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João Guimarães Rosa (1908–1967)

Author of The Devil to Pay in the Backlands

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Series

Works by João Guimarães Rosa

The Devil to Pay in the Backlands (1956) 1,223 copies, 18 reviews
Sagarana (1946) 394 copies, 7 reviews
Primeiras estórias (1962) 378 copies, 3 reviews
Manuelzão e Miguilim (1956) 180 copies, 2 reviews
Noites do Sertão (Em Portuguese do Brasil) (1956) 120 copies, 2 reviews
No Urubuquaquá, no Pinhém (1956) 95 copies
Miguilim (1956) 75 copies, 3 reviews
Estas Estórias (1985) 74 copies, 3 reviews
A Hora e Vez de Augusto Matraga (1946) 61 copies, 3 reviews
Tutaméia (1985) — Author — 61 copies, 2 reviews
O burrinho pedrês (1996) 41 copies
As Margens da Alegrias (2010) 40 copies
Magma (1997) 26 copies, 1 review
Ficção Completa (1994) 24 copies
Una storia d'amore (2007) 16 copies, 1 review
Melhores contos – João Guimarães Rosa (2020) 12 copies, 1 review
Buriti (1961) 11 copies
O Recado do Morro (1956) 10 copies
literatura comentada (1988) 9 copies
Campo general y otros relatos (2001) 9 copies, 1 review
Campo Geral (2022) 7 copies, 1 review
A Boiada (2011) 6 copies
Il duello 5 copies
Rosiana (1983) 5 copies
Förberättelser (2018) 3 copies
Contos 3 copies
Menudencia 2 copies
Seleta 2 copies
ave, palavra 2 copies
La terza sponda del fiume (2003) 2 copies
Vilma 1 copy
campo geral 1 copy
Burití 1 copy
Hinterland (1987) 1 copy

Associated Works

Black Water: The Book of Fantastic Literature (1983) — Contributor — 557 copies, 10 reviews
The Eye of the Heart: Short Stories from Latin America (1973) — Contributor — 165 copies, 2 reviews
A Hammock Beneath the Mangoes: Stories from Latin America (1991) — Contributor — 162 copies, 3 reviews
The Vintage Book of Latin American Stories (2000) — Contributor — 123 copies, 1 review
The Oxford Book of Latin American Short Stories (1997) — Contributor — 121 copies
Elsewhere, Vol. II (1982) — Contributor; Contributor; Contributor — 113 copies
Masterworks of Latin American Short Fiction: Eight Novellas (1996) — Contributor — 58 copies, 1 review
De toppen van Latijns-Amerika (1984) — Contributor — 17 copies
Em família (2002) — Contributor — 15 copies
Pět brazilských novel — Contributor — 1 copy

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62 reviews
My introduction to the Brazilian master. I now have a first-hand understanding why Guimarães Rosa is said to be so difficult to translate. He is a writer whose work is heavily reliant on language itself. His choice and his use of words, his invention of new words to serve his purpose, his manipulation of syntax, his choice of phrasing…all of this is critical. And it all made me sad that I don’t understand Portuguese. As Faust made me want to learn German, Guimarães Rosa made me want to show more learn Portuguese. His stories are as much about the plot (which is sometimes minimal, at best) as they are about the way he tells them. The stories in this collection (published in 1962 as Primeiras Estórias) vary widely in their telling: some are uncomplicated narratives, direct storytelling with little or no language play. Some are focused on the language play with less easily discernible story lines. Most fall somewhere in the middle. But it is easily apparent that Guimarães Rosa is about language. And while I think that the translator seems to have done an excellent job, it was also clear on occasion that the demands of the work were overwhelming. Something that may have been an invented word in Portuguese is still an invented word in English, but unless the reader understands what the translator intends, not all of her inventions are understandable. All in all, it’s a pleasing and intriguing collection. It’s hard to know how true it is to the original stories, but I can readily say that I enjoyed it, that it gave me a sense of the playfulness, the creativity, of this writer and it made me eager to see the newest translation into English of Grande Sertão: Veredas. show less
½
Assisti, muitos anos atrás, a versão de “Grande Sertões: Veredas” para a TV. Ao ler o romance agora, tardiamente, fiquei pensando qual terá sido o impacto para os primeiros leitores. A edição da Companhia das Letras traz vários artigos sobre a obra e cartas de Fernando Sabino recomendando enfaticamente o livro a Clarice Lispector, e sua resposta após começar a leitura. Ambos estavam lendo a obra no ano de seu lançamento, 1956. Ainda não haviam chegado ao desfecho, e estavam show more apaixonados.

À medida em que avançava na leitura, acompanhando a narrativa de Riobaldo e suas mutações para Tatarana e Urutu-branco, fui sendo envolvido pela dor de seu impossível amor por Diadorim. Entre as travessias desafiadoras dos sertões, tiroteios e os momentos de calmaria, a angústia do jagunço vai num crescendo, e me levou junto.

Não é uma leitura simples. Há inversões de frases, expressões regionais, palavras inventadas. Com o avanço, a leitura vai ganhando ritmo, o leitor começa a se habituar quase que a um novo idioma. Não é uma corrida contra o tempo. Na mesma cadência que os bandos de jagunços cruzam os sertões, vale ler com calma, saboreando cada palavra e situação.

A obra não glorifica o jagunço, mas retrata as suas razões, seus valores e seu código de honra todo próprio, em que a violência é uma constante. Em momentos de maior imersão, Guimarães Rosa leva o leitor a ter a sensação de estar sentado no meio do bando junto a um córrego, ouvindo sua conversa fiada e o relato de causos. Conhece seus hábitos de alimentação, o conhecimento da terra, o cuidado com os animais e até o preparo de chás de ervas medicinais para o tratamento das mazelas dos homens.

Há vários “contos” ao longo da narrativa. Talvez o mais significativo seja a história de Maria Mutema, que explora o tema da maldade, algo que perpassa todo o romance. E a sombra sempre presente do diabo, em que o narrador Riobaldo manifesta sua constante angústia sobre sua existência ou não. E as dúvidas sobre seus adversários - e ele próprio - terem ou não feito um pacto.

Sem dúvida, um dos livros mais emocionantes que já li. Demorei para começar, demorei para ler, mas não vou esquecer da satisfação com a leitura e das emoções que despertou.
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Se Guimarães Rosa não é o melhor escritor desse país, ninguém mais o é.
Nonada - Travessia.
Passei o último mês tentando destrinchar a leitura de Grande Sertão: Veredas com o auxílio de uma leitura orientada de um curso de verão da USP, é tão mais interessante quando pesquisamos e discutimos um livro difícil e múltiplo desses em conjunto, foram minhas reuniões nas leituras do Fórum do Campo Lacaniano que me fizeram constatar isso e aqui cabe lindamente também.
Minha contribuição para essa discussão foi enxergar uma metafísica spinoziana nessa show more leitura, poderíamos encontrar alinhamento com quaisquer metafísicas, mas a de Spinoza se sobressai pelo seu panconceito, o Sertão como subjetivação, o homem-Sertão, um pannaturalismo místico.
Também encerrei o mês dedicado à Guimarães Rosa assistindo a versão para cinema de 1965, como diria Guimarães Rosa, tem cavalo à beça. Rá!
Eu sou a última pessoa que reclamaria de um filme ser muito curto, mas como passei o último mês lendo o livro, então tudo me soou muito corrido, muito afoito, sem a precisão de ser.
No YouTube ( https://youtu.be/ysqtc8VUtIc )
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