Pride and Prejudice
by Jane Austen
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Description
In early nineteenth-century England, a spirited young woman copes with the courtship of a snobbish gentleman as well as the romantic entanglements of her four sisters.Tags
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Shuffy2 Mr. Darcy and Mr. Thornton are both of the same cloth, a love story you can really sink into!
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344
Shuffy2 Beatrice and Benedick & Lizzie and Darcy- there are some similarties! This is my favorite of Shakespeare's comedies! Two characters who love to spar with words, 2 couples who love each other, and a bad guy! Perfect mix...
389
humouress For those who love Pride and Prejudice, and want to know more about the context it was written in, the annotated version adds depth to Jane Austen's work.
302
chrisharpe Both novels offer a similar sort of wry look at the foibles of the English classes in the 18th / 19th centuries. Both are so carefully observed and deliciously written that they remain classics.
277
SandSing7 Wharton is as American as Austen is British. Read both works for a comparitive "across the pond" view on the novel of manners.
225
spiralsheep I can't believe there isn't already a rec for this, the closest possible read-a-like.
110
Cecrow Longbourn takes place among the servants of the Bennett family.
Also recommended by julienne_preacher
63
lilithcat Some Tame Gazelle was Barbara Pym's first book, but I would really recommend any of her works to admirers of Jane Austen. She has the same sensibility, the same grasp of the English social order and the English village, and populates her books with very similar people. But, more important, she has the same sense of humor, and the same marvelous touch with comedies of manners.
72
potenza Any fan of Jane Austen should appreciate this real-life feminist heroine.
30
Lapsus_Linguae Both novels start with the arrival of a new person in small rural community... Anne Bronte's style is often compared to Austen's.
30
lydiabarr Austen and Delafield are often compared...both have shrewdly observational sense of humor and an elaborately deadpan style. I love them both.
63
Jen7waters Although one is fantasy and the other isn't, Meliara has with Vidanric, the same problem Lizzy has with Darcy: prejudice. She keeps wanting to bite his head off when all he does is help her. Love them all!
53
atimco Trollope has an Austenesque eye for his characters' motivations and inconsistencies, and his Mary Thorne and Austen's Elizabeth Bennett have much in common. Both are persecuted on the basis of low birth and lack of wealth by an older female relative of their love interest. Both novels are thoroughly enjoyable!
43
by anonymous user
missmaddie Poignantly depicts the ridiculousness of male-dominated societies
26
missmaddie Similar topic - young women from the countryside trying to find romance and their identity.
26
Iralell This is the first in a trilogy that reveals Darcy's mind and actions over the time period covered by Pride and Prejudice. Starts out a little rough, drags a bit in the middle, but the last book makes the whole series deeply valuable to P&P lovers.
511
octothorp A key relationship in 'A Close Run Thing' by Allan Mallinson turns upon a shared reading of Austen's 'Pride and Prejudice.'
Member Reviews
The OG Gossip Girl, Jane Austen books can be fun to delve back into from time to time - as long as you can get past her slightly antiquated writing style and see the hidden humour for what it is. Pride and Prejudice is definitely all about the language, as we see our protagonist Elizabeth Bennet go head and to head with her match, Mr. Darcy, in an evolving battle of thinly veiled insults, acerbic sarcasm, and eventual wit. Elizabeth and Darcy may get their come-uppace by the end of the novel, having to face the consequences of where their misplaced pride and prejudice landed them, but even though we can see some of their mistakes as they happen it’s easy for us to side with either or both of the wronged parties along the way. Through show more their drama Austen reveals and critiques the class divide in England at the time, which Elizabeth and Darcy shortly shatter with their unexpected romance, creating a pair of rebels before their time that are engaging even to modern readers. I personally want to give the idiot men in this novel a smack, but then again, that’s no different than now (haha) and part of the whole fun! show less
Orgulho e Preconceito — 4.0✲
Dissolvendo Preconceitos (Literários) /
Dissolving (Literary) Preconceptions
Uma lição que ficou dos dois últimos romances que li de cabo a rabo (Liaisons Dangereseus e Orgulho e Preconceito) foi o de não sonegar a MINHA leitura de um livro; não ceder algo tão importante a ninguém. Que sejam opiniões positivas ou negativas, de críticos estudados ou meros palpiteiros. Se eu me detivesse em assuntos menores, como tema e gênero (na verdade, subgênero), não teria lido esses dois romances que foram, respectivamente, minhas melhores leituras recentes de ficção.
Eu entrei no livro justamente cheio de preconceitos, o primeiro deles por conta da quantidade de meninas que votaram para que fosse este show more o livro que abriria o clube de leitura da faculdade; pensei que: mais clichê, impossível.
Mas, quando o assunto é ler, nunca faço corpo mole, não passou pela minha cabeça abandonar a participação ou fazer algo como leitura dinâmica, procurar resumo na internet, nem nada disso. Até seria interessante para fazer contraponto na hora da discussão, que houvesse uma pessoa ali que não tivesse gostado, e que eu imaginei que seria eu. Mas, a literatura tem disso, e na hora da discussão, ocorreu o inverso: eu tinha sido o que mais gostei, e algumas das meninas que fizeram um VOTANAÇO para Orgulho e Preconceito ganhar, haviam gostado menos numa segunda leitura.
Meu preconceito para com a obra durou menos que o do Sr. Darcy para com Elizabeth, e nas primeiras páginas, logo na primeira cena e abertura, que é uma das grandes aberturas da literatura mundial, por A B eu percebi que não estava diante do clichezão que havia construído na minha mente. Antes, era essa a impressão que sempre tinha quando alguém citava Orgulho e Preconceito (filme ou livro); e eu era tão ignorante quanto a narrativa, que para mim, foi uma surpresa quando o foco da narrativo saiu de Jane e Bingley (que protagonizam os primeiros "conflitos do livro"), pra uma aproximação maior com a Elizabeth, que primeiro está ali como inteligente observadora, e isso é bastante significativo.
Mas, enfim, a abertura, na tradução que escolhi (Roberto Leal Ferreira/Martin Claret), depois de bater e compará-la com algumas outras, a clássica do Lúcio Cardoso, a da Penguin Companhia (essa é muito boa em notas), se sobressaiu pra mim a do Roberto Leal Ferreira:
A minha primeira boa impressão, e isso vai ficar comprovado ao longo do livro, é a utilização de um narrador que está imerso na geografia local, nas fofocas do lugarejo, nos preconceitos das famílias, mas ainda sim, posicionado a uma distância pungente, salpicando ironia, indo e vindo de personagens, acelerando e desacelerando a narrativa. "É uma verdade universalmente reconhecida" daquele lugar e daquela sociedade tão e unicamente. Já se percebe que o narrador fala com sua voz “demiúrgica” mas o que ele expressa é uma “verdade” do povo ali circundante.
O narrador aproxima-se, certas vezes, mais de uns que de outros personagens — apesar da maior parte do tempo, de braços dados, acompanhar a Lizzy — numa terceira pessoa que não é de maneira nenhuma muito descritiva ou demasiadamente datada (há quem veja lampejos do discurso indireto em certas partes) a ação se dá num modo quase de drama (gênero), a partir de diálogos representativos, ou cartas (que é onde se dá a maior parte da ação fora do diálogo, apesar de de certa forma, também ser um tipo de diálogo) e isso aproxima a Jane Austen das minhas últimas leituras prediletas, do Laclos e do conterrâneo dela D.H. Lawrence.
Ainda no primeiro capítulo, já temos posta uma das muitas questões dramáticas do romance, que vai perdurar por alguns capítulos, um pouco morosa, sim, em comparação com outras, mas que será interessante quando essas questões forem se resolvendo, se alternando, e gerando outras.
É, esta, a chegada do Bingley (acompanhado de Darcy), e a questão: como se dará o relacionamento do homem com a vizinhança? Principalmente, com a família que acompanhamos na abertura?
Vemos tudo, nesse primeiro capítulo, da perspectiva do Sr. e da Sra. Bennet, o que não é gratuito, e que serve para já num primeiro capítulo mostrar muito do contraste entre esse pai e essa mãe (e vosso próprio casamento em comparação com outros casamentos), que vai perdurar ao longo de todo o livro; é um prelúdio para os múltiplos conflitos e relações antagônicas, partindo inicialmente desse lar, e então indo para outros, abrindo-se em mais personagens, sem nunca abandoná-lo: afinal, é o lar de Lizzy.
Em poucas páginas, a caracterização, apesar de um pouco expositiva demais — no sentido de, ela definir com adjetivos algo que percebemos facilmente através dos bons diálogos (esse é um dos problemas que tenho com a poética da Austen), coloca em evidência a personalidade de ambos e nos diz muito com pouca "descrição de ações"; é quase como num Drama mesmo, a autora faz-nos imaginar muito bem, só com o discurso direto, a disposição de uma cena e da atuação e disposição dos personagens em cena. Apesar de no fim, ela “entregar o ouro” aos leitores, e faz isso com alguma frequência que incomoda, certas vezes numa caracterização e certas vezes (mais problemáticas) em questões de desenlace de narrativa.
A demarcação desse primeiro "conflito" entre marido e mulher é interessantíssimo. Já diz muito e ilustra uma faceta dos casamentos, assunto que cortará por todo o livro, desde o casamento de Jane (a irmã), Charlotte (a amiga) e Lidya (a outra irmã) e suas diferenças: necessidade, interesse, erro, ingenuidade. Observados pela ótica da Elizabeth, uma grande observadora de caráteres, mas que pisa em falso muitas vezes, e demonstra que a grande observadora vêm mesmo por detrás dela — e vale retificar, uma não é a outra —: a Jane Austen.
Avançando no primeiro capítulo, a Sra. Bennet ferve com a notícia do homem solteiro de mudança e não cessa de confabular planos, antes mesmo do primeiro diálogo do romance acontecer ela já tem planejada uma apresentação em mente: "— Meu caro sr. Bennet — disse-lhe a esposa certo dia —, sabia que Netherfield Park foi enfim alugado? (…) Ora, meu querido, como você sabe, a sra. Long diz que Netherfield foi alugado por um jovem de amplas posses do norte da Inglaterra (…)." Enquanto o Sr. Bennet, pelo contrário, de nada sabe. Imaginamos-o tomando um café e lendo seu jornal. Não mede palavras para falar das filhas, e não esconde a preferência por Lizzy; mais um conflito óbvio entre marido e mulher: a Jane Austen vai salpicando tudo isso já no conciso primeiro capítulo: "— Não quero que você faça isso. Lizzy não é nem um pouco melhor do que as outras; e tenho certeza de que não tem a metade da beleza de Jane, nem metade do bom humor de Lydia. Mas você sempre dá a ela a preferência."
A preocupação extrema com o casamento das suas meninas e a falta de tato é o que define a personalidade da Sra. Bennet; e a distância e o isolamento irônico do Sr. Bennet (é o personagem com as linhas de diálogo mais engraçados de todo o livro) ilustra um casamento que “deu errado”, e mais para frente saberemos por quê.
A Jane Austen não mede palavras na descrição da Inglesa "média", que tem como consolo visitas e fofocas, e como único plano de vida casar as filhas. E da mesma maneira que coloca na voz do Sr. Bennet, um patriarca que diz: "Nenhuma delas tem muita coisa que as recomende replicou ele —; são todas tolas e ignorantes, como as meninas sempre são", coloca também no narrador, sobre a Sra. Bennet: "A mente dela era menos difícil de descrever. Era uma mulher de inteligência medíocre, pouca cultura e temperamento inconstante. Quando se contrariava, imaginava estar doente dos nervos. Seu objetivo na vida era ver as filhas casadas; seu consolo, as visitas e as fofocas.". E é esta a família da nossa protagonista.
Sobre isto, há de se ter algum cuidado:
Mesmo que o casamento fosse uma das únicas saídas para as mulheres daquela época, e a Sra. Bennet, por ter quatro filhas mulheres, e um testamento que impediria que elas — com a morte do marido — herdassem algo (tornando imporatntíssimo o casamento das filhas) é jogada uma luz muito mais crítica na Sra. Bennet do que, por exemplo, no casamento “frio” entre Collins e Charlotte.
Ao longo de todo o romance é a mãe-casadeira que expõe-se muito mais aos olhares irônicos do narrador. Se conseguimos encarar o romance como em consonância com as ideias da Mary Wolstonecraft, publicando poucos anos antes da Jane, principalmente na personagem da Lizzy (e de sua graça que vêm da personalidade forte e da razão sobre a sensibilidade), podemos também suspeitar que além da crítica a uma Aristocracia altiva que quer mais utilizar da sua posição para se meter na vida de todo mundo (vemos isso na personagem da Lady Chaterine), há também uma crítica às mulheres obcecadas pelo casamento e que vivem sob função disso (a mãe e Lidya, por exemplo, “caem” no erro por conta disso), em comparação com o casamento observado a partir da razão e do afeto — obviamente, o de Lizzy. Mas, incluo em relação a esse primeiro, também o casamento de Charlotte (fiquei na minha cabeça que se a Austen — e não a Elizabeth, cheia de seus preconceitos, futuramente superados — estivesse realmente criticando a decisão da Charlotte, veríamos, durante a visita de Lizzy a amiga, algo muito pior do que vemos em relação a seu casamento). E isso deixo para quem mais leu tirar as próprias conclusões.
Enfim, é um livro feliz, ponto. Então não vou nem falar sobre a idealização de Elizabeth que um casamento, mesmo que meticulosamente pensado e investigado (sentimentalmente e racionalmente), signifique felicidade: sabemos, hoje em dia, que não. E por isso o livro faz bem em acabar antes do casamento em si e seus dias subsequentes.
O final, muito novelesco - no sentido de novela mesmo (não atoa pode-se considerar a Austen mãe de grande parte do sub-gênero do romance no cinema -, entretanto, me colocou um sorriso bobo no rosto; e a semana que passei naquela inglaterra, nos bailes, nos passeios de Orgulho e Preconceito, com seus personagens, suas maneiras, sua sociedade muito diferente mas também muito parecida com a nossa, valeu a pena.
Percebe-se também a habilidade da Jane Austen como uma grande romancista na maneira como ela constrói e amarra a narrativa, se você ler atentamente, perceberá como muito do que virá a seguir, se você imaginar que aqueles personagens estão vivos, e estão atuando naquele mundo, enquanto outra coisa está sendo narrada, quando outra coisa está em evidência, você pegará muito dos pequenos desenlaces antes mesmo que a Austen os resolva, e é muito recompensador — quando a autora não dúvida dos "elfos ignorates*" e entrega todo o ouro no final do parágrafo.
Grande livro, e quando terminei ele, lembro da sensação de que se a "tia de Steventon", que preferia muito mais ser boa para com seus sobrinhos do que uma famosa escritora, que viajou pouco na vida além das quatro paredes dos lares e dos bailes, que não precisou de grandes excitações e só a partir da observação, da ironia para com o seu tempo e seus costumes, construiu um microcosmo tão gostoso de ler, e uma visão tão interessante, senti que todo mundo deveria escrever mesmo, e não que há literatura de mais, e leitores de menos; e sim, autores de mais, e visões de mundo de menos. (Mas bem que pode ser só uma bonita ilusão criada em mim pelas qualidades intrínsecas da Jane Austen; talvez se o mesmo tema de Orgulho e Preconceito fosse observado por outros olhos e escrito por outra mão que não a dela, pensaria o oposto. Não sei.)
Tinha mais coisa para falar aqui, sobre a comparação com o Choderlos de Laclos, sobre como ambos utilizam as cartas, sobre como ambos vêem a educação das mulheres, como ambos são diferentes nas abordagens, mesmo que ambos se apoiem sobre o Richardson (o Laclos têm Clarissa como uma obra-prima — apesar de ele ter superado e muito o Richardson com suas Liaisons Dangereuses —, e a Austen têm como seus romances favoritos Sir Charles Grandison — que muito a inspirou —, e Pamela, também do Richardson), mas por enquanto é isso.
-x-
*Jane Austen: "Eu não escrevo para elfos estúpidos. (...) Nem eles são lá tão ingênuos" show less
Dissolvendo Preconceitos (Literários) /
Dissolving (Literary) Preconceptions
Uma lição que ficou dos dois últimos romances que li de cabo a rabo (Liaisons Dangereseus e Orgulho e Preconceito) foi o de não sonegar a MINHA leitura de um livro; não ceder algo tão importante a ninguém. Que sejam opiniões positivas ou negativas, de críticos estudados ou meros palpiteiros. Se eu me detivesse em assuntos menores, como tema e gênero (na verdade, subgênero), não teria lido esses dois romances que foram, respectivamente, minhas melhores leituras recentes de ficção.
Eu entrei no livro justamente cheio de preconceitos, o primeiro deles por conta da quantidade de meninas que votaram para que fosse este show more o livro que abriria o clube de leitura da faculdade; pensei que: mais clichê, impossível.
Mas, quando o assunto é ler, nunca faço corpo mole, não passou pela minha cabeça abandonar a participação ou fazer algo como leitura dinâmica, procurar resumo na internet, nem nada disso. Até seria interessante para fazer contraponto na hora da discussão, que houvesse uma pessoa ali que não tivesse gostado, e que eu imaginei que seria eu. Mas, a literatura tem disso, e na hora da discussão, ocorreu o inverso: eu tinha sido o que mais gostei, e algumas das meninas que fizeram um VOTANAÇO para Orgulho e Preconceito ganhar, haviam gostado menos numa segunda leitura.
Meu preconceito para com a obra durou menos que o do Sr. Darcy para com Elizabeth, e nas primeiras páginas, logo na primeira cena e abertura, que é uma das grandes aberturas da literatura mundial, por A B eu percebi que não estava diante do clichezão que havia construído na minha mente. Antes, era essa a impressão que sempre tinha quando alguém citava Orgulho e Preconceito (filme ou livro); e eu era tão ignorante quanto a narrativa, que para mim, foi uma surpresa quando o foco da narrativo saiu de Jane e Bingley (que protagonizam os primeiros "conflitos do livro"), pra uma aproximação maior com a Elizabeth, que primeiro está ali como inteligente observadora, e isso é bastante significativo.
Mas, enfim, a abertura, na tradução que escolhi (Roberto Leal Ferreira/Martin Claret), depois de bater e compará-la com algumas outras, a clássica do Lúcio Cardoso, a da Penguin Companhia (essa é muito boa em notas), se sobressaiu pra mim a do Roberto Leal Ferreira:
"É uma verdade universalmente reconhecida que um homem solteiro e muito rico precisa de uma esposa.
Por menos conhecidos que sejam os sentimentos ou as ideias de tal homem ao entrar pela primeira vez em certo lugarejo, tal verdade está tão bem arraigada na mente das famílias que o rodeiam, que ele vem a ser considerado propriedade legítima de uma ou outra de suas filhas. "
A minha primeira boa impressão, e isso vai ficar comprovado ao longo do livro, é a utilização de um narrador que está imerso na geografia local, nas fofocas do lugarejo, nos preconceitos das famílias, mas ainda sim, posicionado a uma distância pungente, salpicando ironia, indo e vindo de personagens, acelerando e desacelerando a narrativa. "É uma verdade universalmente reconhecida" daquele lugar e daquela sociedade tão e unicamente. Já se percebe que o narrador fala com sua voz “demiúrgica” mas o que ele expressa é uma “verdade” do povo ali circundante.
O narrador aproxima-se, certas vezes, mais de uns que de outros personagens — apesar da maior parte do tempo, de braços dados, acompanhar a Lizzy — numa terceira pessoa que não é de maneira nenhuma muito descritiva ou demasiadamente datada (há quem veja lampejos do discurso indireto em certas partes) a ação se dá num modo quase de drama (gênero), a partir de diálogos representativos, ou cartas (que é onde se dá a maior parte da ação fora do diálogo, apesar de de certa forma, também ser um tipo de diálogo) e isso aproxima a Jane Austen das minhas últimas leituras prediletas, do Laclos e do conterrâneo dela D.H. Lawrence.
Ainda no primeiro capítulo, já temos posta uma das muitas questões dramáticas do romance, que vai perdurar por alguns capítulos, um pouco morosa, sim, em comparação com outras, mas que será interessante quando essas questões forem se resolvendo, se alternando, e gerando outras.
É, esta, a chegada do Bingley (acompanhado de Darcy), e a questão: como se dará o relacionamento do homem com a vizinhança? Principalmente, com a família que acompanhamos na abertura?
Vemos tudo, nesse primeiro capítulo, da perspectiva do Sr. e da Sra. Bennet, o que não é gratuito, e que serve para já num primeiro capítulo mostrar muito do contraste entre esse pai e essa mãe (e vosso próprio casamento em comparação com outros casamentos), que vai perdurar ao longo de todo o livro; é um prelúdio para os múltiplos conflitos e relações antagônicas, partindo inicialmente desse lar, e então indo para outros, abrindo-se em mais personagens, sem nunca abandoná-lo: afinal, é o lar de Lizzy.
Em poucas páginas, a caracterização, apesar de um pouco expositiva demais — no sentido de, ela definir com adjetivos algo que percebemos facilmente através dos bons diálogos (esse é um dos problemas que tenho com a poética da Austen), coloca em evidência a personalidade de ambos e nos diz muito com pouca "descrição de ações"; é quase como num Drama mesmo, a autora faz-nos imaginar muito bem, só com o discurso direto, a disposição de uma cena e da atuação e disposição dos personagens em cena. Apesar de no fim, ela “entregar o ouro” aos leitores, e faz isso com alguma frequência que incomoda, certas vezes numa caracterização e certas vezes (mais problemáticas) em questões de desenlace de narrativa.
A demarcação desse primeiro "conflito" entre marido e mulher é interessantíssimo. Já diz muito e ilustra uma faceta dos casamentos, assunto que cortará por todo o livro, desde o casamento de Jane (a irmã), Charlotte (a amiga) e Lidya (a outra irmã) e suas diferenças: necessidade, interesse, erro, ingenuidade. Observados pela ótica da Elizabeth, uma grande observadora de caráteres, mas que pisa em falso muitas vezes, e demonstra que a grande observadora vêm mesmo por detrás dela — e vale retificar, uma não é a outra —: a Jane Austen.
Avançando no primeiro capítulo, a Sra. Bennet ferve com a notícia do homem solteiro de mudança e não cessa de confabular planos, antes mesmo do primeiro diálogo do romance acontecer ela já tem planejada uma apresentação em mente: "— Meu caro sr. Bennet — disse-lhe a esposa certo dia —, sabia que Netherfield Park foi enfim alugado? (…) Ora, meu querido, como você sabe, a sra. Long diz que Netherfield foi alugado por um jovem de amplas posses do norte da Inglaterra (…)." Enquanto o Sr. Bennet, pelo contrário, de nada sabe. Imaginamos-o tomando um café e lendo seu jornal. Não mede palavras para falar das filhas, e não esconde a preferência por Lizzy; mais um conflito óbvio entre marido e mulher: a Jane Austen vai salpicando tudo isso já no conciso primeiro capítulo: "— Não quero que você faça isso. Lizzy não é nem um pouco melhor do que as outras; e tenho certeza de que não tem a metade da beleza de Jane, nem metade do bom humor de Lydia. Mas você sempre dá a ela a preferência."
A preocupação extrema com o casamento das suas meninas e a falta de tato é o que define a personalidade da Sra. Bennet; e a distância e o isolamento irônico do Sr. Bennet (é o personagem com as linhas de diálogo mais engraçados de todo o livro) ilustra um casamento que “deu errado”, e mais para frente saberemos por quê.
A Jane Austen não mede palavras na descrição da Inglesa "média", que tem como consolo visitas e fofocas, e como único plano de vida casar as filhas. E da mesma maneira que coloca na voz do Sr. Bennet, um patriarca que diz: "Nenhuma delas tem muita coisa que as recomende replicou ele —; são todas tolas e ignorantes, como as meninas sempre são", coloca também no narrador, sobre a Sra. Bennet: "A mente dela era menos difícil de descrever. Era uma mulher de inteligência medíocre, pouca cultura e temperamento inconstante. Quando se contrariava, imaginava estar doente dos nervos. Seu objetivo na vida era ver as filhas casadas; seu consolo, as visitas e as fofocas.". E é esta a família da nossa protagonista.
Sobre isto, há de se ter algum cuidado:
Mesmo que o casamento fosse uma das únicas saídas para as mulheres daquela época, e a Sra. Bennet, por ter quatro filhas mulheres, e um testamento que impediria que elas — com a morte do marido — herdassem algo (tornando imporatntíssimo o casamento das filhas) é jogada uma luz muito mais crítica na Sra. Bennet do que, por exemplo, no casamento “frio” entre Collins e Charlotte.
Ao longo de todo o romance é a mãe-casadeira que expõe-se muito mais aos olhares irônicos do narrador. Se conseguimos encarar o romance como em consonância com as ideias da Mary Wolstonecraft, publicando poucos anos antes da Jane, principalmente na personagem da Lizzy (e de sua graça que vêm da personalidade forte e da razão sobre a sensibilidade), podemos também suspeitar que além da crítica a uma Aristocracia altiva que quer mais utilizar da sua posição para se meter na vida de todo mundo (vemos isso na personagem da Lady Chaterine), há também uma crítica às mulheres obcecadas pelo casamento e que vivem sob função disso (a mãe e Lidya, por exemplo, “caem” no erro por conta disso), em comparação com o casamento observado a partir da razão e do afeto — obviamente, o de Lizzy. Mas, incluo em relação a esse primeiro, também o casamento de Charlotte (fiquei na minha cabeça que se a Austen — e não a Elizabeth, cheia de seus preconceitos, futuramente superados — estivesse realmente criticando a decisão da Charlotte, veríamos, durante a visita de Lizzy a amiga, algo muito pior do que vemos em relação a seu casamento). E isso deixo para quem mais leu tirar as próprias conclusões.
Enfim, é um livro feliz, ponto. Então não vou nem falar sobre a idealização de Elizabeth que um casamento, mesmo que meticulosamente pensado e investigado (sentimentalmente e racionalmente), signifique felicidade: sabemos, hoje em dia, que não. E por isso o livro faz bem em acabar antes do casamento em si e seus dias subsequentes.
O final, muito novelesco - no sentido de novela mesmo (não atoa pode-se considerar a Austen mãe de grande parte do sub-gênero do romance no cinema -, entretanto, me colocou um sorriso bobo no rosto; e a semana que passei naquela inglaterra, nos bailes, nos passeios de Orgulho e Preconceito, com seus personagens, suas maneiras, sua sociedade muito diferente mas também muito parecida com a nossa, valeu a pena.
Percebe-se também a habilidade da Jane Austen como uma grande romancista na maneira como ela constrói e amarra a narrativa, se você ler atentamente, perceberá como muito do que virá a seguir, se você imaginar que aqueles personagens estão vivos, e estão atuando naquele mundo, enquanto outra coisa está sendo narrada, quando outra coisa está em evidência, você pegará muito dos pequenos desenlaces antes mesmo que a Austen os resolva, e é muito recompensador — quando a autora não dúvida dos "elfos ignorates*" e entrega todo o ouro no final do parágrafo.
Grande livro, e quando terminei ele, lembro da sensação de que se a "tia de Steventon", que preferia muito mais ser boa para com seus sobrinhos do que uma famosa escritora, que viajou pouco na vida além das quatro paredes dos lares e dos bailes, que não precisou de grandes excitações e só a partir da observação, da ironia para com o seu tempo e seus costumes, construiu um microcosmo tão gostoso de ler, e uma visão tão interessante, senti que todo mundo deveria escrever mesmo, e não que há literatura de mais, e leitores de menos; e sim, autores de mais, e visões de mundo de menos. (Mas bem que pode ser só uma bonita ilusão criada em mim pelas qualidades intrínsecas da Jane Austen; talvez se o mesmo tema de Orgulho e Preconceito fosse observado por outros olhos e escrito por outra mão que não a dela, pensaria o oposto. Não sei.)
Tinha mais coisa para falar aqui, sobre a comparação com o Choderlos de Laclos, sobre como ambos utilizam as cartas, sobre como ambos vêem a educação das mulheres, como ambos são diferentes nas abordagens, mesmo que ambos se apoiem sobre o Richardson (o Laclos têm Clarissa como uma obra-prima — apesar de ele ter superado e muito o Richardson com suas Liaisons Dangereuses —, e a Austen têm como seus romances favoritos Sir Charles Grandison — que muito a inspirou —, e Pamela, também do Richardson), mas por enquanto é isso.
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*Jane Austen: "Eu não escrevo para elfos estúpidos. (...) Nem eles são lá tão ingênuos" show less
Me desculpem os historiadores, mas a literatura é fundamental para a visualização da história e costumes de uma época, creio que Austen foi a mais empreendedora na descrição da situação terrível da mulher na Inglaterra do século XVIII, tanto em termos de leis da sociedade moralista quanto a dependência financeira das regras patriarcais, não era mesmo de se espantar que no final daquele século surgisse uma Mary Wollstonecraft para criticar tudo aquilo de forma mais incisiva do que as vernizes cômicas de que se utilizava Austen em seus romances.
Ademais, na estruturação do livro vemos o desenvolvimento e maturação de dois dos mais belos personagens da literatura: Lizzy Bennett e Mr. Darcy, a complexidade deles show more construída apenas atráves de suas atitudes e diálogos, sem a interferência de uma possível onisciência da autora, transforma os desígnios de sua prosa praticamente numa obra de suspense, nos incitando à ansiedade de qual o real significado das atitudes indecifráveis de seus personagens como se nós mesmos vivenciássemos aquela vida. show less
Ademais, na estruturação do livro vemos o desenvolvimento e maturação de dois dos mais belos personagens da literatura: Lizzy Bennett e Mr. Darcy, a complexidade deles show more construída apenas atráves de suas atitudes e diálogos, sem a interferência de uma possível onisciência da autora, transforma os desígnios de sua prosa praticamente numa obra de suspense, nos incitando à ansiedade de qual o real significado das atitudes indecifráveis de seus personagens como se nós mesmos vivenciássemos aquela vida. show less
This was my first time reading Jane Austen and if it wasn't for the buddy read organised and hosted by Theresa Smith, who knows when I would have made time to read Pride and Prejudice. What I discovered was a slow-burn 'enemies to lovers' literary romance novel. The prose was intellectually stimulating, full of satire and sarcasm and I enjoyed the clever put downs like this one.
"Sir William Lucas, and his daughter Maria, a good humoured girl, but as empty-headed as himself, had nothing to say that could be worth hearing, and were listened to with about as much delight as the rattle of the chaise." Page 154
These provided amusing moments however the novel is also slow going. I found it contained all of the expected observations on the show more class system, inheritance, love, marriage, lack of female agency and the power and control men have over their wives and families. What I wasn't expecting were the realisations about family and how we can find ourselves embarrassed and even ashamed by the ones we love the most.
The highlight of this classic for me was the witty and cutting dialogue between the characters throughout the novel; sometimes in the form of letters. It was easy to admire the vocabulary and turns of phrase and wish for the ability to converse just like that.
Reading Pride and Prejudice 200 years after its publication in 1813 is bound to highlight just how much has changed in the intervening years but how people are essentially the same. Now, when a woman is feeling low about an interaction with someone, she might plug in her earphones, put on her favourite Spotify playlist and go for a run or a drive so she can stew on the situation and ruminate some more. It's the same for Elizabeth Bennet, as we see in this example.
"Reflection must be reserved for solitary hours; whenever she was alone, she gave way to it as the greatest relief; and not a day went by without a solitary walk, in which she might indulge in all the delight of unpleasant recollections." Page 214
I purchased a lovely faux leather Penguin Classics edition of Pride and Prejudice for this buddy read and while I greatly enjoyed participating in the discussions and the knowledge gained from finally reading this classic, ultimately it felt like homework with scattered reading rewards throughout and a sense of accomplishment at the end. show less
"Sir William Lucas, and his daughter Maria, a good humoured girl, but as empty-headed as himself, had nothing to say that could be worth hearing, and were listened to with about as much delight as the rattle of the chaise." Page 154
These provided amusing moments however the novel is also slow going. I found it contained all of the expected observations on the show more class system, inheritance, love, marriage, lack of female agency and the power and control men have over their wives and families. What I wasn't expecting were the realisations about family and how we can find ourselves embarrassed and even ashamed by the ones we love the most.
The highlight of this classic for me was the witty and cutting dialogue between the characters throughout the novel; sometimes in the form of letters. It was easy to admire the vocabulary and turns of phrase and wish for the ability to converse just like that.
Reading Pride and Prejudice 200 years after its publication in 1813 is bound to highlight just how much has changed in the intervening years but how people are essentially the same. Now, when a woman is feeling low about an interaction with someone, she might plug in her earphones, put on her favourite Spotify playlist and go for a run or a drive so she can stew on the situation and ruminate some more. It's the same for Elizabeth Bennet, as we see in this example.
"Reflection must be reserved for solitary hours; whenever she was alone, she gave way to it as the greatest relief; and not a day went by without a solitary walk, in which she might indulge in all the delight of unpleasant recollections." Page 214
I purchased a lovely faux leather Penguin Classics edition of Pride and Prejudice for this buddy read and while I greatly enjoyed participating in the discussions and the knowledge gained from finally reading this classic, ultimately it felt like homework with scattered reading rewards throughout and a sense of accomplishment at the end. show less
Seriously, this book is my first, my last, my everything. I read it slowly to savor it fully (also, it's been super busy around my house), and it was just the balm I needed. Elizabeth and Mr. Darcy are deliciously complex, and the slow burn of their coming together remains deeply satisfying to this day. Plus, Jane Austen is full of The Shade, with wry asides that would make RuPaul's drag racers very, very jealous.
February 25, 2020 update: It is a truth universally acknowledged that when you get to teach your favorite book for an elective class with people who CHOOSE to be there, you're going to have a most excellent time. I didn't realize just how deeply embedded this book is within me until I got to talk about it in 75-minute class show more periods with students. show less
February 25, 2020 update: It is a truth universally acknowledged that when you get to teach your favorite book for an elective class with people who CHOOSE to be there, you're going to have a most excellent time. I didn't realize just how deeply embedded this book is within me until I got to talk about it in 75-minute class show more periods with students. show less
Perfection.
This is either my 10th or my 12th reread. I haven’t logged them all, and I never reviewed! What can I say now except, “it’s good to be home” and “you can’t do Jane Austen justice”? If it’s all right with you, I’ll fangirl, think a bit, have an emotion or two, all in bullet points.
✨ How beautifully constructed this book is! There isn’t a scene, a chapter, a plot twist out of place. The timing is flawless.
✨ It struck me how well Austen writes families (characters go without saying). You immediately know what the atmosphere is like in this particular house, what it would feel like to be there.
✨ I want to write down every sentence! And hug it - hello, it’s nice to see you again. Yes, you too: show more ”Kitty has no discretion in her coughs,” said her father; ”she times them ill.”
✨ ”She is tolerable, but not handsome enough to tempt me…” Oh, Mr Darcy, you entitled introvert, you have no idea what’s in store for you. Mwahaha.
✨ What were my favourite parts, again? Is it Jane and Elizabeth staying at Netherfield? The ball at Netherfield aka “my family is so embarrassing”? Elizabeth/Darcy banter aka “the mother of all romcom banters? Elizabeth visiting Pemberly? I give up, every chapter is my favourite.
✨ The ”accomplished woman” conversation is great on so many levels: as a satire and societal critique; as a way to for the characters to be more themselves.
✨ Hurray for Elizabeth! ”Do not consider me now as an elegant female, intending to plague you, but as a rational creature, speaking the truth from her heart.” ”My courage always rises at every attempt to intimidate me.” I should try saying the latter to people more often. It will make my life better, I am sure.
✨ Once again, I watched The Proposal crash and burn in slow motion. Oooooh….
✨ Captain Wentworth did it better; but Darcy also knows how to write a letter. ”You must, therefore, pardon the freedom with which I demand your attention; your feelings, I know, will bestow it unwillingly, but I demand it of your justice.”
✨ The foundation of any good relationship is getting out of the swamp of me, myself and I, and taking a step towards the other person. ”By you, I was properly humbled,” said Darcy to Elizabeth.
You were humbled by each other, and I love you for it. show less
This is either my 10th or my 12th reread. I haven’t logged them all, and I never reviewed! What can I say now except, “it’s good to be home” and “you can’t do Jane Austen justice”? If it’s all right with you, I’ll fangirl, think a bit, have an emotion or two, all in bullet points.
✨ How beautifully constructed this book is! There isn’t a scene, a chapter, a plot twist out of place. The timing is flawless.
✨ It struck me how well Austen writes families (characters go without saying). You immediately know what the atmosphere is like in this particular house, what it would feel like to be there.
✨ I want to write down every sentence! And hug it - hello, it’s nice to see you again. Yes, you too: show more ”Kitty has no discretion in her coughs,” said her father; ”she times them ill.”
✨ ”She is tolerable, but not handsome enough to tempt me…” Oh, Mr Darcy, you entitled introvert, you have no idea what’s in store for you. Mwahaha.
✨ What were my favourite parts, again? Is it Jane and Elizabeth staying at Netherfield? The ball at Netherfield aka “my family is so embarrassing”? Elizabeth/Darcy banter aka “the mother of all romcom banters? Elizabeth visiting Pemberly? I give up, every chapter is my favourite.
✨ The ”accomplished woman” conversation is great on so many levels: as a satire and societal critique; as a way to for the characters to be more themselves.
✨ Hurray for Elizabeth! ”Do not consider me now as an elegant female, intending to plague you, but as a rational creature, speaking the truth from her heart.” ”My courage always rises at every attempt to intimidate me.” I should try saying the latter to people more often. It will make my life better, I am sure.
✨ Once again, I watched The Proposal crash and burn in slow motion. Oooooh….
✨ Captain Wentworth did it better; but Darcy also knows how to write a letter. ”You must, therefore, pardon the freedom with which I demand your attention; your feelings, I know, will bestow it unwillingly, but I demand it of your justice.”
✨ The foundation of any good relationship is getting out of the swamp of me, myself and I, and taking a step towards the other person. ”By you, I was properly humbled,” said Darcy to Elizabeth.
You were humbled by each other, and I love you for it. show less
Pride and Prejudice is an absolutely captivating classic that continues to shine through the ages. Jane Austen’s brilliant writing brings to life the complexities of love, social expectations, and personal growth. The relationship between Elizabeth Bennet and Mr. Darcy is nothing short of enchanting, with witty banter and unforgettable chemistry that keeps readers hooked from beginning to end.
Austen’s sharp commentary on societal norms and class distinctions is both thought-provoking and timeless. The richly developed characters, particularly Elizabeth’s intelligence and Darcy’s transformation, make this novel an enduring masterpiece. It’s a perfect blend of romance, humor, and social insight. A must-read for any fan of show more literature! show less
Austen’s sharp commentary on societal norms and class distinctions is both thought-provoking and timeless. The richly developed characters, particularly Elizabeth’s intelligence and Darcy’s transformation, make this novel an enduring masterpiece. It’s a perfect blend of romance, humor, and social insight. A must-read for any fan of show more literature! show less
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"Orgullo y prejuicio" de Jane Austen, publicada en 1813, es una novela clásica que explora temas como el amor, la clase social y las expectativas de la sociedad en la Inglaterra de principios del siglo XIX. La historia gira en torno a Elizabeth Bennet, la segunda hija mayor de la familia Bennet. Los Bennet, una familia respetable pero con problemas económicos, están ansiosos por casar a sus show more cinco hijas.
La trama se pone en marcha cuando el rico y codiciado soltero Charles Bingley alquila el cercano Netherfield Park. Bingley viene acompañado de su amigo, el orgulloso y adinerado Sr. Fitzwilliam Darcy. El comportamiento reservado y aparentemente arrogante de Darcy provoca tensiones iniciales, sobre todo con Elizabeth. Sin embargo, a medida que se desarrolla la historia, los lectores descubren el verdadero carácter y las motivaciones de Darcy.
El tema central de la novela es la evolución de la relación entre Elizabeth Bennet y el Sr. Darcy. Al principio, ambos personajes tienen prejuicios el uno contra el otro, pero a medida que sortean las expectativas sociales, los malentendidos y el crecimiento personal, llegan a comprenderse y apreciarse mutuamente. La novela es célebre por sus ingeniosos diálogos, sus comentarios sociales y las agudas observaciones de Austen sobre la sociedad de su época.
"Orgullo y prejuicio" es una obra atemporal que ha sido adaptada a numerosas películas, series de televisión y obras de teatro. Sigue siendo apreciada por su exploración del amor, el crecimiento personal y los entresijos de las relaciones sociales a principios del siglo XIX. show less
La trama se pone en marcha cuando el rico y codiciado soltero Charles Bingley alquila el cercano Netherfield Park. Bingley viene acompañado de su amigo, el orgulloso y adinerado Sr. Fitzwilliam Darcy. El comportamiento reservado y aparentemente arrogante de Darcy provoca tensiones iniciales, sobre todo con Elizabeth. Sin embargo, a medida que se desarrolla la historia, los lectores descubren el verdadero carácter y las motivaciones de Darcy.
El tema central de la novela es la evolución de la relación entre Elizabeth Bennet y el Sr. Darcy. Al principio, ambos personajes tienen prejuicios el uno contra el otro, pero a medida que sortean las expectativas sociales, los malentendidos y el crecimiento personal, llegan a comprenderse y apreciarse mutuamente. La novela es célebre por sus ingeniosos diálogos, sus comentarios sociales y las agudas observaciones de Austen sobre la sociedad de su época.
"Orgullo y prejuicio" es una obra atemporal que ha sido adaptada a numerosas películas, series de televisión y obras de teatro. Sigue siendo apreciada por su exploración del amor, el crecimiento personal y los entresijos de las relaciones sociales a principios del siglo XIX. show less
added by Peter_MacTroy
[Recensionen gäller en nyöversättning gjord av Gun-Britt Sundström]
...men ”Stolthet och fördom” är en glad roman, tack vare Elizabeth Bennets frejdiga humör och relativa frispråkighet. I Gun-Britt Sundströms nyöversättning ges gott om utrymme för tvetydigheten i hennes repliker, för skrattet som bubblar under ytan.
...men ”Stolthet och fördom” är en glad roman, tack vare Elizabeth Bennets frejdiga humör och relativa frispråkighet. I Gun-Britt Sundströms nyöversättning ges gott om utrymme för tvetydigheten i hennes repliker, för skrattet som bubblar under ytan.
added by Jannes
[Recensionen gäller en nyöversättning gjord av Gun-Britt Sundström]
När jag läser Sundströms översättning blir det för första gången tydligt för mig hur skickligt Austen tryfferar romanen med små överdrifter, sarkasmer, nålstick av spydighet, utan att läsaren för den skull tappar engagemanget i intrigen. Humorn gäller särskilt gestaltningen av bokens karikatyrer, Elizabeths show more ytliga och giriga mamma mrs Bennet och den fjäskige och inbilske mr Collins, den släkting som aspirerar på att överta familjegodset. show less
När jag läser Sundströms översättning blir det för första gången tydligt för mig hur skickligt Austen tryfferar romanen med små överdrifter, sarkasmer, nålstick av spydighet, utan att läsaren för den skull tappar engagemanget i intrigen. Humorn gäller särskilt gestaltningen av bokens karikatyrer, Elizabeths show more ytliga och giriga mamma mrs Bennet och den fjäskige och inbilske mr Collins, den släkting som aspirerar på att överta familjegodset. show less
added by Jannes
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Author Information

Jane Austen's life is striking for the contrast between the great works she wrote in secret and the outward appearance of being quite dull and ordinary. Austen was born in the small English town of Steventon in Hampshire, and educated at home by her clergyman father. She was deeply devoted to her family. For a short time, the Austens lived in the show more resort city of Bath, but when her father died, they returned to Steventon, where Austen lived until her death at the age of 41. Austen was drawn to literature early, she began writing novels that satirized both the writers and the manners of the 1790's. Her sharp sense of humor and keen eye for the ridiculous in human behavior gave her works lasting appeal. She is at her best in such books as Pride and Prejudice (1813), Mansfield Park (1814), and Emma (1816), in which she examines and often ridicules the behavior of small groups of middle-class characters. Austen relies heavily on conversations among her characters to reveal their personalities, and at times her novels read almost like plays. Several of them have, in fact, been made into films. She is considered to be one of the most beloved British authors. (Bowker Author Biography) show less
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Sense and Sensibility / Pride and Prejudice / Mansfield Park / Emma / Northanger Abbey / Persuasion / Lady Susan by Jane Austen
Sense and Sensibility / Pride and Prejudice / Mansfield Park / Emma / Northanger Abbey / Persuasion by Jane Austen
Emma / Mansfield Park / Northanger Abbey / Persuasion / Pride and Prejudice / Sense and Sensibility / Shorter Works by Jane Austen
90 Masterpieces You Must Read (Vol.1): Novels, Poetry, Plays, Short Stories, Essays, Psychology & Philosophy by Various
Jane Eyre/ Wuthering Heights/ Little Women/ Adam Bede/ Emma/ Pride and Prejudice by Trident Press International
Jane Austen Collection: 18 Works, Pride and Prejudice, Emma, Love and Friendship, Northanger Abbey, Persuasion, Lady Susan, Mansfield Park & more! by Jane Austen
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Has the (non-series) sequel
Has the (non-series) prequel
Has the adaptation
Is abridged in
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Inspired
Has as a study
Has as a supplement
Has as a commentary on the text
Has as a student's study guide
Has as a teacher's guide
Common Knowledge
- Canonical title*
- Trots en vooroordeel
- Original title
- Pride and Prejudice
- Alternate titles*
- Waan en eigenwaan
- Original publication date
- 1813
- People/Characters
- Elizabeth Bennet; Fitzwilliam Darcy; Jane Bennet; Charles Bingley; Lydia Bennet; Mr. Bennet (show all 37); Mrs. Bennet; Charlotte Lucas; Caroline Bingley; William Collins; Lady Catherine de Bourgh; Colonel Fitzwilliam; Mary Bennet; Catherine "Kitty" Bennet; Sir William Lucas; George Wickham; Georgiana Darcy; Anne de Bourgh; Mrs. Phillips; Edward Gardiner; Mrs. M. Gardiner; Mrs. Hill; Maria Lucas; Captain Carter; Lieutenant Denny; Colonel Forster; Louisa Hurst; Harriet Forster; Mr. Phillips; Mr. Hurst; Lady Lucas; Mrs. Jenkinson; Miss King; Mrs. Younge; Mrs. Reynolds; Mrs. Annesley; Mrs. Long
- Important places
- Longbourn, Hertfordshire, England, UK; England, UK; Derbyshire, England, UK; London, England, UK; Hunsford, Kent, England, UK; Pemberley, Derbyshire, England, UK (show all 8); Rosings, Kent, England, UK; Netherfield Park, Hertfordshire, England, UK
- Important events
- 19th century; Regency Era; Georgian Era
- Related movies
- Pride and Prejudice (1938 | IMDb); Pride and Prejudice (1940 | Robert Z. Leonard | IMDb); The Philco Television Playhouse: Pride and Prejudice (1949 | s1e17 | IMDb); Pride and Prejudice (1952 | TV mini-series | IMDb); Matinee Theatre: Pride and Prejudice (1956 | s2e21 | IMDb); Orgoglio e pregiudizio (1957 | IMDb) (show all 21); Pride and Prejudice (1958 | TV | IMDb); General Motors Presents: Pride and Prejudice (1958 | IMDb); De vier dochters Bennet (1961 | IMDb); Novela: Orgullo y prejuicio (1966 | IMDb); Pride and Prejudice (1967 | TV mini-series | IMDb); Pride and Prejudice (1980 | Cyril Coke | IMDb); Pride and Prejudice (1995 | BBC TV mini-series | Simon Langton | IMDb); Wishbone: Furst Impressions (1995 | s1e25 | IMDb); Bridget Jones's Diary (2001 | Sharon Maguire | IMDb); Pride and Prejudice (2003 | Andrew Black | IMDb); Bride & Prejudice (2004 | Gurinder Chadha | IMDb); Pride and Prejudice (2005 | Joe Wright | IMDb); Lost in Austen (2008 | IMDb); The Lizzie Bennet Diaries (2012 - 2013 | IMDb); Death Comes to Pemberley (2013 | IMDb)
- First words
- It is a truth universally acknowledged, that a single man in possession of a good fortune, must be in want of a wife.
- Quotations
- The power of doing anything with quickness is always prized much by the possessor, and often without any attention to the imperfection of the performance.
Do not be afraid of my running into any excess, of my encroaching on your privilege of universal good will. You need not. There are few people whom I really love, and still fewer of whom I think well. The more I see of the wo... (show all)rld, the more am I dissatisfied with it; and every day confirms my belief of the inconsistency of all human characters, and of the little dependence that can be placed on the appearance of either merit or sense.
"In vain have I struggled. It will not do. My feelings will not be repressed. You must allow me to tell you how ardently I admire and love you."
"I wonder who first discovered the efficacy of poetry in driving away love!"
Though Lydia's short letter to Mrs. F. gave them to understand that they were going to Gretna Green, something was dropped by Denny expressing his belief that W. never intended to go there, or to marry Lydia at all, which was... (show all) repeated to Colonel F., who, instantly taking the alarm, set off from B. intending to trace their route. He did trace them easily to Clapham, but no farther; for on entering that place they removed into a hackney-coach and dismissed the chaise that brought them from Epsom. All that is known after this is that they were seen to continue the London road. I know not what to think. After making every possible enquiry on that side London, Colonel F. came on into Hertfordshire, anxiously renewing them at all the turnpikes, and at the inns in Barnet and Hatfield, but without any success; no such people had been seen to pass through. With the kindest concern he came on to Longbourn, and broke his apprehensions to us in a manner most creditable to his heart.
"You want to tell me, and I have no objection to hearing it."
(Mr. Bennet to Mrs. Bennet, Chap. 1) - Last words
- (Click to show. Warning: May contain spoilers.)Darcy, as well as Elizabeth, really loved them; and they were both ever sensible of the warmest gratitude towards the persons who, by bringing her into Derbyshire, had been the means of uniting them.
- Publisher's editor*
- Martim Claret
- Original language
- British English
- Canonical DDC/MDS
- 823.7
- Canonical LCC
- PR4034.P73
- Disambiguation notice
- The Winchester Austen Series edition contains the following introductory essays:
"Pride and Prejudice: Modern Interpretations," by John Wiltshire
"Pride and Prejudice: Regency Life," by Maggie L... (show all)ane
"Pride and Prejudice: Geographical Settings," by Caroline Sanderson
"Pride and Prejudice: A Modern Perspective," Josephine Ross
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- Paper, Audiobook, Ebook
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- UPCs
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- ASINs
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