
Catherine Malabou
Author of What Should We Do with Our Brain?
About the Author
Catherine Malabou is Professor of Philosophy at the Centre for Research in Modern European Philosophy, Kingston University London
Works by Catherine Malabou
Che tu sia il mio corpo. Una lettura contemporanea della signoria e della servitù in Hegel (2017) 4 copies
Ontología del accidente 2 copies
O PRAZER CENSURADO 2 copies
Plasticity 1 copy
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Common Knowledge
- Canonical name
- Malabou, Catherine
- Birthdate
- 1959
- Gender
- female
- Education
- Ecole Normale Supérieure
- Occupations
- philosopher
university professor - Organizations
- Kingston University, London
- Nationality
- France
- Places of residence
- London, England, UK
Paris, France
Fontenay-Saint-Cloud, Lyon, France - Associated Place (for map)
- France
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Amei esse, falar da sexualidade envolvendo o clitóris sobre o viés da filosofia foi extraordinário, além do mais saí com mais uma lista de livros citados pra ler. O capítulo final foi a cereja do orgasmo.
"A cumplicidade entre clitóris e anarquia deve-se antes a seu destino comum de passageiros clandestinos, a sua existência secreta, escondida, desconhecida. O clitóris por muito tempo foi também considerado um estorvo, um órgão supérfluo, inútil, zombador da ordem anatômica, show more política e social por sua independência libertária, sua dinâmica de prazer separado de qualquer princípio e de qualquer objetivo. Um clitóris não se governa. Apesar das tentativas de lhe encontrar senhores – autoridade patriarcal, ditame psicanalítico, imperativos morais, peso dos costumes, carga da ancestralidade –, ele resiste. Resiste à dominação pelo fato mesmo de sua indiferença ao poder e à potência.
A potência não é nada sem sua efetuação, seu exercício, como o atesta a aplicação de uma lei, de um decreto, de uma portaria ou mesmo de um conselho. A potência está sempre à espera de sua atualização. Atos, princípios, leis, decretos, por sua vez, dependem da docilidade e boa vontade de seus executores. Ato e potência tecem a tela inextricável da subordinação. O clitóris não está precisamente nem em potência nem em ato. Não é essa virtualidade imatura à espera da atualidade vaginal. Tampouco se dobra ao modelo da ereção e da detumescência. O clitóris interrompe a lógica do comando e da obediência. Não dirige. E por isso perturba.
A emancipação precisa encontrar o ponto de inflexão em que o poder e a dominação se subvertam a si mesmos. A noção de autossubversão é uma das noções determinantes do pensamento anarquista. A dominação não pode ser derrubada somente de fora. Ela tem sua linha de fratura interna, prelúdio a sua possível ruína. Toda instância que se mostra indiferente ao par ato-potência exacerba os sistemas de dominação e em consequência revela suas fissuras íntimas. O clitóris se introduz na intimidade da potência – normativa, ideológica – para revelar a pane que sem cessar a ameaça.
No meu entender, clitóris, anarquia e feminino estão indissoluvelmente ligados, formam uma frente de resistência consciente das derivas autoritárias da própria resistência. A derrota da dominação é um dos maiores desafios de nossa época. O feminismo é evidentemente uma das figuras mais vivas desse desafio, ponta de lança muito exposta porque precisamente sem arkhé." show less
"A cumplicidade entre clitóris e anarquia deve-se antes a seu destino comum de passageiros clandestinos, a sua existência secreta, escondida, desconhecida. O clitóris por muito tempo foi também considerado um estorvo, um órgão supérfluo, inútil, zombador da ordem anatômica, show more política e social por sua independência libertária, sua dinâmica de prazer separado de qualquer princípio e de qualquer objetivo. Um clitóris não se governa. Apesar das tentativas de lhe encontrar senhores – autoridade patriarcal, ditame psicanalítico, imperativos morais, peso dos costumes, carga da ancestralidade –, ele resiste. Resiste à dominação pelo fato mesmo de sua indiferença ao poder e à potência.
A potência não é nada sem sua efetuação, seu exercício, como o atesta a aplicação de uma lei, de um decreto, de uma portaria ou mesmo de um conselho. A potência está sempre à espera de sua atualização. Atos, princípios, leis, decretos, por sua vez, dependem da docilidade e boa vontade de seus executores. Ato e potência tecem a tela inextricável da subordinação. O clitóris não está precisamente nem em potência nem em ato. Não é essa virtualidade imatura à espera da atualidade vaginal. Tampouco se dobra ao modelo da ereção e da detumescência. O clitóris interrompe a lógica do comando e da obediência. Não dirige. E por isso perturba.
A emancipação precisa encontrar o ponto de inflexão em que o poder e a dominação se subvertam a si mesmos. A noção de autossubversão é uma das noções determinantes do pensamento anarquista. A dominação não pode ser derrubada somente de fora. Ela tem sua linha de fratura interna, prelúdio a sua possível ruína. Toda instância que se mostra indiferente ao par ato-potência exacerba os sistemas de dominação e em consequência revela suas fissuras íntimas. O clitóris se introduz na intimidade da potência – normativa, ideológica – para revelar a pane que sem cessar a ameaça.
No meu entender, clitóris, anarquia e feminino estão indissoluvelmente ligados, formam uma frente de resistência consciente das derivas autoritárias da própria resistência. A derrota da dominação é um dos maiores desafios de nossa época. O feminismo é evidentemente uma das figuras mais vivas desse desafio, ponta de lança muito exposta porque precisamente sem arkhé." show less
I read this because a friend mentioned Malabou as a French philosopher who criticized (at least in private) the absurdities of 'Speculative Realism.' So, I was well-disposed. What I found was, sadly, an archetypal work of contemporary continental philosophy, which:
* does not state why we should care about the project (i.e., think about destructive plasticity)
* does not state what the project entails, or how it came about
* does not so much work on the project, as state, over and over again, show more that the project is necessary
* approaches the failure to work on the project by looking at a wide range of disciplines and text and studies, many of which are interesting, but shed no light on the project
* sheds no light on aforementioned disciplines, texts and studies
* is uncannily hip (Proust; Duras; neuroscience; Kafka...)
On the other hand, Malabou's writing is clear, and I'm completely convinced that theorists have ignored the painful and harmful consequences of identity fluidity for, you know, actual people. Of course, she can't come out and say "it's okay for people to have fixed, conservative identities," because, well, contemporary continental philosophy. And she can't say "there is an essence to your identity," because Hume. So some space was created here for interesting thinking. What did not happen? Interesting thinking. show less
* does not state why we should care about the project (i.e., think about destructive plasticity)
* does not state what the project entails, or how it came about
* does not so much work on the project, as state, over and over again, show more that the project is necessary
* approaches the failure to work on the project by looking at a wide range of disciplines and text and studies, many of which are interesting, but shed no light on the project
* sheds no light on aforementioned disciplines, texts and studies
* is uncannily hip (Proust; Duras; neuroscience; Kafka...)
On the other hand, Malabou's writing is clear, and I'm completely convinced that theorists have ignored the painful and harmful consequences of identity fluidity for, you know, actual people. Of course, she can't come out and say "it's okay for people to have fixed, conservative identities," because, well, contemporary continental philosophy. And she can't say "there is an essence to your identity," because Hume. So some space was created here for interesting thinking. What did not happen? Interesting thinking. show less
Le petit essai de Catherine Malabou m'a laissé sur ma faim. Si elle pointe très bien combien on peine à définir l'intelligence et combien sa mesure n'a pas éclairé le sujet ("l'intelligence, ce n'est pas seulement ce que mesurent les tests, c'est aussi ce qui leur échappe", Edgar Morin), son approche de l'IA me semble rester trop conceptuelle pour lui permettre d'éclaircir la différence entre l'intelligence de l'homme et celle de la machine. Certes, les progrès de l'IA abolissent show more les frontières entre l'intelligence de la machine et du vivant... Pour autant, la plasticité de l'une comme de l'autre, les biais des deux... ne suffisent pas pour les fusionner ou les rapprocher.
Reste que sa position est intéressante. Le fait d'avoir changer de point de vue et de s'intéresser à d'autres domaines que la philo pour éclairer son sujet est très stimulant. Son éclairage par Piaget et Dewey aussi... show less
Reste que sa position est intéressante. Le fait d'avoir changer de point de vue et de s'intéresser à d'autres domaines que la philo pour éclairer son sujet est très stimulant. Son éclairage par Piaget et Dewey aussi... show less
Sep 23, 2017French
Tartuin kirjaan, sillä takakannen lause "biotieteiden tutkimustuloksia tarkastellaan filosofisesti suhteessa nyky-yhteiskuntaan" sai mielenkiintoni heräämään. Tätä lukiessani tajusin, etten oikeastaan koskaan ole pitänyt filosofisesta tekstistä, sillä se tuntuu pakenevan kaikkea konkretiaa ja ajatukseni lähtevät harhailemaan. Joudun ponnistelemaan voidakseni keskittyä, mutta silti tuntuu, etteivät lauseet aukea. Esimerkiksi sivulla 73 on lause "Kuten neuronien koheesio, show more yritysten taloudellinen ja sosiaalinen organisaatio ei nykyisin ole keskusjohtoista tai keskittyvää vaan perustuu liikkuvien ja pistemäisten keskusten moneuteen ja kehkeytyy konnektionistisella tavalla." Uhh. Ymmärrän lauseen, mutten sitä mitä se todella tahtoo sanoa - tai pikemminkin, miksi se mitä tässä sanotaan, on tärkeää? No, en ole filosofi, joten ehkei tämä kirja vain ollut minua varten. show less
Jan 2, 2024Finnish
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