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Ignácio de Loyola Brandão

Author of Zero

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About the Author

Works by Ignácio de Loyola Brandão

Zero (1983) 143 copies, 4 reviews
And Still the Earth (1985) 138 copies, 7 reviews
Cadeiras Proibidas (2003) 75 copies
Teeth under the Sun (2002) 29 copies, 1 review
A morena da estação (2010) 22 copies, 1 review
Bebel que a Cidade Comeu (2001) 13 copies
O beijo não vem da boca (1985) 10 copies
O Segredo da Nuvem (2013) 10 copies
Não Verás País Nenhum (2022) 10 copies
Manifesto Verde (1999) 8 copies
Cabeças de segunda-feira (2010) 7 copies
O Ganhador (1987) 4 copies
A Conferência 2 copies
Sonhando com o Demônio (1998) 2 copies
Itaú - 50 Anos (1995) 1 copy
Pega ele, Silêncio (2010) 1 copy
Noite Inclinada (2010) 1 copy

Associated Works

Contos Brasileiros Contemporâneos (1991) 32 copies, 1 review

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Common Knowledge

Canonical name
Brandão, Ignácio de Loyola
Legal name
Brandão, Ignácio de Loyola
Birthdate
1936-07-31
Gender
male
Occupations
journalist
critic
writer
Awards and honors
Prêmio Machado de Assis (2016)
Nationality
Brazil
Places of residence
Araraquara, São Paulo, Brazil (birth)
São Paulo, São Paulo, Brazil
Associated Place (for map)
São Paulo, Brazil

Members

Reviews

24 reviews
Desta terra... completa a trilogia do Brasil distópico, mas inquietantemente próximo ao real, do autor. Do excelente Zero (anos 70), passando por toda a confusão e precaridade de um Brasil ainda sem futuro e desordenado por militares, de um protagonista errático; da obra prima Não verás país nenhum (anos 80), de um governo militar extendido ao infinito, fazendo a nossa uma "gloriosa nação", porque ufanista, especializada em maquear toscamente sua decadência e a ser capaz de show more realizar apenas projetos logísticos ridículos, acumulando ineficiência em tudo; de um protagonista apático; até a distopia do Brasil atual, pós-golpe (mas ainda sem Bolso-militarismo-fundamentalista consolidado). Assim, marca três fases e nisso tem de ser lido por todos aqueles que já leram os primeiros (que considero mandatórios, incríveis).

Mas se Loyola Brandão precisava escrever esse livro, e eu esperava ansioso por isso, também, por outro lado, é uma espécie de romance que eu gostaria de ver escrito por um escritor mais jovem, profundamente imbrincado com o absurdo hodierno. É que, em que pese as pérolas, os parágrafos de um cinismo arrasador, a sacada da linguagem cheia de listas, ligada à excessiva informação, à perda da institucionalidade, à perda da normatividade - da relação de confiança que marca proposições assertivas - o livro como um todo, que é bom, não empolga. Minha hipótese é que há algo de velhice, de distanciamento vespertino, de antiquado, aqui e ali. Mas é claro, digo isso porque mantinha expectativas muito altas (por isso talvez eu reavalie o que acho do livro, daqui a algum tempo). De resto, o protagonista e os personagens atuais tem uma violência emotiva, descontrolada, que surge, talvez como o que dizem ser o "outro lado do cordial, na mesma moeda" bem retrata.

Algumas imagens interessantes, sem spoilers da história: a incessante separação entre Nós x Eles. O prédio da justiça, um bloco impenetrável. Gás anestesiante para lidar com manifestações, povo amançado. As palavras, perdendo a força assertória e doxástica, virando uma montanha. O foco sempre no buxixo/reverberações das ações, como se o conteúdo dessas fosse irrelevante. Impeachments infinitos, intitucionalizados.
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This is my second novel by Brandão, after "Zero", and although stylistically different (more conventional), it is just as convincing in its dystopic vision. Like "Zero", "And Still the Earth" is inspired by the Brazilian dictatorship of the 1980's, but rather than a sideways-skewed surreal version, this is a projection into a near-future Brazil run by an insuperable military bureaucracy (in some ways like Terry Gilliam's "Brazil"). Ecocide is rampant as large swathes of the country have show more been sold off to foreign states and corporations, forcing the local population into ever-shrinking zones of confinement. The climate has been wrecked beyond repair and the country is dying of thirst (uncanny echoes of the situation in 2014 and 2015). It's a long novel and I suppose quite a bleak one, but there is lots of humour, only some of it black, and frequent shafts of sunlight pierce the gloom in the form of everyday incidents and moments of humanity. It's also a sad story of a decayed relationship - the early days of the 50-something hero's marriage are beautifully related, as is its gradual, ungraspable decline in tandem with the country. show less
Escrito em 1980, mas retrato do país atual. Distopia brasileira onde meio ambiente, população marginalizada, estruturas políticas e sociais em decadência foi imaginado como a intensificação da ditadura brasileira. Mas é bem assustadoramente real em 2019. Está tudo ali, envolvimento de políticos com milícias, mentiras como forma de governo (antecipando nosso atual governo de fake news), desdém com ciências, artes, educação, e até um sobrinho meio estranho do protagonista show more (lembra Carluxo sem problemas cognitivos). Leitura essencial para entender como a historia se repete em ciclos, quando o peso da repressão não foi devidamente esclarecido e exposto pelas gerações que viveram esta situação. show less
If it's not cruel, if it doesn't make us suffer, if it doesn't crush what good a man has inside him, then it's not a regime to take seriously.

Zero is an often atonal riff on political oppression, not only in Brasil but globally in the late 1960s. Surely that Brazil is long gone now, the World Cup is around the corner and the Olympics just after. No doubt the world is at least 21.2 percent happier now. The admixture of violence and piety sounds familiar to 2014. Brandão distills Dos Passos show more and Doblin in creating a dire world of poverty, mindless consumption and a ruthless regime which imprisons and tortures for a higher calling. Damn. show less

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