Author
Born in Recife, Brazil, in 1886, Manuel Bandeira was raised in Rio de Janeiro and Ceara. He began to write poetry at an early age. In 1917 he selected some of his poems and published them under the title A Cinza das horas, which became an instant success. From that point he dedicated his life to show more the poetic art and published a sizable amount of verse. show less
Works by Manuel Bandeira
Berimbau e Outros Poemas - Conforme Nova Ortografia (Em Portuguese do Brasil) (1986) 64 copies, 3 reviews
Poemas 6 copies
Poemas traduzidos 5 copies
literatura comentada 4 copies
30 crônicas escolhidas 4 copies
Literatura hispano-americana 3 copies
Poesias completas 3 copies
Antologia dos Poetas Brasileiros Poesia da Fase Moderna Volume 1 Antes do Modernismo (1996) 2 copies
Bandeira a vida inteira 2 copies
Antologia dos poetas bissextos 2 copies
Alumbramentos 2 copies
Colóquio unilateralmente sentimental 2 copies
BERIMBAU 2 copies
SINOS, OS 1 copy
Pra brincar 1 copy
Estrela da Vida Inteira 1 copy
O LIVRO DAS IGNORÃÇAS 1 copy
SELETA DE POESIA 1 copy
Os sinos 145 1 copy
Meus Primeiros Versos 1 copy
Flauta de Papel 1 copy
Poemas escolhidos pelo autor 1 copy
As meninas e o poema 1 copy
Poesia nuestra 1 copy
Gedichten 1 copy
Homenagem a Manuel Bandeira 1 copy
Poèmes 1 copy
100 vezes Bandeira 1 copy
De poetas e de poesia 1 copy
Tagged
Common Knowledge
- Legal name
- Bandeira Filho, Manuel Carneiro de Sousa
- Birthdate
- 1886-04-19
- Date of death
- 1968-10-13
- Gender
- male
- Nationality
- Brazil
- Associated Place (for map)
- Brazil
Members
Reviews
Poética
Estou farto do lirismo comedido
Do lirismo bem comportado
Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente
protocolo e manifestações de apreço ao Sr. Diretor.
Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário o
cunho vernáculo de um vocábulo.
Abaixo os puristas
Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais
Todas as construções sobretudo as sintaxes de excepção
Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis
Estou farto do lirismo show more namorador
Político
Raquítico
Sifilítico
De todo lirismo que capitula ao que quer que seja fora
de si mesmo
De resto não é lirismo
Será contabilidade tabela de co-senos secretário
do amante exemplar com cem modelos de cartas
e as diferentes maneiras de agradar às mulheres, etc.
Quero antes o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbados
O lirismo difícil e pungente dos bêbedos
O lirismo dos clowns de Shakespeare
– Não quero mais saber do lirismo que não é libertação. show less
Estou farto do lirismo comedido
Do lirismo bem comportado
Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente
protocolo e manifestações de apreço ao Sr. Diretor.
Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário o
cunho vernáculo de um vocábulo.
Abaixo os puristas
Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais
Todas as construções sobretudo as sintaxes de excepção
Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis
Estou farto do lirismo show more namorador
Político
Raquítico
Sifilítico
De todo lirismo que capitula ao que quer que seja fora
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De resto não é lirismo
Será contabilidade tabela de co-senos secretário
do amante exemplar com cem modelos de cartas
e as diferentes maneiras de agradar às mulheres, etc.
Quero antes o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbados
O lirismo difícil e pungente dos bêbedos
O lirismo dos clowns de Shakespeare
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Poética
Estou farto do lirismo comedido
Do lirismo bem comportado
Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente protocolo e manifestações de apreço ao Sr. Diretor.
Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário o cunho vernáculo de um vocábulo.
Abaixo os puristas
Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais
Todas as construções sobretudo as sintaxes de excepção
Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis
Estou farto do lirismo show more namorador
Político
Raquítico
Sifilítico
De todo lirismo que capitula ao que quer que seja fora
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De resto não é lirismo
Será contabilidade tabela de co-senos secretário do amante exemplar com cem modelos de cartas e as diferentes maneiras de agradar às mulheres, etc.
Quero antes o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbados
O lirismo difícil e pungente dos bêbedos
O lirismo dos clowns de Shakespeare
- Não quero mais saber do lirismo que não é libertação. show less
Estou farto do lirismo comedido
Do lirismo bem comportado
Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente protocolo e manifestações de apreço ao Sr. Diretor.
Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário o cunho vernáculo de um vocábulo.
Abaixo os puristas
Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais
Todas as construções sobretudo as sintaxes de excepção
Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis
Estou farto do lirismo show more namorador
Político
Raquítico
Sifilítico
De todo lirismo que capitula ao que quer que seja fora
de si mesmo
De resto não é lirismo
Será contabilidade tabela de co-senos secretário do amante exemplar com cem modelos de cartas e as diferentes maneiras de agradar às mulheres, etc.
Quero antes o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbados
O lirismo difícil e pungente dos bêbedos
O lirismo dos clowns de Shakespeare
- Não quero mais saber do lirismo que não é libertação. show less
Por vezes hermético, muitas vezes claro, mas sempre poeta. A leitura dessa coletânea organizada pelo próprio Manuel Bandeira em 1961 desafiou minha atenção em muitos momentos. Porém, outros tantos poemas deixaram claro, por sua beleza e sensibilidade, que ainda tenho de amadurecer como leitor de poesia. Sou um leitor apressado, mas desfrutei dessa “Antologia Poética” ao longo de meses.
A maior parte desse volume da Editora Global, com 360 páginas, traz poemas do próprio Bandeira. show more E há 20 páginas dedicadas a traduções de poetas estrangeiros. E as 30 páginas finais são dedicadas ao “Mafuá do Malungo”, em que o autor dedica poemas a amigos e, entre outros recursos literários, faz jogos de palavras. show less
A maior parte desse volume da Editora Global, com 360 páginas, traz poemas do próprio Bandeira. show more E há 20 páginas dedicadas a traduções de poetas estrangeiros. E as 30 páginas finais são dedicadas ao “Mafuá do Malungo”, em que o autor dedica poemas a amigos e, entre outros recursos literários, faz jogos de palavras. show less
Numa obra que não ultrapassa 350 poemas, os cinquenta são a suma de Bandeira. Do ácido "Os sapos" à tranquila "Consoada", estão presentes os temas dominantes em sua poética: a poesia sobre a poesia, o erotismo, o Recife da infância e a religiosidade.
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